II Mostra Estadual destaca trabalhos inovadores em Psicologia no estado de SP

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

II Mostra Estadual destaca trabalhos inovadores em Psicologia no estado de SP

Mais de 90 trabalhos inscritos, sendo que 50 deles estão em atividade. Esse foi o número de iniciativas que integraram a II Mostra Estadual de Práticas Inovadoras em Psicologia: Intersetorialidade, Defesa e Promoção dos Direitos Humanos / Prêmio Madre Cristina, que aconteceu em 2 e 3 de dezembro, em São Paulo. Trabalhos desenvolvidos em hospitais, penitenciárias, clínicas, associações de bairro, escolas e também de estudantes em estágio integraram as iniciativas inscritas. “Tudo isso nos faz crer que uma nova forma de se fazer Psicologia está em curso”, afirmou Luis Fernando de Oliveira Saraiva, Conselheiro do CRP SP na abertura do evento.

Abertura

Cerca de 200 pessoas estiveram presentes. Na abertura, a Conselheira do CFP Marilene Proença destacou as inúmeras possibilidades que a Psicologia tem de se inserir no contexto social, através de ideias e ações inovadoras; além da importância da Madre Cristina para a Psicologia. “Ela é símbolo dessa luta em São Paulo, principalmente nos anos de chumbo da ditadura militar”, afirmou. Nascida em Jaboticabal (interior paulista) em 1916, Madre Cristina, que se formou em Psicologia, foi uma fervorosa defensora dos direitos sociais e humanos, que fez história ao defender seus ideais de um mundo justo e igualitário. O Prêmio Madre Cristina integrou a II Mostra e foi entregue aos melhores trabalhos.

A Conselheira Presidente do CRP SP, Carla Biancha Angelucci afirmou que a opção do CRP SP foi por organizar uma mostra que tivesse um caráter integrador, com espaço para o diálogo e o compartilhar, de forma a perceber diferenças e construir novos apontamentos. “É importante que sejamos provocadas por áreas e experiências que não conhecemos. Para avançar e reconhecer identidades é que decidimos por uma mostra intersetorial. Precisamos compreender como se efetiva os direitos humanos no cotidiano”, defendeu. Biancha completou dizendo que nesse momento isso se faz ainda mais necessário, diante da divulgação das violações aos direitos humanos detectadas no relatório da 4ª Inspeção Nacional.
Ainda na abertura, o filósofo, arquiteto, professor e escritor Luiz Fuganti destacou que a Psicologia ultrapassa a clínica, os consultórios. “A área tem um papel a cumprir em diferentes âmbitos da sociedade: família, escola, justiça. Para detectar e verificar o que não vai bem na sociedade”, acredita.

O sábado, dia 3, foi reservado para o compartilhamento de ideias e iniciativas em Rodas de Conversa que trataram de temas que permearam os trabalhos inscritos como preconceito, violência no Estado, clínica nos dias de hoje e a institucionalização da vida. A Mostra finalizou com o Prêmio Madre Cristina oferecido aos dez trabalhos que se destacaram na atividade.

Doutoranda em pós de psicologia clínica é premiada

O projeto A escrita terapêutica nos encontros integeracionais, pesquisa de doutorado desenvolvida pela pós-graduanda Divina de Fátima dos Santos (Pós em Psicologia Clínica), vence o Prêmio Madre Cristina, do Conselho Regional de Psicologia-SP. Dos 90 trabalhos inscritos na 2ª Mostra Estadual de Práticas Inovadoras em Psicologia, realizada dias 2 e 3/12, em São Paulo, o projeto da doutoranda da PUC-SP ficou entre os 10 selecionados para receber o Prêmio Madre Cristina. O estudo de Divina (à esq., na foto) foi realizado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Aida de Almeida Castro Grazioli e no Centro de Referência da Melhor Idade (Cremi), ambos em Caraguatatuba (173 Km da capital).

A Escrita terapêutica nos encontros intergeracionais é parte de um trabalho desenvolvido no Projeto: Encontro de Gerações – Oficina da Escrita = Cartas e, faz parte da pesquisa de Doutorado da Divina de Fátima dos Santos, sob orientação da Profa. Dra. Ceneide Cerveny da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP

Premiados

Confira abaixo os premiados (as):

Titulo: GESTÃO DE RISCOS NO TRANSPORTES: NOVAS PERSPECTIVAS E DESAFIOS PARA A PSICOLOGIA Autor: VANESSA PEREIRA CANDIDO
Co-autores: LARISSA SILVA, ANA PEREIRA, NATALIA APARECIDA RAMOS GALVÃO, FABIANA CAMPOS.
Local: TEVAP – TERMINAL DE CARGA E DESCARGA DE COMBUSTÍVEIS DO VALE DO PARAÍBA, SÃO JOSÉ DOS CAMPOS. EMPRESA TARGET.

Titulo: MEMÓRIAS DO BAIRRO MONTE SERRAT: ENTRE A PSICOLOGIA E A ARTE Autor: VINICIUS CLEMENTE DIAS
Co-autores: EMÍLIO NOLASCO DE CARVALHO, GABRIEL TEIXEIRA DE MEDEIROS, RAYSSA YUSSIF ABOU NASSIF, RUBENS BIAS PINTO
Local: BAIRO DO MONTE SERRAT, LOCALIZADO NA REGIÃO CENTRAL DE SANTOS/SP

Titulo: PROJETO DE REGISTRO HISTÓRICO AUDIOVISUAL DAS ATIVIDADES DO CRAS Autor: PAULO ROBERTO SILVEIRA BUENO FILHO
Co-autores: NOVO MUNDO FILMES; PROFISSIONAIS/ESTAGIÁRIOS DO CRAS; PARTICIPANTES PROJETOS.
Local: CENTRO DE REFERÊNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL (CRAS) “IRMÃ BEATRIZ HELENA DE BARROS LEITE”; RUA CRISTÓVÃO COLOMBO, 265; CEP 16400775; TEL. (14) 35235483; LINS/SP.

Titulo: A SAÚDE DO TRABALHADOR NO ÂMBITO DA ECONOMIA SOLIDÁRIA: POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA EM UMA ASSOCIAÇÃO DE CATADORES Autor: KARINA SOARES SANTOS
Co-autores: BRUNA RAFAEL FRANSATTO, MÁRCIA CRISTINA LOURO FARES, NEY PAIXÃO, LEANDRO TEIXEIRA MENDES
Local: ASSOCIAÇÃO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DO MUNICÍPIO DE DIADEMA

Titulo: CAPS NA RUA – ENCONTROS MARCADOS PELA DIFERENÇA! Autor: ANDRÉA CARLA DE SOUZA ATILANO
Co-autores: N/T
Local: GUARULHOS

Titulo: OFICINA BONECA FLOR – INTERVENÇÃO E PREVENÇÃO À SAÚDE MENTAL DA GESTANTE Autor: MICHELE CARMONA ACHING
Co-autores: TEREZA MARQUES DE OLIVEIRA TANIA MARA MARQUES GRANATO
Local: ONG HABITARE EM PARCERIA COM O ALOJAMENTO SOCIAL DO AMPARO MATERNAL

Titulo: ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA NO CENTRO HOSPITALAR DO SISTEMA PENITENCIÁRIO Autor: TERESA LEOPOLDO E SILVA DE OLIVEIRA
Co-autores: SANDRA REGINA DE OLIVEIRA RODRIGUES DOS REIS FABIANE MATIAS SCHWENKOW MARIA DAS GRAÇAS SATURNINO DE LIMA WILZE LARA BRUSCATO
Local: CENTRO HOSPITALAR DO SISTEMA PENITENCIARIO – SÃO PAULO

Titulo: GRUPOS DE SALA DE ESPERA NO AMBIENTE DE UM FÓRUM Autor: MARIA COSTANTINI
Co-autores: CLAUDIA GUZZARDI ALTIERI e TANIA ALDRIGHI
Local: FÓRUM DAS VARAS ESPECIAIS DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DA CAPITAL – TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO

Titulo: PLANTÃO PSICOLÓGICO NA DELEGACIA DA MULHER: UM LUGAR DE EMPODERAMENTO Autor: ROBERTO EVANGELISTA
Co-autores: MICHELLE GOLDICH RENATA GALVÃO MAURANO JANAINA SA LIMA JULIANA FRANCISCO DO AMARAL MARILIA MORAIS ROSON DANIEL FERRO CARAPETO
Local: DELEGACIA DE DEFESA DA MULHER

Titulo: A ESCRITA TERAPÊUTICA NOS ENCONTROS INTEGERACIONAIS Autor: DIVINA DE FATIMA DOS SANTOS
Co-autores: CENEIDE MARIA DE OLIVEIRA CERVENY
Local: ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSORA AIDA DE ALMEIDA CASTRO GRAZIOLI E, CREMI – CENTRO DE REFERENCIA DA MELHOR IDADE, AMBOS LOCALIZADOS NA CIDADE DE CARAGUATATUBA – LITORAL NORTE DE SÃO PAULO

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Família e Comunidade em foco: Entrevista com Divina dos Santos

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Família e Comunidade em foco: Entrevista com Divina dos Santos

Esta seção da Nova Perspectiva Sistêmica procura trazer para os leitores temas relevantes das áreas de saúde, educação e desenvolvimento social. Neste número, entrevistamos a psicóloga Divina de Fátima dos Santos, pedagoga, psicóloga, mestre em gerontologia e doutoranda em psicologia clínica na PUC-SP.

O trabalho desenvolvido por Divina foi premiado na II Mostra Estadual de Práticas Inovadoras em Psicologia, realizada em dezembro de 2011, pelo Conselho Regional de Psicologia e divulgado no jornal do CRP, edição 172.

O projeto “Encontro de Gerações”, desenvolvido em Caraguatatuba, utiliza a troca de correspondência entre crianças e idosos para desencadear um processo de mudança de atitudes e de construção de valores éticos.

A troca de correspondência, algo aparentemente simples, gerou envolvimento tanto das professoras das crianças, Eliana Aparecida Oliveira, Tânia Espírito Santo e Katia Aparecida Viana, que acompanharam os alunos na produção das cartas, como das famílias dos participantes. Embora não fosse o objetivo do projeto, o interesse em escrever cartas fez com que muitas crianças tomassem consciência de suas dificuldades com a escrita e evoluíssem bastante motivadas pelas tarefas do projeto.

O acompanhamento dos idosos foi feito por Divina em encontros semanais no Centro de Convivência da Melhor Idade – CREMI. Conversando com cada um deles sobre os significados da troca de correspondência, ela verificou como a concepção que tinham sobre as crianças mudava para alguns, enquanto, em outros casos, o ido-so, após o encerramento do projeto, manifestava a vontade de ajudar a criança com quem havia se correspondido em alguma situação de vulnerabilidade.

Da escolha da profissão à Gerontologia

Helena Maffei Cruz (NPS): Como foi o caminho para escolher a psicologia como profissão?

Divina dos Santos (DS): Antes de estudar psicologia, eu me graduei em pedagogia. Acredito que foi um processo natural, pois a interdisciplinaridade, de certa forma, sempre fez parte da minha vida: no meu caso, ambas as graduações se complementam e auxiliam na atuação profissional cuja caminhada sempre se manteve em duas frentes, tanto como educadora quanto como psicóloga, e em distintos locais e com pessoas de diferentes idades.

NPS: O que lhe causou mais interesse durante a graduação?

DS: Foram diversas coisas. Vale lembrar que muitas de minhas descobertas ocorreram na faculdade em ambos os cursos. Passei a maior parte da infância vivendo em um sítio localizado numa cidade pequena no interior do Estado de São Paulo, de modo que as pessoas que estavam à minha volta tinham pouca escolaridade. Tive, porém, a sorte de, em meu caminho, encontrar grandes professores verdadeiramente comprometidos com o ensinar, e me encantei com muita coisa que estudei e li durante a graduação, na qual também tive amigos entusiasmados e que muito me influenciaram ao longo da vida. Além disso, sempre fui bastante interessada por tudo que fiz e faço até hoje. A paixão me move. Algumas disciplinas que fizeram diferença em minha vida foram filosofia e sociologia, por ampliarem minha visão sobre o mundo e me ajudarem a compreender minha realidade.

E a antropologia, que me fez entrar em contato com minhas raízes e entender a miscigenação do povo de nosso país, valorizando-o e respeitando-o nas suas diferenças. Também as várias disciplinas da psicologia, do psicodrama e da psicopedagogia me tornaram mais humana e sensível. Aos poucos, fui amadurecendo e percebendo as diversidades, dificuldades e complexidades do nosso povo ao longo da minha formação, e depois fui percebendo que somos fruto da cultura, da história, do tempo e das oportunidades a nós oferecidas, entre tantas outras coisas. Assim, comecei a me interessar verdadeiramente pelas pessoas, suas alegrias, suas tristezas, suas maneiras de viver e se relacionar com o mundo.

NPS: Como foram seus caminhos profissionais?

DS: Tive a oportunidade de trabalhar com diferentes coisas ao longo da vida. Iniciei meu caminho profissional na área de Recursos Humanos em grandes empresas. Depois, aos poucos, fui direcionada para a área da educação e da psicologia.
Por um longo tempo, prestei atendimento à comunidade, como psicóloga e pesquisadora, nas clínicas-escolas da PUC, da USP e da SOPSP (Sociedade de Psicodrama de São Paulo), enquanto me aprimorava por meio de diferentes cursos de extensão. Desde minha formação em psicologia e em psicopedagogia, também venho trabalhando em consultório particular. Como professora e psicopedagoga, trabalhei com alfabetização no curso de EJA (Educação de Jovens e Adultos) durante muito tempo, com crianças que apresentavam dificuldade de leitura e de escrita nas escolas municipais em convênio com a PUC-SP. Esses trabalhos me fizeram crescer tanto como educadora quanto como psicóloga, no sentido de compreender melhor o ser humano com suas limitações, desejos, perseverança e em relação à superação de desafios nos inúmeros obstáculos existentes na vida de cada um, começando pela fome.

NPS: O que a levou à gerontologia?

DS: Passei boa parte da infância com minha avó e acredito que nossa convivência favoreceu minha admiração, fascínio e interesse em ouvir suas histórias de vida, não apenas as dela, como também a de todas as pessoas idosas que tive a oportunidade de conhecer. Lembre-se de que, quando eu era criança, não existia Internet nem Google. Naquela época, os velhos eram os únicos detentores do saber e eram valorizados por isso.
Tive a experiência de cuidar de meu pai, que sofreu da doença de Alzheimer, vindo a falecer aos 78 anos, período no qual pensei muito sobre a impotência e os limites do ser humano. Sofri e aprendi muito com sua doença e morte. De certa forma, essa experiência também despertou meu interesse em saber mais sobre o processo de envelhecimento, suas limitações e peculiaridade positivas. Penso que todos esses fatores de ordem pessoal, somados ao fato de eu ter trabalhado como professora de EJA na rede SESI–SP (Serviço Social da Indústria), me direcionaram para a Gerontologia.

Quando fui professora de alfabetização de jovens e adultos, a convivência em sala de aula com alunos de idades avançadas, mas cheios de esperanças e desejos por novas conquistas, possibilitou-me experimentar uma vivacidade que me surpreendia nas jornadas de trabalho. Na sala de aula na qual atuava como professora, ocorria, a cada noite, uma troca de energia que é difícil de explicar. Aquilo me fazia sentir renovada e estimulada a correr atrás dos meus sonhos, visto que alguns alunos idosos, até mesmo septuagenários, estavam ali, na minha frente, buscando um sonho que ficou adormecido no tempo, mas não esquecido: o de se alfabetizarem e de se tornarem leitores e poderem desvendar o mundo pelas letras.

Eu ficava curiosa em saber mais sobre aqueles alunos tão especiais e que, naqueles momentos, encontravam uma possibilidade de transformarem suas esperanças em realidade. Fui tomando consciência de minha responsabilidade, pois eles depositavam em mim a possibilidade de concretização de seus sonhos. Embora muito simples, humildes e iletrados, traziam em suas bagagens muitos ensinamentos, experiências de vida e desejos de continuar conquistando as coisas que o mundo contemporâneo oferece, bem como aquelas que não tiveram oportunidade de vivenciar e de aprender quando eram mais jovens. Por isso, digo que minha caminhada para a gerontologia foi bastante influenciada por essa experiência docente.

Origem do Projeto "Encontro de Gerações"

NPS: Como surgiu o projeto “Encontro de Gerações”?

DS: Em verdade, o projeto surgiu inicialmente como um trabalho pedagógico para a EJA: eu queria estimular meus alunos a escrever e melhorar suas narrativas, já que uma das funções de um alfabetizador é ensinar as regras correspondentes básicas e despertar nos alunos o interesse tanto pela leitura quanto pela escrita. Como sabemos, escrever cartas é um excelente recurso pedagógico muito utilizado em escolas. Em geral, meus alunos eram inseguros, tinham medo de escrever e eu precisava encontrar uma forma de estimulá-los e fazê-los superar seus temores, além de tornar o processo de escrita prazeroso para eles. Então convidei outras professoras na escola na qual trabalhava para fazer esse processo de troca de cartas com os alunos (no caso, crianças em processo de escolarização, que estivessem no mesmo nível de aprendizagem, para que, de fato, pudessem compreender e ajudar uns aos outros na aquisição e superação das dificuldades da escrita.

No início, os alunos adultos mais velhos ficaram desconfiados da proposta, e muitos se recusaram a participar do projeto. Eles não acreditavam que crianças tão pequenas fossem capazes de compreendê-los. Além disso, a autoestima deles era tão baixa que não acreditavam que suas histórias de vida pudessem ser interessantes para alguém, principalmente para uma criança. Para motivá-los a participar, exibimos na escola dois filmes importantes, seguidos de debates com os alunos:“Central do Brasil” e“Narradores de Javé”. Após esse trabalho de sensibilização, o medo de não serem aceitos por seus correspondentes foi superado aos poucos. As crianças já tiveram reação diferente e se encantaram com a ideia de poder escrever para estudantes mais velhos. Assim iniciamos o projeto que, pouco a pouco ganhou força e transformou-se em grande sucesso. A princípio, as cartas eram tímidas, com poucas palavras, mas à medida que o tempo foi passando e novas cartas foram trocadas, eles começaram a se soltar. Quando vi a emoção deles no momento de receber, ler e responder as cartas recebidas, notei que essa proposta de trabalho continha muito mais que um simples projeto pedagógico de melhora da escrita. Estava havendo uma grande “transformação” e muito aprendizado para todos os envolvidos. Os dados e resultados desse trabalho estão na minha dissertação, defendida e aprovada na PUC-SP em 2010, intitulada:“Relações intergeracionais: palavras que estimulam.

Atualmente resido em Ubatuba onde, para dar continuidade aos meus estudos de doutoramento, procurei alguns gestores na área de educação e no CREMI (Centro de Referência da Melhor Idade) de Caraguatatuba-SP. Propus o projeto “Encontro de Gerações” às citadas instituições, explicando que este envolvia uma pesquisa de pós–graduação, mas também apresentava alguns benefícios inerentes às suas finalidades. Tive sorte, fui muito bem acolhida e os responsáveis me deram todo apoio. Também encontrei algumas professoras interessadas em participar. Daí iniciamos um trabalho piloto em 2010 para avaliar a reação dos participantes, e, como tudo correu bem, o “Projeto Encontro de Gerações” continua ativo até hoje. Participam dele os idosos do CREMI e as crianças dos 4º e 5º anos do ensino fundamental do município.

Esse é um trabalho que envolve muita gente, por isso é preciso ter muito cuida-do. Afinal, lidamos com os sentimentos e as emoções dos participantes, que, muitas vezes, colocam todo um sonho naquele papel e na pessoa com quem se está intera-gindo. Além disso, há uma logística que precisa ser muito bem planejada, pois, além das crianças e dos idosos, este trabalho reflete diretamente em toda a comunidade escolar e em seus familiares. As professoras trabalham com as crianças, a mim cabe a responsabilidade de trabalhar com os idosos.

Cabe destacar, que sem o apoio das autoridades locais, dos gestores das escolas, das professoras e dos pais dos participantes no projeto e dos funcionários das instituições envolvidas, esse trabalho seria impossível. Eu, que coordeno toda essa logística, sou muito grata a todos que confiam em mim e apoiam essa iniciativa, cujo inestimável suporte tem sido importante para o sucesso de nosso projeto.

NPS: Quem foram seus parceiros teóricos nessa caminhada?

DS: Devo acrescentar que tive uma grande mestra na minha vida, minha avó Roberta, como já disse, grande companheira e responsável por muito do que sou hoje, que, já analisando alguns aspectos da minha formação profissional, me ensinou muitas coisas que não se encontram em livros. Também tive inúmeros e preciosos companheiros teóricos, autores que revolucionaram minha forma de pensar, para citar apenas alguns: Darcy Ribeiro, Paulo Freire, Pablo Neruda, José Saramago, Jacob Levy Moreno, Carl Gustav Jung, Sigmund Freud, Edgar Morin, Rosa Cukie, Sergio Perazzo, Ivani Fazenda. Claro que nunca poderia me esquecer do apoio que meu marido, também professor, vem prestando ao meu trabalho.

NPS: Quais pressupostos estão presentes na sua prática?

DS: A longevidade é um fato concreto em nosso país, então precisamos aprender a envelhecer. O projeto em pauta permite essa reflexão. De modo geral, infelizmente, a sociedade despreza o velho e tudo que ele representa. Mas é preciso encarar a velhice sob outro prisma, pois todos envelheceremos e, se desejamos ser respeitados na velhice, devemos aprender a respeitar os velhos de hoje, um preceito elementar da boa educação. No processo de troca de cartas, as crianças têm a possibilidade de aprender com uma pessoa idosa e, em geral, diferente do seu meio familiar; com isso, ela termina por tender a ser mais respeitosa com os idosos. Já os idosos têm a possibilidade de passar seus conhecimentos de mundo e suas experiências de vida a alguém interessado em suas histórias, melhorando, com isso, sua autoestima e sua qualidade de vida. Outro dado concreto é que as crianças podem estar solitárias e os idosos geralmente estão, e a possibilidade de trocar cartas elimina o sentimento de solidão de certa forma. E, para as crianças, esta superação da solidão, bem como a interação com alguém com uma experiência acumulada, pode se refletir na superação de um possível fracasso escolar.

NPS: O que mais você gostaria de contar para a nossa revista?

DS: Pessoalmente, eu acredito no ser humano e na vida, penso que vale a pena lutar por um mundo melhor, mais respeitoso e mais justo. O projeto “Encontro de Gerações”, realizado por meio de cartas, me fez ver que a idade não importa, sempre temos muito a ensinar e a aprender e necessitamos estar abertos para ver e compreender os outros, independentemente de sua faixa etária. Este trabalho pode ser reaplicado e multiplicado em diferentes escolas, sempre com respeito e seriedade, a fim de serem atingidos seus sadios objetivos.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Seminário Encontro de Gerações – Sesc Pompéia

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Seminário Encontro de Gerações - Sesc Pompéia

O relacionamento entre as gerações assumiu diferentes formas ao longo da história. Assim como as gerações são construídas socialmente e pautadas por normas e expectativas de conduta, também as relações entre elas são determinadas pelos valores culturais de cada época. Em certas culturas, prevaleceram esquemas de solidariedade entre jovens e velhos, em outras a competição apareceu com maior freqüência.

A família foi e prossegue sendo o âmbito mais provável desse encontro. Mas, na sociedade contemporânea, observa-se um certo distanciamento intergeracional no núcleo familiar, traduzido por pouco diálogo entre pais e filhos e entre avós e netos. Os espaços públicos são também pouco compartilhados, aumentando a distância afetiva entre as faixas etárias. No entanto, a partir dos anos 90, em vários países, inclusive no Brasil, tem havido um aumento significativo de ações e programas intergeracionais promovidos por entidades públicas e privadas.
O Serviço Social do Comércio SESC SP há seis anos desenvolve o programa SESC Gerações, conjunto de atividades artísticas e de lazer que tem por objetivo a integração e a co-educação entre gerações.

Pensando numa integração entre as experiências do SESC e de outras entidades, tanto por iniciativa de pesquisadores e especialistas quanto de voluntários, o SESC-SP promoveu o Seminário Encontro de Gerações, no qual todos os presentes puderam trocar suas experiências, enriquecendo-se mutuamente com os relatos, simpósios, pôsteres, estudos de casos e atividades artísticas culturais apresentadas durante o evento. O seu principal objetivo foi estimular o convívio saudável entre as gerações, como afirma a proposta da ONU (Organização das Nações Unidas): “UMA SOCIEDADE PARA TODAS AS IDADES”.

Vários países marcaram presença no encontro como: Brasil, Espanha, Peru, Argentina, México e Estados Unidos. Grandes exemplos intergeracionais promovidos nas diferentes unidades do SESC serviram também de inspiração para o evento. Assim, tivemos a oportunidade de conhecer os trabalhos realizados por meio de diferentes estratégias, tais como: arte, literatura, música, teatro, cinema, cultura, educação, arquitetura, saúde, faculdade aberta à terceira idade e diferentes cursos acadêmicos.

A abertura contou com a Dra. Sally Newman dos Estados Unidos que, proferiu uma palestra sobre diferentes trabalhos na área, realizados em seu país ao longo dos últimos 30 anos. Segundo ela existe nos EUA grande estímulo para que, ao longo de suas vidas, as pessoas desenvolvam algum tipo de trabalho voluntário e isso geralmente é realizado por boa parte dos norte-americanos: trata-se de uma atividade muito comum e reconhecida entre os cidadãos. Ela também apresentou um vídeo com alguns exemplos intergeracionais realizados por jovens e idosos e esclareceu que esses encontros em geral são bastante enriquecedores tanto para aqueles que prestam o serviço quanto para aqueles que recebem, afirmando que os reflexos são sentidos por toda a sociedade e são estimulados socialmente.

O professor Mariano Martinez da Espanha levantou os ânimos do público presente com muita criatividade e espontaneidade, trazendo inúmeros dados de como ocorrem os encontros intergeracionais na Europa e fornecendo várias informações a respeito. Ele também alertou o público sobre a necessidade de se fazer trabalho em equipe com parcerias e salientou a necessidade de fortalecimento profissional nesta área.

Na manhã seguinte tivemos uma conferência bastante produtiva com a presença do médico geriatra Santiago Pszemiarower (Argentina), do também médico e educador Rafael Chura (Peru), da demógrafa Liliana Rodriguez (México) e do Psicólogo e referência brasileira na área da GerontologiaJosé Ferrigno (Brasil). Cada um expôs como ocorrem os trabalhos sobre envelhecimento e encontros de gerações nos seus respectivos países. Inclusive Ferrigno destacou o pioneirismo da professora Suzana Medeiros quanto à implantação de estudos e pesquisas na área do envelhecimento humano.

O programa de Gerontologia da PUC e a Universidade Aberta da Terceira Idade, marcaram forte presença no evento e, contou com inúmeros profissionais em diferentes mesas. A Profa. Elizabeth Mercadante coordenou os trabalhos apresentados nas duas tardes do evento e que apresentaram relatos de experiências.

O público pode conhecer os mais variados exemplos de trabalhos práticos todos muito enriquecedores e esclarecedores e que trouxeram verdadeiros exemplos de cidadania, de coragem e de muita luta. Entre eles, tivemos exemplos de grande destaque relatados pelos profissionais no próprio SESC de diferentes estados do Brasil.

As ex-alunas do programa em gerontologia Maria de Fátima Agostinho e Gisele Maria Schramm falaram sobre suas experiências profissionais que envolveram estudo das relações de avós e netos em conflito com a justiça e que se tornaram dissertações de mestrado. Todos os trabalhos merecem destaques, bem como revelaram forte dedicação e esperança sobre as relações familiares e pessoais.

Tivemos a oportunidade também acompanhar uma grande quantidade de trabalhos realizados em diferentes estados por profissionais que tiveram a oportunidade de relatar suas pesquisas aos presentes na forma oral ou de pôster. Nós da PUC novamente marcamos presença. Divina de Fátima dos Santos apresentou uma comunicação oral sobre o tema “Relações Intergeracionais: compartilhando palavras escritas” e Ana Tomazoni apresentou um pôster sobre o tema “Uma vivência interdisciplinar na educação dos Sentidos”; porém, vale destacar que foram inúmeras as apresentações e todas foram muito envolventes e motivadoras.

Mas não foi só isso! Tivemos um grande encerramento com as belas e objetivas palavras proferidas por Paulo de Salles Oliveira, autor de vários livros, entre eles “Vidas compartilhadas: cultura e co-educação entre gerações na vida cotidiana”. Com muita sabedoria e serenidade, encerrou o evento em grande estilo sem deixar de estimular a continuidade dos trabalhos de todos ali presente.

Para relaxar, ao longo do encontro, tivemos vários momentos de descontração recheados por músicas, poesias e danças.

Parabéns a toda equipe do SESC e organizadores do Seminário e em especial ao Professor Ferrigno, grande anfitrião que não escondeu sua alegria pela realização e sucesso deste maravilhoso encontro que certamente deixou muitas sementes que germinarão em outras regiões por meio dos participantes deste encontro.


Todos os presentes ao final do encontro sentiram-se renovados e fortalecidos no sentido de continuar seus trabalhos agora com novas idéias a partir das inúmeras sugestões e experiências ali apresentadas.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Prêmio internacional: 4ª edição do Concurso Una sociedad para todas las edades

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Prêmio internacional: 4ª edição do Concurso Una sociedad para todas las edades

A doutora Divina de Fátima dos Santos (Pós em Gerontologia) foi uma das premiadas da 4ª edição do Concurso Una sociedad para todas las edades, promovido pela Rede Latino Americana de Gerontologia. O concurso, que tem como objetivo incentivar as organizações e indivíduos que trabalham na promoção dos idosos na América Latina e no Caribe, recebeu inscrições de trabalhos da Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, Equador, México, Peru, Uruguai e Venezuela.

Dia Internacional da Pessoa Idosa

A celebração fez parte do Dia Internacional da Pessoa Idosa (Día Internacional de las Personas de Edad) onde foram premiados os finalistas da quarta edição do concurso Una Sociedad Para Todas Las Edades, que vem sendo realizado desde 2005 graças ao apoio de toda comunidade latino-americana de gerontologia.

A quarta edição do concurso recebeu 70 aplicações proventientes de países como Argentina, Brasil, Colombia, Costa Rica, Cuba, Chile, Ecuador, México, Perú, Uruguay y Venezuela.

Premiações

O Brasil foi representado logo no primeiro prêmio do concurso, com o trabalho: “Aproximando Gerações Pela Escrita: Palavras Que Estimulam” de Divina De Fátima dos Santos e Maria De Lourdes Franchi Lima. O segundo prêmio ficou com a chilena Lorena Astudillo Pérez, responsável pelo trabalho “Movimiento Pro Emancipación de la Mujer Chilena – MEMCH”.

 

 

 

Para mais informações acesse:

https://www.gerontologia.org/portal/archivosUpload/archivosConcurso2010/Personas_Naturales_Primer_Premio_2010.pdf

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Portal entrevista Divina de Fátima dos Santos, que pesquisou a vivência entre diferentes gerações por meio da escrita.

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Portal entrevista Divina de Fátima dos Santos, que pesquisou a vivência entre diferentes gerações por meio da escrita.

Da infância próxima à avó às aulas na escola do SESI (Serviço Social da Indústria) na área de Educação de Jovens e Adultos (EJA), a psicóloga e pedagoga Divina de Fátima dos Santos foi aos poucos traçando seu caminho em direção ao estudo do envelhecimento.

Sua pesquisa de mestrado – intitulada “Relações Intergeracionais: palavras que estimulam” – foi defendida em maio de 2010 e focou o conteúdo de cartas, utilizadas como forma de comunicação entre idosos e crianças. Divina queria saber a forma de interação vivenciada entre eles, para identificar os significados dessa troca.

A metodologia utilizada foi qualitativa, baseada em entrevistas com idosos e nos dados coletados das cartas escritas por estudantes do curso da EJA, com idades variando entre 18 e 72 anos, em fase de alfabetização, e por crianças do ensino regular com idades entre 8 e 10 anos que frequentavam uma das unidades da rede SESI-SP.

Os assuntos abordados nas cartas deram abertura para inúmeras discussões. Para facilitar a compreensão do leitor, Divina as nomeou como: religiosidade, sonhos, as palavras certas, o mundo do trabalho e a aposentadoria, a alteridade, a comunicação pictográfica e por símbolos e a troca de olhares. Segundo ela, todos igualmente envolventes, pois provocaram reflexões tanto por parte das crianças quanto por parte dos idosos.

Ela explicou que a troca de cartas promoveu a interação dos estudantes e favoreceu o processo de mudança de atitudes e de construção de valores éticos importantes na vida escolar, familiar e social tanto dos idosos quanto das crianças participantes.

Para ela, as alterações ocorridas por meio dessas vivências podem propiciar ou facilitar um convívio mais saudável entre diferentes gerações no âmbito da escola e nos mais diferentes espaços sociais da vida cotidiana. Estas constatações indicam a importância de estudos interdisciplinares com foco na questão da intergeracionalidade, comentou.

Pesquisadora muito focada em seus estudos, Divina revela ainda que a passagem pelo mestrado em Gerontologia na PUC-SP modificou completamente sua vida pessoal e trouxe diversos benefícios para o campo profissional. Agora, enfrenta com paixão os desafios de um doutorado em Psicologia Clínica, também na PUC-SP. Divina elogia ainda a orientação da professora doutora Nadia Dumara Ruiz Silveira, com quem pode contar em diversos momentos delicados, fundamental para o reconhecimento de seu trabalho no meio acadêmico e profissional.

Portal: Por que decidiu fazer mestrado em gerontologia?
Foram vários fatores. Na maior parte da minha infância e juventude me relacionei com pessoas idosas e me sentia muito bem. Os idosos me compreendiam mais que as pessoas da minha idade. O fato de trabalhar com EJA – Educação de Jovens e Adultos – no SESI foi outro fator, pois, em minha sala de aula, a maioria dos alunos tinha idade bastante avançada, e eu fiquei intrigada por ver tantos idosos em busca da aprendizagem da escrita. Outra coisa que influenciou foi o fato de meu pai ter tido Alzheimer: eu senti que necessitava saber mais sobre essa última fase da vida.

Portal: Como se decidiu pelo seu tema de pesquisa?
O tema foi sendo construído aos poucos e eu me decidi por ele ao longo do mestrado. Os inúmeros textos lidos ajudaram. Acho que a releitura do livro “O Sorriso Etrusco”, em aula (já tinha lido alguns anos antes), me tocou pelo tema sobre os avós. O principal motivo, no entanto, foi o trabalho de trocas de cartas entre meus alunos idosos da EJA e as crianças da minha escola. A ideia inicial era melhorar a leitura e escrita de todos os alunos, porém a experiência caminhou em outra direção. Os colegas de curso me ajudaram a descobrir que eu tinha o tema da pesquisa em mãos, mas só pude ver isso ao compartilhar reflexões com os colegas da Gerontologia na disciplina de Metodologia. Na época não percebia a importância do meu trabalho, mas só depois, ao ver o resultado alcançado e a ressonância do mesmo entre todos os envolvidos, compreendi e valorizei o estudo.

Portal: Que desdobramentos esta pesquisa teve na prática?
A escola, os professores, pais e alunos foram todos tocados pelos resultados do trabalho. De modo geral o trabalho foi reconhecido tanto na academia quanto em relação à sua importância social e educativa.

Portal: O que o mestrado e a pesquisa contribuíram para a sua vida pessoal e profissional?
Nossa! Não tenho como avaliar o crescimento pessoal, sou outra pessoa. Já quanto ao crescimento profissional, posso garantir que sou muito mais sensível e melhorei muito minha forma de trabalhar em todos os segmentos. Além disso, escrevi artigos com esta temática, fui convidada para debates e congressos. Acho que um mestrado sempre abre novas perspectivas no campo profissional.

Portal: Quais são seus próximos passos na vida acadêmica a partir deste mestrado? E na vida profissional?
Bem, já iniciei meu doutoramento em psicologia clínica e estou adorando. No doutorado farei a continuação do mestrado, porém com uma visão psicológica do encontro de gerações. Como queria continuar meus estudos na PUC, tive que mudar de área, lamento não existir doutorado em Gerontologia na PUC-SP. Sei que tenho ainda muito a aprender, mas na psicologia também estudo o envelhecimento. Eu pretendo dar consultoria na área e também quero voltar a dar aulas. Só está faltando oportunidade.

Portal: O que diria para quem está começando a estudar na área?
Aproveite ao máximo cada aula, leia tudo que puder, seja por indicação de professores ou de colegas, seja por curiosidade própria. Vale a pena! Ao final descobrimos que temos muito a aprender e a estudar.

Maiores informações sobre a pesquisa, contatar a autora pelo e-mail: divina.multiply@gmail.com

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica