Brilho e Alegria na Festa Junina do CREMI em Caragutatuba

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Festa Junina CREMI 2012- Brilho e Alegria

Por se tratar de uma festa folclórica e popular, ela ajuda na manutenção da memória e revitaliza as energias dos participantes, aproximando todos num verdadeiro encontro intergeracional.

O mês de junho tradicionalmente é o período das festas juninas e suas festividades acontecem por todo o país com muitas danças, fogueiras e diversão. Assim também é no CREMI – Centro de Referência da Melhor Idade em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo.
Os frequentadores do CREMI aguardam ansiosos por esse dia, pois para a maior parte deles, é o momento de reviver a alegria do passado e emocionar-se novamente nos dias de hoje com muita música, dança e guloseimas, como milho, canjica, arroz doce, pipoca, quentão e paçoca.

Várias quadrilhas compostas por idosos e profissionais – Educadores, Terapeutas Ocupacionais, Assistentes Sociais, Voluntários, Ajudantes, etc. – se apresentaram no último dia 22 de junho, tudo com muita alegria e dança. Não faltou diversão.

“Adoro me fantasiar para esta festa, me sinto como uma garotinha”, disse uma animada senhora. “Eu não sei dançar, mas estou me divertindo vendo as quadrilhas”, disse um morador da Vila Dignidade (residencial para idosos do Município), que aproveitou o momento para fazer convite a todos para conhecerem o local, afirmando que gosta muito da sua nova casa: ”Lá é bem legal e tranquilo, vão nos visitar.”

É importante esclarecer que por se tratar de uma festa folclórica e popular, ela ajuda na manutenção da memória e revitaliza as energias dos participantes; portanto, trata-se de um importante evento para ser comemorado com toda a família, aproximando todos num verdadeiro encontro intergeracional que necessita ser mantido vivo.

Vale lembrar que a festa Junina do CREMI contou com o apoio de todos os funcionários e vários voluntários que trabalharam muito para que tudo ocorresse com muito brilho e alegria. Além disso, o evento contou com o patrocínio da Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso, da Secretaria da Educação, da Secretaria da Assistência Social e do Conselho do Idoso da Cidade de Caraguatatuba. Parabenizamos os organizadores do evento pela valorização e respeito à pessoa idosa.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Violência contra o idoso: conhecer, combater e denunciar

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Violência contra o idoso: conhecer, combater e denunciar

O dia 15 de junho é o Dia Mundial de Combate à Violência contra a Pessoa Idosa e geralmente acontecem, em diferentes locais do país, seminários, palestras e encontros com familiares, interessados e profissionais numa tentativa de esclarecer o público em geral para essa importante temática cada vez mais urgente devido à crescente longevidade humana.

 

Na cidade de Caraguatatuba, Litoral Norte de São Paulo, aconteceu a palestra Violência contra o Idoso: conhecer, combater e denunciar, proferida por Zally Queiroz, uma iniciativa para chamar a atenção da população local para a causa.

Zally Queiroz iniciou sua conversa com os frequentadores do CREMI – Centro de Referência da Melhor Idade, levando-os a refletirem sobre o que é de fato violência e questionou com os presentes sobre quem já sofreu algum tipo de violência. Nesse instante, muitos idosos deram vários exemplos de momentos por eles vividos. Assim seguiu a exposição da palestrante para um público participativo que acompanhou atentamente as palavras.

Ao longo da palestra, uma cuidadora da plateia fez o público pensar sobre a questão do abuso e da violência praticados pelo idoso ao seu cuidador e afirmou que muitas vezes o cuidador deseja fazer as coisas da melhor forma possível aos idosos, contudo alguns destes tratam estes profissionais com desrespeito e não entendem que a pessoa a sua frente está ali para auxiliá-lo. 

Zally Queiroz deixou claro que todos têm direitos e deveres. Sabe-se que o idoso muitas vezes é vítima, mas, ele também precisa entender que, assim como os demais membros da família, tem deveres; é preciso que todos respeitem uns aos outros.

Zally deixou claro que todos têm direitos e deveres. Sabe-se que o idoso muitas vezes é vítima, mas, ele também precisa entender que, assim como os demais membros da família, tem deveres; é preciso que todos respeitem uns aos outros. Ela lembrou que muitas vezes os idosos, devido às suas doenças, tornam-se agressivos e briguentos, sendo preciso estar atento à manifestação dessas doenças. Ela esclareceu que em alguns casos, por despreparo, a família sente-se estressada devido ao desgaste provocado por alguns cuidados mais complexos, sobretudo quando o idoso perdeu sua autonomia e isso pode levar alguns cuidadores a uma situação limite, pois os desgastes físicos e emocionais em geral aparecem nesse trabalho. Para evitar esse tipo de situação é fundamental o suporte psicológico a todos os envolvidos e principalmente a capacitação com cursos aos familiares e aos profissionais que desempenham a tarefa de cuidadores, que, segundo ela, é uma tarefa que consome muita energia e fragiliza todos os envolvidos.

Segundo ela, cabe também ao idoso procurar ao longo de sua vida se inovar, ser participativo, praticar atividades físicas, cuidar de si no sentido de manter sua qualidade de vida para preservar sua saúde e autonomia. “Se desejamos viver mais e melhor também temos a nossa responsabilidade no processo: é preciso investir no próprio envelhecimento”, disse Zally.

A violência pode ocorrer na forma física, psicológica, econômica, sexual, como negligência, como abandono etc. Conforme o contexto a violência pode ser classificada como estrutural, institucional e intrafamiliar. A palestrante chamou a atenção dos presentes para ficarem atentos e denunciarem às autoridades sempre que notarem algum tipo de violência contra a pessoa idosa e indicou vários locais para fazer isto, como: Ministério Público, Delegacia de Polícia, Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Idoso, Centro de Referência Especializada de Assistência Social, Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso de Caraguatatuba e o Disque 100 (em seguida a opção 2).

Assim foi finalizada a palestra que contou entre outros com a participação da Presidente do Conselho do Idoso Sra. Cida Waack e de Ivy Monteiro, Secretária Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso de Caraguatatuba.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica