Inteligência emocional: 10 formas para combater a ansiedade durante o contexto da crise

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Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Inteligência emocional: 10 formas para combater a ansiedade durante o contexto da crise

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A informação de qualidade é uma arma imprescindível para que todos possam compreender com seriedade e tratar a presente crise de forma serena, atentando-se aos cuidados necessários para evitar a contração do COVID-19 e, para tanto, uma série de ações se fazem necessárias para que se consiga a devida prevenção, sendo o isolamento social a principal delas.

A necessidade de adoção do distanciamento – e isolamento social – pode se tornar bastante penosa com o correr dos dias e semanas, uma vez que não se sabe por quanto tempo durará esta crise, que já vem tomando proporções cada vez maiores ao redor do globo. Assim, uma medida que tem o propósito de preservar nossa saúde física, pode vir a ser deteriorante para a saúde mental.

Ansiedade

A ansiedade é considerada como o mal do século, pois assola pessoas de diversas faixas etárias e se manifesta de maneira alheia à posição social e cultural, tornando-se um dos principais desafios do mundo moderno. É, portanto, um dos mais relevantes males que se manifestam nos dias atuais, mesmo em situação de normalidade, podendo vir a se apresentar de maneira mais intensa em um cenário de isolamento em função da quarentena.

É fundamental  buscar meios para controlar a ansiedade, bem como manter o equilíbrio emocional nesse momento, assim, conseguir de forma conjunta empreender o enfrentamento da pandemia.

Preparamos dez sugestões para auxiliar nesse processo de autocuidado:

1 – Mantenha o contato, mas a distância

Buscar ter o mínimo de contato físico durante o atual momento é importantíssimo para conter a propagação do vírus, ou seja, é realmente necessário nos isolarmos. Assim, para que o contato social seja mantido, o uso dos meios de comunicação online se apresenta como uma ferramenta valiosa. Nos dias atuais é possível se comunicar com qualquer parte do mundo usando um celular, por meio de texto ou mesmo ligações de vídeo. Dessa forma, continuamos a nos apoiar sem estarmos expostos aos riscos do ambiente externo.

2 – Cuidado com Fake News

Devido ao alto volume de informação que dispomos hoje nas redes, é preciso ter cautela com aquilo que se consome. Buscar por informações confiáveis é fundamental para não ser pego em Fake News. Assim, recomendamos conferir as fontes de notícias oficiais, como o site da Organização Mundial de Saúde, bem como veículos de impressa. Acompanhar os telejornais já é o bastante para manter-se informado e evitar a sobrecarga de informação que pode ocorrer em redes sociais.

3 – Cuide do corpo e da mente

Manter o corpo saudável é fundamental para manter a mente sã. É importante se exercitar diariamente, da maneira que for possível, e observar os sinais emitidos pelo corpo que podem revelar a carga de tensão e estresse pela qual se está submetidos, o que pode atenuar os efeitos da ansiedade. Respire, observe seu ambiente e não se esqueça de beber água.

4 – Mantenha a mente ocupada

Focar a energia em ocupações úteis e positivas é muito importante para amenizar os efeitos do isolamento social. Assim, recomenda-se que se busque por temas relacionados à cultura e ao conhecimento, promovendo o desenvolvimento pessoal. Há muito material de qualidade espalhado pela internet, em forma de vídeo, áudio e texto.

5 – Administre a ansiedade

​​Procure administrar os gatilhos que podem desencadear a ansiedade. Escrever notas em um caderno pode ajudar a aliviar os efeitos e distrair a mente. Focar em atividades que exigem concentração também pode ser de alta valia nos momentos mais agudos

6 – Desfrute da família e amigos

Aproveite esse momento de isolamento para cuidar das relações afetivas. Ligue para aquele amigo que há tempos não se falam. Aproveite mais momentos com a família. Restabeleça pontes e canais de comunicações que estavam precisando de atenção. Aproveite as apresentações ao vivo que artistas promovem através da internet.

7 – Filtre o volume de informação

Procure dosar as cargas de informação acerca da crise do COVID-19 para não sobrecarregar a saúde mental e desestabilizar-se emocionalmente, provocando a elevação do estresse e da ansiedade, uma vez que seja de fato um tema bastante pesado, mas angustiar-se não trará qualquer benefício. Não deixe que a crise monopolize os assuntos diários.

8 – Não interrompa o uso de medicações especiais

Em casos de pessoas com histórico de males como depressão, alcoolismo, síndrome do pânico, e demais transtornos, é imprescindível que não se interrompa os tratamentos psicológicos ou psiquiátricos em qualquer circunstância, pois isso poderia trazer sérias complicações levando a recaídas perigosas. . Diversas instituições de saúde mental, bem como profissionais da área da saúde continuarão a oferecer suporte por meio de atendimentos online. Esse tipo de ajuda é fundamental no presente momento.

9 – Mantenha-se produtivo

O Remanejamento de funções que podem ser desempenhadas remotamente é muito importante nesse momento, uma vez que as contas não param de chegar e é preciso continuar trabalhando, ainda que de forma remota. Se for possível, adote o modelo de trabalho a distância, dispensando o deslocamento para escritórios, salas de aula, etc.

10 – Mude velhos hábitos

As práticas cotidianas diárias nos traziam dificuldade para viabilizar comportamentos mais saudáveis da forma como desejávamos, nos levando à procrastinação. Nesse momento de isolamento social, no entanto, é possível estabelecer novas rotinas, revendo velhas prioridades. Incluir práticas de atividade física, técnicas de relaxamento e meditação em casa pode ser fundamental para se criar um ambiente saudável. É possível encontrar diversos aplicativos e sites que auxiliam nessa tarefa.

Tempos de crise são propícios para a reflexão e reorganização. É preciso ponderar nossas prioridades e cuidarmos de nós e de nossos entes queridos. Precisamos recalcular e afastar velhas práticas que provocam o adoecimento de nosso ambiente.   A vida continua e esse tempo nebuloso também vai passar. Deixaremos esse período para trás, nos tornando pessoas fortalecidas e afetivas.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Aula debate marca o dia internacional da mulher do centro universitário módulo.

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Aula debate marca o dia internacional da mulher do centro universitário módulo.

Estudantes do curso de Pedagogia participaram no dia 06 de março de uma atividade diferenciada para refletir sobre o dia internacional da mulher, comemorado no mundo todo no dia 08/03.

Com o objetivo de lembrar a importância da data e chamar a atenção dos jovens universitários sobre as constantes lutas das mulheres por direitos iguais. Sabe-se que no Brasil e no mundo ainda existem graves violações de direitos humanos, sendo a violência e o abuso cometido contra mulheres de todas as idades um problema crescente em muitas regiões, tanto do globo, quanto do Brasil. No Litoral Norte de São Paulo esse quadro de violência não é diferente.

Visando refletir e conscientizar os jovens sobre o tema, as Professoras Sandra Fátima Faustino e Divina Fátima Santos promoveram em conjunto com os universitários presentes, uma roda de conversa sobre o assunto em questão a partir de suas próprias experiências de vida, onde puderam relatar momentos de desvalorização e desrespeito sofridos apenas por serem mulheres.

As universitárias puderam propor novas formas de comportamentos, abordando a necessidade de promover uma educação tanto no ambiente familiar, quanto na escola, educando assim, para que haja igualdade de oportunidades, sem formas injustas de privilégios baseadas em gênero afinal, homens e mulheres precisam trabalhar para viverem em parceria e em comunhão.

As atividades da noite foram iniciadas por meio de um exercício de concentração e aquecimento, trabalhando a expressão corporal, retratando a simbologia da afetividade do carinho e sensibilizando para o tema. Em seguida foram exibidos três vídeos curtos, públicos e disponibilizados na internet, para despertar e facilitar o debate e a troca na noite. Entre os vídeos exibidos estão: Igualdade de Gênero (ONU); Depoimento de Madona sobre abuso sofrido; e, O que significa para você fazer algo como uma menina. A intensão dos documentários foi chamar a atenção do grupo para questões muito atuais que de certa forma machucam e depreciam a condição das mulheres no mundo atual. Daí a necessidade de fazer encontros de discussão com futuros jovens educadores.

Observando o interesse e o nível de participação dos universitários durante o debate, conclui-se que as turmas trataram com atenção e respeito o tema: o DIA INTERNACIONAL DA MULHER, e refletiram sobre a constante luta das mulheres por respeito e igualdade de condições no mundo.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Intergeracionalidade: Cartas na Mesa é apresentado em primeiro evento oficial da Academia Caraguatatubense de Letras

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Intergeracionalidade: Cartas na Mesa é apresentado em primeiro evento oficial da Academia Caraguatatubense de Letras

A psicóloga Dra. Divina de Fátima dos Santos que atua como professora no Centro Universitário Módulo e na Faculdade São Sebastião, lançou seu livro “Intergeracionalidade: Cartas na Mesa” no primeiro evento oficial da Academia Caraguatatubense de letras. O evento ocorreu na Câmara Municipal de Caraguatatuba no dia 10 de fevereiro de 2020 e também contou com o lançamento do livro “Vida e Magistratura com Bom Humor” do desembargador Dr. Vladimir Passos de Freitas.

A Academia foi fundada em 13 de dezembro de 2017, por meio da lei municipal nº 2.385/2017 de autoria do vereador Carlinhos da Farmácia. Estiveram presentes prestigiando a cerimônia os membros representantes da associação literária: João Mario Estevam da Silva, professor e juiz de Direito Titular da 2ª Vara Cível de Caraguatatuba; Maria Antônia de Lima Ribeiro Furgeri, mestre e reitora do Centro Universitário Módulo; Marcelino Sato Matsuda, professor e coordenador do Curso de Direito do Centro Universitário Módulo, a noite também contou com a presença do Prefeito Aguilar Junior, do Presidente da Câmara dos vereadores Carlinhos da farmácia, bem como vários outros amigos e admiradores.

Dr. Freitas é desembargador aposentado e já presidiu o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, são 74 anos de vida e mais de duas décadas de vida profissional com muitas histórias para contar, todas elas relatadas em sua obra. O Município de Caraguatatuba fez parte de sua história, local onde iniciou sua carreira profissional e que também foi retratada nas páginas de “Vida e Magistratura com Bom Humor”.

“Intergeracionalidade: Cartas na Mesa”, livro da Professora Dra. Divina apresentado no evento, foi resultado do trabalho realizado durante o desenvolvimento de sua tese de doutorado pela PUC-SP. A obra é premiada e reconhecida no meio acadêmico e entre profissionais que trabalham com questões intergeracionais. No livro são abordados assuntos relacionados a psicologia, gerontologia, educação, sociologia, e demais temas que envolvem a subjetividade humana.

Uma das metodologias aplicadas no desenvolvimento da obra da Dra. Divina foi a grafoterapia. O estudo ocorreu por meio da análise de conteúdo da troca de cartas escritas entre idosos de um Centro de Referência do Idoso vinculado ao SEPEDI e crianças de escolas públicas vinculadas a Secretaria Municipal de Educação ambas na cidade de Caraguatatuba- SP.

Dra. Divina enfatizou sobre a necessidade de se ampliar trabalhos interventivos que possam unir as diferentes gerações. Esse tipo de atividade tem crescido dentro e fora do Brasil desde os anos 90 com objetivo de diminuir o distanciamento e conflitos entre gerações. Dessa forma, o convívio harmônico entre pais e filhos, avós e netos, de jovens e idosos dentro e fora de uma família, decorre da transformação de estruturas econômicas e políticas e tal processo passa necessariamente pela educação das novas gerações desde muito cedo.

As iniciativas intergeracionais também são assimiladas como formas aliadas ao combate e mobilizações contra o preconceito geracional, racial, étnico, de gênero, e a todo e qualquer tipo de preconceito. Divina afirmou que em seu livro pretendeu “dar visibilidade e voz a idosos e crianças, categorias que compõem uma importantíssima parcela de nossa sociedade e que não raro, são negligenciados pelas políticas sociais.”

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Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

A arte de morar só e ser feliz na velhice

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

A arte de morar só e ser feliz na velhice

Divina Fátima Santos
Ana Maria R. Tomazzoni
Flamínia Manzano Moreira Lodovici
Suzana da A.Rocha Medeiros

Este estudo visa a analisar os motivos que levam uma pessoa a viver sozinha na terceira idade e o que ela pensa a respeito da ILPI – Instituição de Longa Permanência para Idosos. Como uma das etapas da pesquisa, realizamos entrevistas com 15 pessoas idosas que vivem sozinhas, de ambos os sexos, com idades variando dos 60 aos 93 anos e diferentes graus de instrução, que vivem em São Paulo, Grande ABCD (SP) e em uma cidade de Santa Catarina. Nosso objetivo inicial foi tentar entender as razões pela opção solitária de moradia, uma vez que vem crescendo o número de pessoas idosas que vivem sozinhas, em parte devido à longevidade humana que ora se verifica. Trata-se de uma análise qualitativa efetuada a partir das respostas dos idosos entrevistados, obtidas no primeiro semestre de 2010. Verificou-se que morar só, no sentido de ter autonomia, independência, pode ser desejo de muitas pessoas como condição para ser feliz, embora se constate quase como uma impossibilidade para grande parte da população.

Velhice e Moradia

O Brasil, do mesmo modo que outros países desenvolvidos, já sabe que tem um novo desafio – a velhice – com as consequências que isso acarreta. Uma delas é a questão de onde morar. Até agora falávamos em convivência de três gerações; doravante teremos de inserir uma quarta geração, pela maior expectativa de vida apresentada pelas pessoas, conforme dados da OMS (Organização Mundial de Saúde). A estimativa da OMS é de que existam 670 milhões de homens e mulheres com mais de 60 anos no mundo. Em 2050, eles serão 1,97 bilhão, um crescimento de cerca de 200%.

A expectativa de vida da humanidade, que era de 50 anos em meados do século XX, saltou para 80 anos em 2010. No Brasil era de 43 anos em 1945, e hoje é de 73. O IBGE já projeta uma inversão no perfil demográfico do país, com mais idosos do que jovens, para logo mais, em 2030, ou seja, dentro de 20 anos.

Esses números dão uma clara dimensão da reflexão necessária e das medidas que têm de ser tomadas por governos, sociedades, empresas e pessoas, para que todos possam enfrentar na hora certa o que a nova realidade começa a impor.

Ao falar em velhice, faz-se necessário pensar de forma ampla e desse modo compreender o envelhecimento como fenômeno multifacetado e particularizado ao mesmo tempo, pois a velhice é constituída por características específicas (biológicas, sociais, psicológicas, históricas, culturais, de gênero) que formam um todo, o complexo ser idoso.

Essa complexidade, associada à diversidade desse ser idoso, revela comportamentos, ações e desejos únicos e heterogêneos, diretamente interligados na relação entre ser e ambiente e, nesse contexto, entre o idoso e sua moradia.

Vemos, portanto, que a relação entre o idoso e sua moradia representa a expressão de sua identidade, com as suas marcas significativas e pessoais, para a construção de seu meio de proteção e de bem-estar, um espaço próprio sob seu domínio e controle.

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Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Intergeracionalidade: cartas na mesa

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Intergeracionalidade: Cartas na Mesa

As atividades de natureza Intergeracionais têm ganhado cada vez mais protagonismo durante as últimas décadas. A busca pela resolução de conflitos ou mesmo aproximação entre jovens e pessoas idosas, tem colaborado muito para a intensificação das relações Intergeracionais. O distanciamento entre gerações deriva, dentre outros fatores, da perda de sinergia comunitária em nosso arranjo social contemporâneo. Por esse motivo, iniciativas de programas Intergeracionais são de extrema importância para atenuar esse distanciamento entre pessoas e combater preconceitos e discriminações.

A renovação de estruturas sociais e econômicas está diretamente ligada ao restabelecimento de melhores condições de convívio entre diferentes gerações seja dentro ou fora do contexto familiar. Tais transformações precisam, no entanto, passar pelo processo educacional das novas gerações, percorrendo todas as etapas pedagógicas, desde a primeira educação, até a formação adquirida nos anos mais avançados.

Ainda que as relações entre avós e netos sejam frequentemente subvertidas pelo mercado em consumo, por meio de propagandas que fazem uso do tema para vender toda sorte de produtos, é notório também, o fato que tanto a pessoa idosa quanto a criança e adolescente têm seus direitos frequentemente negligenciados, tornando as iniciativas Intergeracionais, um importante meio pelo qual se busca equidade e justiça nas relações sociais.

Por essa razão, a aproximação entre gerações distintas se faz muito importe, principalmente se levando em conta todo o contexto social atual. A pesquisa realizada pela Doutora Divina e relatada no livro Intergeracionalidade: Cartas Na Mesa se mostra, portanto, providencial para que se possam vislumbrar meios que atenuam o distanciamento entre gerações.

Quando a diferença está no escopo da pesquisa, é necessário que se encontrem pontos pacíficos onde as partes busquem aspectos onde se identificam umas com as outras, tornando essa diferença cada vez menor e derrubando barreiras entre os diferentes, estimulando a aceitação e aproximação durante um contínuo processo de aprendizado.

O meio utilizado pela Doutora Divina para encontrar esses pontos pacíficos, foi a troca de cartas entre crianças e idosos. Essa atividade envolvia a elaboração de correspondências com o auxilio de profissionais pedagógicos, tornando essa experiência tanto nostálgica para os idosos, quanto intrigante para as crianças, solidificando o papel da educação na formação das novas gerações e criando novas perspectivas para o processo de envelhecimento.

Atenção!

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Livro
Intergeracionalidade: Cartas na Mesa
Autora: Divina de Fátima dos Santos
430 páginas
Editora: Portal Edições Obs.: o livro será despachado a partir de 01/10

 

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Triangulações Familiares: Avós, Filhos e Netos – Um estudo sobre Relações Intergeracionais

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Triangulações Familiares: Avós, Filhos e Netos. Um estudo sobre Relações Intergeracionais

Relações Triangulares foi produzido em função da reflexão sobre a forma pela qual vivemos em sociedade. A triangulação se inicia no momento em que nascemos sendo nesse momento, subproduto de outras triangulações. Durante nosso desenvolvimento podemos vivenciar contextos que demonstram mais triangulações de natureza diversas. Essa lógica, no entanto, continua com relativa força em outros contextos relacionais, tais como ambientes de trabalho, amizade e demais relacionamentos que se dão no decorrer de nossas vidas. De acordo com Whitaker (1988, p.137) uma família saudável é capaz de conciliar diversas triangulações variáveis, assim como coalizões flutuantes, sem se deixarem afetar por distúrbios sentimentos negativos afinal, somos seres relacionais por definição, mas não podemos reprimir nossa singularidade. O livro aborda, portanto, diversos exemplos de como ocorrem as triangulações que estão presentes em nossas vidas, a todo o momento desde o nascimento do um filho do casal, formando o primeiro triângulo até a introdução de outras figuras familiares, como sogro, ogra, genro, nora. Relações Triangulares aborda temas que versam sobre adoção; à traição conjugal; ao bullyng; às relações de consumo e à introdução da figura do terapeuta durante o expediente de um quadro terapêutico, entre outros.

Triangulações Familiares: Avós, Filhos e Netos. Um estudo sobre Relações Intergeracionais

A família tem se constituído ao longo dos tempos como uma instituição fundamental presente em todos os momentos e âmbitos sociais. É berço da formação da socialização do individuo, responsável pela composição dos modelos, padrões e influências culturais (Amazonas, Damasceno, Terto &Silva, 2003; Kreppner, 1992, 2000).

Em conjunto com outras instituições, a família busca dois principais objetivos: um do ponto de vista interno, que se refere à função de proteção aos membros, garantindo a segurança, bem estar de seus integrantes. O outro objetivo, do ponto de vista externo, visa transmitir a cultura a qual se incluem para os seus descendentes. Isso ocorre através de triangulações que se dão na esfera familiar e envolvem os integrantes da família, como avós, pais e netos. Trata-se, portanto, de um arranjo social que se encarrega de emitir valores, ideias, crenças e demais signos presentes em uma estrutura social (Kreppner, 2000). A instituição familiar exerce significativa influência no comportamento da pessoa, fato atenuante ao se tratar de crianças, que aprendem no ambiente familiar, diferentes formas de encarar o mundo, o seu meio social e as relações sociais, processo definido por Berger e Luckman (1985) como “socialização primária”.

Em sua condição intermediária entre o individuo e a cultura, a família desempenha abordagem prática das relações de natureza afetiva, cognitiva e social que são inerentes às condições históricas, sociais e culturais de uma determinada ordem social. Os eventos ocorridos no ambiente familiar e as experiências geradas a partir de tais ocorrências são responsáveis pela formação de padrões comportamentais, além de saberes e conhecimentos utilizados para resolução de eventuais conflitos, tanto de caráter pessoal quanto social.

O afeto transmitido e disseminado por meio das triangulações formadas no ambiente familiar, a reciprocidade e vivências compartilhadas resultam em sentimentos como pertencimento e lealdade a uma família, além de serem fatores primordiais inerentes à condição humana que abrangem questões inconscientes e conscientes. Quando surge a necessidade de afastamento da família, o individuo pode recompor o espaço tornado vago com pessoas que vivem eu seu novo meio social, formando “novas” famílias.

A Organização Mundial da Saúde determinava, no ano de 2002, que o conceito de família não deve ficar limitado estritamente a laços sanguíneos, casamento, parceria sexual ou adoção. Todo e qualquer grupo que mantenha ligações baseadas em confiança, suporte mútuo e interesses em comum devem ser considerados como família. É nessa linha que o internacionalmente conceituado terapeuta familiar Salvador Munichin (1990), estabelece que a organização, a estrutura e os padrões que regem as interações de uma família são fatores encarregados de selecionar e qualificar as experiências dos membros familiares.

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Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Breve reflexão sobre a intergeracionalidade na pesquisa científica

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Breve reflexão sobre a intergeracionalidade na pesquisa científica

02/03/2019 José Carlos Ferrigno

Devemos cultivar a humildade, a paciência, a perseverança e, sobretudo, a capacidade de auto-observação durante nossas investigações sobre a intergeracionalidade.

Atividades, projetos e programas intergeracionais têm se multiplicado dentro e fora do Brasil desde os anos 90, a partir da percepção de que a aproximação de velhos e jovens pode se constituir como uma resposta ao distanciamento ou até mesmo aos conflitos de geração. Comumente compostas por atividades lúdicas, culturais e de lazer, tais programas são voltados para a coeducação e a solidariedade etária. Também podem se apresentar em ações voluntárias e militantes, adquirindo mais fortemente um caráter assistencial e/ou político. Nesse caso, temos gerações ombro a ombro trabalhando em prol da comunidade, como é o caso das comissões intergeracionais em ações comunitárias, sobretudo na Inglaterra e na Alemanha, países em que esse tipo de intervenção se encontra mais desenvolvida.

As ações intergeracionais também podem ser percebidas como aliadas na luta contra discriminações ao “diferente”, perfilando-se ao lado das mobilizações contra o preconceito à mulher, ao negro, ao homossexual, ao imigrante etc. De fato, tanto o velho quanto a criança e também o adolescente não são devidamente respeitados em seus direitos e na expressão de seus desejos e potencialidades, como bem ressalta Divina dos Santos em sua tese de doutorado (SANTOS, pp.40-41). Mas, felizmente, há resistência a essa opressão, é bom lembrar Simone de Beauvoir quando ela nos fala sobre a salutar cumplicidade de avós e netos na resistência às imposições do dono e da dona da casa, a chamada geração intermediária, frequentemente detentora do poder econômico, físico e psicológico no ambiente familiar (BEAUVIOR, 1990, p. 270). Também por isso, a relação avós e netos é especial porque pode ser um contraponto ao nosso contexto socioeconômico marcado pela competição, pelo individualismo e pelo consumismo.

A intergeracionalidade merece uma abordagem científica. Nesse sentido, como devemos agir como pesquisadores das relações intergeracionais? Como abordar os entrevistados? Ecléa Bosi em “O Tempo Vivo a Memória”, no capítulo intitulado “Sugestões para um jovem pesquisador” nos diz: “Às vezes falta ao pesquisador maturidade afetiva ou mesmo formação histórica para compreender a maneira de ser do depoente(ou de nossos sujeitos jovens e velhos, diria eu). Somos em geral (prossegue a autora) prisioneiros de nossas representações, mas somos também desafiados a transpor esse limite, acompanhando o ritmo da pesquisa” (BOSI, 2003, p. 61). Nessa perspectiva, penso que devemos cultivar a humildade, a paciência, a perseverança e, sobretudo, a capacidade de auto-observação durante nossas investigações.

Ainda bebendo do rico manancial nos deixado por Ecléa, na mesma obra acima citada, dessa vez no capítulo “Entre a opinião e o estereótipo”, ela comenta a alvissareira possibilidade do pesquisador desenvolver amor por seu objeto de estudo e de sua ação profissional. Assim o fazendo, ela sugere que mais do que a aquisição de técnicas, pode-se falar, então, de uma conversão à causa de pessoas oprimidas e estigmatizadas (BOSI, 2003, p. 61).

Outro aspecto que considero importante é a compreensão de que a ciência nos solicita parcimônia em nossas conclusões. Devemos ser econômicos em relação aos resultados de nossas pesquisas, evitando afirmações categóricas, por mais sedutoras que possam ser. É um longo processo, decorrente de uma prática constante e sistematizada. É a práxis, reflexão resultante da digestão e da assimilação de nossas práticas cotidianas. Determinadas ações que desencadeamos, em uma primeira etapa, são movimentos que levam a uma sensibilização, uma espécie de prontidão para começar a pensar no assunto. A mudança de atitudes e comportamentos demanda tempo. Isso vale para pessoas e para instituições.

“O pesquisador deve ser sensível e aderir à causa de seus sujeitos. Quando estudamos as gerações, devemos estudá-las não como algo estranho à nossa natureza, como um objeto de estudo em relação ao qual mantemos distância em uma (impossível) neutralidade. Mas sim com nossa própria geração, nossas experiências, nossa história de relação com os mais velhos e com os mais novos. Já fomos crianças, seremos velhos (ou já somos)”

Cora Coralina, durante entrevista no Sesc Pompéia, em São Paulo no ano de 1982, ao ser perguntada sobre o que achava da idade que tinha respondeu: “Eu tenho dentro de mim todas as idades, da criança, da moça e da velha”. Essa experiência interna nos fornece elementos importantes para pensarmos sobre as gerações. Devemos estar alerta para o valor da empatia, pois devemos nos esforçar para entender o sentido que nossos sujeitos pesquisados dão às suas vidas, suas escolhas, representações, desejos e posição no mundo, para sondarmos e descobrirmos algo dos profundos de sua subjetividade. O tempo dirá sobre a eficácia dos programas intergeracionais. O ideal é que no futuro, ações dessa natureza não sejam mais necessárias, na medida em que recuperarmos o vigor da vida comunitária (se o recuperarmos). As perspectivas desses programas são promissoras, mas, elas não são panaceias, não tem o poder de revolucionar as relações sociais. É preciso lembrar que as dificuldades do diálogo intergeracional devem ser compreendidas no contexto maior das relações humanas no mundo em que vivemos. Portanto, em última instância, o bom convívio entre pais e filhos, avós e netos, velhos e moços dentro e fora da família depende da transformação radical das estruturas econômicas e de suas superestruturas políticas. Quando se trabalha com o objetivo da aproximação de pessoas marcadas pela diferença, no nosso caso a etária, o primeiro passo é buscar que se familiarizem umas com as outras. Nesse caminho as diferenças são paulatinamente conhecidas e, posteriormente, na melhor das circunstâncias, aceitas. O grau máximo desse processo é o desenvolvimento da admiração pelo outro por ele possuir algo que me falta e daí desejar sua presença para que se dê essa complementação, na forma de um constante aprendizado recíproco. Temos aí uma relação igualitária, sem dominação. Mais uma vez, recordo Ecléa Bosi quando pondera: Quando duas culturas se defrontam, não como predador e presa, mas como diferentes formas de existir, uma é para a outra como uma revelação” (BOSI, 2003, p. 175). Isso vale para povos, isso vale para pessoas.

Referências
BEAUVOIR. Simone de. Velhice. Rio de Janeiro. Editora Nova Fronteira, 1990.
BOSI, Ecléa. Sugestões para um jovem pesquisador. In: BOSI, Ecléa. O tempo vivo da memória: ensaios de Psicologia Social. São Paulo: Atelier Editorial, 2003.
SANTOS, Divina de Fátima dos. Olha para mim: encontro de gerações intermediado pela escrita de cartas. Tese de doutorado. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. 2015.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Manual da Longevidade – Guia para a Melhoria da Qualidade de Vida os Idosos

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Manual da Longevidade - Guia para a Melhoria da Qualidade de Vida os Idosos

Manual da Longevidade - Guia para a Melhoria da Qualidade de Vida dos Idosos

O livro aborda aspectos do envelhecimento focando nas perspectivas trazidas por tal processo. Para isso, a obra conta com a participação de especialistas que apresentam estudos e reflexões sobre identidade, lazer, cultura, saúde entre outros assuntos que se relacionam às pessoas idosas. O tema do envelhecimento ainda carrega diversas questões sobre mudanças, qualidade de vida e sobre a compreensão de modo geral sobre essa importante tapa da vida.

Avôs e Netos na Contemporaneidade

Por Divina de Fátima dos Santos e Jucileide do Socorro Tavares Maciel

Numa sociedade marcada pela pluralidade, por culturas diferenciadas, por valores cada vez mais pessoais, pensar na família enquanto referência, tem se mostrado muito difícil, na medida em que se observa um novo contexto social que, segundo Wagner (2011), é marcado por um novo panorama que assinala a necessidade de tratar de “famílias” no plural, descartando a singularidade.

Partindo desse pressuposto, é importante considerar o pluralismo contextual, as regras sociais e as atitudes, bem como a evolução da sociedade (aumento da oferta de trabalho, avanço da tecnologia e processo de globalização). Isto por sua vez tem implicado em novas demandas sociais (incremento da competitividade, aumento do desemprego estrutural e precariedade populacional).

O futuro da organização familiar é colocado em discussão, haja vista, que vários são os modelos ora instalados, o que resulta em mudanças paradigmáticas. Repensar a questão identitária da família, suscita refletir também sobre os valores e padrões, tarefa considerada difícil, na medida em que, segundo Wagner (2011), as famílias conjugais, monoparentais, de 2º casamento, homoafetivas, entre outras, funcionam direcionadas às suas respectivas composições.

Pensar em modelos de família significa a priori compreendê-los como um sistema que se caracteriza por grupos de pessoas com especificidades e com papéis próprios. Portanto, este sistema independente do modelo é formado por membros que ora se aproximam e ora se distanciam. Estes membros estabelecem acordos e regras, mas às vezes apresentam dificuldades em manter a demarcação das fronteiras que caracterizam as relações sociais.

No âmbito das discussões e dos papeis relacionados à família, é fundamental refletir sobre o papel dos avós nessa sociedade marcada pela heterogeneidade. Segundo Leite (2002), crianças e velhos são sujeitos não reconhecíveis pela sociedade. Os velhos “porque já foram e as crianças porque ainda não são” (FERRIGNO, 2003). Observa-se nesse contexto uma discriminação concreta, como se a eles o presente não pertencesse. Na tentativa de se manter no contexto dessas tensões, avós e netos procuram insistentemente realizar ações que contestem o quadro supracitado. Segundo os autores, estes sujeitos são mediatizados pela cultura num trabalho de criação, recriação, produção e reprodução; por outro lado, contraditoriamente são descartados como se não fizessem parte dessa mesma cultura.

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Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Cartas Intergeracionais: seus efeitos e significados

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Cartas Intergeracionais: seus efeitos e significados

O Brasil tem atualmente 11,8% da população de idosos, e é previsto que em 2025 seja a 6ª maior população de idosos do mundo. Por este motivo, diversos recursos de trabalho para esta população vêm sendo desenvolvidos, uma dessas são as práticas Intergeracionais (BODSTEIN; LIMA; BARROS, 2014).

Para Goldfarb e Lopes (2006 apud Santos, Cerveny e Silveira, 2012), a aproximação de diferentes gerações, inclusive entre crianças e idosos, pode promover e facilitar crescimentos para ambos, enfraquecendo os preconceitos e estimulando o desejo de viver plenamente a vida cultural e social.

Escrever cartas na escola é uma prática comum para as crianças no Ensino Fundamental, apesar de parecer coisa ultrapassada na atualidade devido a tecnologia, o uso quase exclusivo de computadores e celulares com internet. Portanto, pode-se questionar a função da escrita de cartas neste contexto. De acordo com Santos, Cerveny e Silveira (2012, p. 112) “escrever cartas constitui-se uma das inúmeras maneiras possíveis de entrar em contato com outras pessoas com as quais podemos iniciar ou manter um relacionamento”.

Em um centro de referência para a terceira idade de Caraguatatuba foi realizado o projeto “Encontro de Gerações”, baseado em trocas mensais de correspondências entre idosos que frequentam o centro e crianças na faixa de 10 anos que são estudantes do ensino fundamental da rede municipal de ensino (SANTOS; CERVENY; SILVEIRA, 2012).

A troca de cartas promoveu a autoria, além de ativar a imaginação das crianças e dos idosos. A prática também se torna um recurso de estimulação da memória, na medida em que os idosos escrevem sobre suas experiências passadas. “Escrever dá “vida” e significado a um pequeno pedaço de papel tecnicamente sem valor, além de tornar presente os ausentes” (SANTOS; CERVENY; SILVEIRA, 2012, p. 113).

De acordo com Pennebaker e Beall (1986 apud Santos, Cerveny e Silveira, 2012) a escrita funciona como um recurso de ressignificação de si e dos outros pela influência no comportamento das pessoas, uma vez que passam a acreditar mais em si mesmas. As palavras escritas são relatos que podem revelar sentimentos e significados. Não são recursos inventados pela psicologia, mas disparam aspectos cognitivos, afetivos e emocionais, mobilizam relações potentes, pois são abertas e abrem os processos de significação.

A partir disto, sugere-se que a troca de Cartas Intergeracionais se qualifica como uma tecnologia psicossocial, pois é um processo que estabelece relações “intercessoras”, ou seja, produz algo entre os sujeitos, é um processo que existe para os idosos e para as crianças e não teria existência sem o momento da relação em processo. Portanto, este processo caracteriza-se como uma tecnologia psicossocial pela potência de agenciar o encontro, de possibilitar trocas, relações de acolhimento e estabelecimento de vínculo (MERHY; FRANCO, 2003).

Dito de outra forma, a utilização de um processo sistematizado, que consiste na troca de correspondências entre idosos de uma instituição e criança de uma escola, é um “processo de construção social, política, cultural, subjetiva”, que configura “um novo sentido para as práticas assistenciais, tendo como consequência o impacto nos resultados a serem obtidos” (MERHY; FRANCO, 2003, p. 09).

Esta tecnologia psicossocial poderia ser aplicada, por exemplo, nos atuais Centro de Convivência do Idoso (CCI). Neste serviço, são organizados grupos de convivência, com uma média de 20 participantes, e encontros de duas horas semanais. As atividades são planejadas com o objetivo de contribuir para o processo de envelhecimento saudável, autonomia, sociabilidade e fortalecimento de vínculos.

Atividades Intergeracionais são conhecidas pelos trabalhadores deste serviço, contudo a novidade está nas cartas como dispositivo, e no “manejo” do vínculo entre as crianças e os idosos que é viabilizado. Este processo pode contribuir para o desenvolvimento da autonomia, na medida em que o idoso escreve sozinho as suas cartas, escolhe o conteúdo da comunicação, e lê as que são endereçadas a ele. Além disso, muitas memórias podem ser evocadas e, novos sentidos produzidos.




REFERÊNCIAS
BODSTEIN, Airton; LIMA, Valéria Vanda Azevedo de;  BARROS, Angela Maria Abreu de. A vulnerabilidade do idoso em situações de desastres: necessidade de uma política de resiliência eficaz. Ambiente & Sociedade, v.17, n.2, pp.157-174, 2014.

MERHY, Emerson Elias; FRANCO, Túlio Batista. Por uma composição técnica do trabalho centrada nas tecnologias leves e no campo relacional. Saúde em debate, v. 27, n.65, Rio de Janeiro, 2003.

SANTOS, Divina de Fátima dos; CERVENY, Ceneide Maria de Oliveira; SILVEIRA, Nadia Dumara Ruiz. Vivendo, escrevendo e reescrevendo a vida: Encontros Intergeracionais. Revista Portal da Divulgação, n. 28, ano III, p. 111-117, 2012. Disponível em: . Acesso em 25 mai. 2016.



Fonte: Plataforma Psicossociais

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica