Universidade Aberta visita Parque Estadual Serra do Mar em Caraguataruba

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Universidade Aberta visita Parque Estadual Serra do Mar em Caraguataruba

Durante o dia 22/06/23 a aula da Universidade Livre ocorreu no Parque Estadual Serra do Mar em Caraguataruba, o passeio foi uma parceria entre o Módulo + CIAP + SEPEDI e participaram estudantes da Universidade Aberta e do Curso de Psicologia que juntos desfrutaram de uma aula diferente pois ocorreu uma grande interação com a natureza e entre gerações de estudantes. Todos/as ficaram encantados e para a grande maioria deles este foi a 1a vez que puderam conhecer o Parque da cidade. Tão perto de nós e tão distante do nosso imaginário. Ver o brilho nos olhos e a alegria de vivenciar um momento tão especial foi mágico.
Agradeço a todos que acreditaram e apoiaram esta experiência.

Confira abaixo as imagens:

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Dra. Divina Fátima Santos e alunos visitam Escola Estadual Profa. Dionisia Bueno Veloso na Cidade de Ubatuba SP

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Dra. Divina Fátima Santos e alunos visitam Escola Estadual Profa. Dionisia Bueno Veloso na Cidade de Ubatuba SP

Na Quinta-feira (11/05/2023), os estudantes do curso de Psicologia do Centro Universitário Módulo, durante atividade ligada à disciplina: Psicologia do Desenvolvimento e Práticas Integrativas II, realizaram diversas atividades com estudantes secundaristas da Escola Estadual Profa. Dionisia Bueno Veloso na Cidade de Ubatuba SP.

O objetivo foi aproximar universitários da realidade da região e empreender o encontro de gerações entre estudantes, bem como promover conhecimento sobre educação emocional de forma descontraída e alegre.

A atividade foi acompanhada pela equipe do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar – CONVIVA SP  do Governo do Estado de São Paulo e da professora do curso Dra. Divina Fátima Santos.

Confira abaixo as imagens do dia:

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Começam as aulas da Universidade Aberta do 2º semestre no Ciapi para público idoso

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Começam as aulas da Universidade Aberta do 2º semestre no Ciapi para público idoso

A sala de audiovisual do Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência e ao Idoso (Ciapi), no bairro Jardim Jaqueira, lotou no primeiro dia de aula do programa Universidade Aberta, uma parceria entre a Prefeitura de Caraguatatuba e o Centro Universitário Módulo, nesta quinta-feira (1º/9),

O programa é voltado para pessoas a partir dos 60 anos e desenvolve atividades baseadas no resgate da cidadania, construção de conhecimentos e melhoria da qualidade de vida. A Universidade Aberta completou 20 anos de atuação no Litoral Norte, este ano.

A primeira aula abordou o tema “Sexualidade e o corpo em movimento”, com a professora Hebe de Camargo Bernardo, do curso de Psicologia do Centro Universitário Módulo, onde foi discutida as mudanças do corpo, do desempenho sexual, da libido nas fases da vida do homem e da mulher, entre outros aspectos.

O casal Sônia Regina, 67 anos, e Edilson Monteiro de Aguiar, 76 anos, decidiu frequentar o programa pela primeira vez. “A gente se aposentou e viemos morar em Caraguatatuba há pouco tempo. Ficamos sabendo da Universidade Aberta, que já conhecida da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Estamos nos ambientando, fazendo novas amizades e estes encontros são uma oportunidade de interação social. Semana que vem estaremos de volta”, disse Sônia.

Outro casal, Denise, 74 anos, e Cleber Nilson Rodrigues, 78 anos, já frequental as aulas desde o primeiro semestre de 2022. A dupla contou que gosta de falar e emitir opiniões durante os temas abordados. “O tema de hoje gerou discussões inflamadas de forma maravilhosa pela troca de ideias, opiniões e experiências”, contou Rodrigues.

Já Denilze Rego, 69 anos, frequenta a Universidade Aberta, em Caraguatatuba, desde 2009. “Foi um dos principais motivos, que me fizeram mudar para a cidade, quando me aposentei. Gosto mundo de participar desse programa”, afirmou.

A professora doutora Divina de Fátima Santos, coordenadora do projeto, fez o acolhimento, deu boas vindas e explicou como serão os encontros do 2º semestre letivo de 2022, aos antigos e novos alunos, na quinta-feira anterior (25/8).

“Fizemos a dinâmica “A arte do encontro” para que os novos alunos e antigos pudessem se apresentar e se conhecer, além de poderem conversar sobre a expectativa de cada um, ao participar do programa. Percebi com a escuta que muitos estão se reinserindo socialmente, pós período crítico da covid-19, alguns ainda têm receio de estarem em grupo e ao mesmo tempo querem recuperar a alegria de viver, após dois anos difíceis de muito medo.

De acordo com a professora doutora, o objetivo do programa é oferecer aulas, palestras, atividades sociais e culturais, de forma dinâmica e interativa. “A proposta do programa é proporcionar um espaço para a troca e atualização de conhecimentos entre os participantes e discentes de diversos cursos, os quais atuam como instrutores, sempre com a coordenação de nossos docentes especialistas”, disse.

O secretário dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso, Amauri Toledo, essa é uma oportunidade para pessoas com 60 anos ou mais, de ficarem antenadas com assuntos diversos, trazidos por professores universitários. “Além disso, fazerem novas amizades e trocarem experiências de vida”, avaliou.

As aulas ocorrem todas as quintas-feiras, das 14h às 16h30, e as pessoas interessadas podem efetuar a inscrição pela internet no endereço eletrônico https://forms.gle/fURVrfUU588GqNme8 ou enviando e-mail para universidadeaberta@modulo.edu.br ou na secretaria do Ciapi, na Rua Jorge Burihan, 30, bairro Jardim Jaqueira.

Programação

1º/9 – Palestra “Sexualidade e o corpo em movimento” – professora Hebe de Camargo Bernardo.

8/9 – Palestra “Como garantir uma dieta saudável” – nutricionista Camila Helena de Souza Queiroz.

15/9 – Palestra “Interdição da pessoa idosa. Briga por herança. Como se prevenir?” – com o advogado Marcelino Sato Matsuda.

22/9 – “Dança Terapia”, com a professora e pedagoga Sandra Faustino dos Santos.

29/9 – Palestra “Beleza e bem-estar na maturidade”, com a fisioterapeuta Adriana de Almeida.

6/10 – Atividade prática “Preservando a memória”, com a professora e psicóloga Divina Fátima dos Santos.

13/10 – Atividade prática “Técnicas de desenho. Desenho e memória emocional”, com a arquiteta Rosana Buogo.

20/10 – Palestra “Acidentes domésticos e primeiros socorros”, com a enfermeira Lidiane Dias dos Santos.

27/10 – Palestra “Gestão e controle financeiro”, com a administradora de empresas, Keissiene Tcharla Pereira.

3/11 – Palestra “Inclusão da pessoa idosa em Políticas Públicas”, com o advogado Henrique Cardoso.

10/11 – Palestra “Estética: os cuidados com o corpo na terceira idade”, com o biomédico Franco Bonetti.

17/11 – Palestra “Solicitute e existência: uma possibilidade inédita”, com a professora e psicóloga Hebe de Camargo Bernandro.

24/11 – Encerramento do 2º semestre com a professora e psicóloga Divina de Fátima dos Santos.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Ciclo De Palestras Semana De Integração E Acolhida -2022/2

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

WEB-CONFERÊNCIA ORGANIZAÇÃO E FOCO NA TRAJETÓRIA DE FORMAÇÃO

Web-conferência ministrada pelas professoras Sandra de Fatima Faustino dos Santos, Hebe de Camargo Bernardo e professor Moacir José dos Santos e que ocorreu no dia 10/08/2022, com transmissão pelo canal “Psicologia e Pedagogia em Ação” no Youtube. Teve como tema: “Organização e foco na trajetória de formação”, assunto necessário para que possamos compreender e aplicar alguns conhecimentos básicos visando facilitar a aprendizagem durante a formação acadêmica.  Atividades desse tipo são sempre gratuitas e abertas aos estudantes do curso e demais interessados nos temas abordados. Seu objetivo é científico, educacional e cultural.
Os idealizadores da atividade são professores do Centro Universitário Módulo e integram as equipes dos cursos de Fisioterapia, Psicologia e Pedagogia.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Web-Conferência Saúde Mental E Vida Acadêmica

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Web-Conferência Saúde Mental E Vida Acadêmica

Web-conferência foi ministrada pelos psicólogos Lucas Aurélio Almeida Pasquarelli e Maria Gabriela Dias e ocorreu no dia 09/08/2022, terça-feira, a partir das 19:40, com transmissão pelo canal “Psicologia e Pedagogia em Ação” no Youtube. O tema: “Saúde mental e vida acadêmica”, um assunto fundamental para que possamos iniciar o semestre letivo com mais tranquilidade e equilíbrio emocional.

Esta atividade foi totalmente GRATUITA e aberta aos estudantes do curso e demais interessados nos temas que serão discutidos. O Objetivo de atividades dessa natureza é sempre científico, educacional e cultural.

Os idealizadores da atividade são professores do Centro Universitário Módulo e integram as equipes dos cursos de Fisioterapia, Psicologia e Pedagogia. 

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Conferência – Mulher: Bicho perigoso com Priscila Siqueira

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Conferência - Mulher: Bicho perigoso com Priscila Siqueira

No Dia Internacional da Mulher (08 de março de 2022), marca-se a luta das mulheres por igualdade, respeito e visibilidade social. O Núcleo de Direitos Humanos e Inclusão, juntamente com os professores dos cursos de Psicologia e Pedagogia do Centro Universitário Módulo, organizaram uma conferência sobre o tema “Mulher: Bicho perigoso”, proferida pela professora, jornalista e escritora Priscila Siqueira e, contou com a mediação dos professores Antônio Roberto Alves Felippe e Divina de Fátima dos Santos. A atividade ocorreu no Auditório do Centro Universitário Módulo.

            Priscila discorreu, de forma entusiasmada, sobre direitos e avanços conquistados pelas mulheres, como por exemplo, direito ao voto. Ressaltou a violência ao longo da história, sempre presente em suas vidas. Ela apresentou alguns dados estatísticos de órgãos governamentais, confirmando a triste realidade. De acordo com Siqueira, a sociedade patriarcal e machista considera a mulher como um ser perigoso, atribuindo a ela uma perversidade proveniente de um pretenso papel sedutor, motivo pelo qual a mulher é sempre responsabilizada por todo tipo de desvarios e reveses que possam vir a ocorrer nessa sociedade. Assim, a mulher tem seus direitos cerceados e seu protagonismo social apagado. Quando se é mulher, negra ou indígena no Brasil, existe dupla violência e desrespeito, dados estes que vêm crescendo a cada dia e que nos últimos três anos tornou-se um problema de saúde pública.

A cultura misógina pôde ser claramente observada nos últimos dias a partir da lamentável atuação do Deputado Estadual do Estado de São Paulo, Artur do Val, que, com a enganosa finalidade de ajudar as vítimas da guerra da Ucrânia, proferiu verdadeiras barbaridades em um áudio vazado, no qual ele afirma que as mulheres ucranianas seriam “fáceis porque são pobres”.

             Esse tipo de mentalidade acaba contribuindo com a violência contra as mulheres, que são vitimizadas diariamente por agressões e assédios de toda ordem, seja física, verbal, moral, econômica ou psicológica, além de agravar o já demasiado alto índice de feminicídio registrado em nosso país. O Brasil está entre os países mais violentos para uma mulher viver.

          No correr da conferência, Priscila utilizou de meios como a vivência psicodramática, com exibição de representações lúdicas de um casamento e um baile de debutantes, cujas mulheres são retratadas em roupas brancas que carregam um alto nível de simbolismo como pureza, inocência e submissão, signos que são ecos de uma sociedade que já foi forjada de maneira patriarcal e misógina.

A  seguir algumas imagens da conferência.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Filosofia no sertão: Professora faz sabedoria dos avós mudar a vida de jovens

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Filosofia no sertão: Professora faz sabedoria dos avós mudar a vida de jovens

Maria Isabel em Duas Passanges (BA), onde nasceu Imagem: Arquivo pessoal

Do Uol

Através do conhecimento transmitido de maneira oral por senhoras analfabetas que a professora Maria Isabel Gonçalves, 33, uma das ganhadoras do Prêmio Educador Nota 10 em 2020, vem transformando as vidas de jovens do ensino médio no interior da Bahia.

Graduada em Filosofia e Letras, ela dá aula no Colégio Estadual Rui Barbosa em Boninal, cidade com população de pouco mais de 13 mil habitantes situada na região da Chapada Diamantina, a 530 km de Salvador, a professora sempre testemunhou o recorrente desejo entre os jovens de deixarem o local, em busca de uma vida diferente em centros urbanos.

“A maioria quer ir para São Paulo trabalhar, não valoriza a história daqui, não pensa em continuar estudando. É uma região afrodescendente, de porcentagem quilombola, mas que não tem esse reconhecimento sobre a própria cultura, a própria origem, e tampouco sobre os próprios direitos.” A solução encontrada por ela foi recorrer ao conhecimento oral das avós dos próprios jovens para, assim, recuperar a história da região para que valorizassem o local onde nasceram e vivem. Além disso, ensinou-os a compreender melhor seus direitos. Assim nasceu o projeto “As filosofias de minha avó: poetizando memórias para afirmar direitos”

Histórias do passado que valorizam o presente

Através do conhecimento transmitido de maneira oral por senhoras analfabetas que a professora Maria Isabel Gonçalves, 33, uma das ganhadoras do Prêmio Educador Nota 10 em 2020, vem transformando as vidas de jovens do ensino médio no interior da Bahia.

Graduada em Filosofia e Letras, ela dá aula no Colégio Estadual Rui Barbosa em Boninal, cidade com população de pouco mais de 13 mil habitantes situada na região da Chapada Diamantina, a 530 km de Salvador, a professora sempre testemunhou o recorrente desejo entre os jovens de deixarem o local, em busca de uma vida diferente em centros urbanos.

“A maioria quer ir para São Paulo trabalhar, não valoriza a história daqui, não pensa em continuar estudando. É uma região afrodescendente, de porcentagem quilombola, mas que não tem esse reconhecimento sobre a própria cultura, a própria origem, e tampouco sobre os próprios direitos.” A solução encontrada por ela foi recorrer ao conhecimento oral das avós dos próprios jovens para, assim, recuperar a história da região para que valorizassem o local onde nasceram e vivem. Além disso, ensinou-os a compreender melhor seus direitos. Assim nasceu o projeto “As filosofias de minha avó: poetizando memórias para afirmar direitos”

A tarefa de casa aplicada pela professora aos alunos era bastante simples: registrar, em áudio ou vídeo, as histórias relatadas por suas avós; em seguida, fotografar locais, objetos ou paisagens que haviam aparecido em tais relatos. A atividade encontra sua base teórica no francês Henri Bergson e na filosofia africana Ubuntu, tendo como objetivo exercitar reflexões acerca da região.

A corrente filosófica Ubuntu foi fonte de inspiração para Maria Isabel, uma vez que ela analisa como os relacionamentos entre as pessoas e o lugar onde vivem formam uma parte fundamental para entender uma sociedade. Muitas vezes é resumida com a frase “Eu sou porque nós somos”.

“Estudando filosofia africana, me veio essa ideia de tentar encontrar seus resquícios dentro da cultura das comunidades negras aqui na Chapada. Quando me deparei com ela [Ubuntu], vi que ela fala do ‘nós’, do coletivo. Toda a nossa proposta tinha de ter um olhar desenvolvido para a comunidade, tinha de partir daqui. Eu queria mostrar que no nosso mundo também tem filosofia, nossas avós têm conhecimento”.

Maria Isabel, portanto, não apenas fez com que a memória dos povoados – que até então não era registrada – fosse resgatada, como também estimulou nos jovens a enxergarem de forma positiva o local onde vivem.

“Quando eu perguntava sobre o povoado, eles respondiam com desânimo. A visão é que aqui é um buraco. ‘Tem nada não, professora.’ Eu queria que eles entendessem as riquezas que é esse mundo da gente”, conta Maria Isabel.

 O projeto se iniciou com o terceiro ano do ensino médio. Depois de registrado, cada grupo apresentaria seu trabalho para a escola em um evento no final do ano letivo. A professora afirma feliz que o resultado foi “muito além do imaginado”. Mesmo após alguma relutância, um dos grupos que mais dava trabalho acabou aderindo à ideia passando a acionar a professora apenas para reportar com empolgação o progresso da atividade.

A professora Maria Isabel Gonçalves (no topo à direita) e seus alunos no povoado do Machado (BA) Imagem: Arquivo pessoal

A iniciativa colecionou relatos divertidos e histórias comoventes, bem como imagens de lindas paisagens da chapada baiana e até mesmo poemas com histórias do lugar. Mas não parou aí: a atividade ajudou a transformar a relação que os jovens tinham o local.

A professora relata, inclusive, que um dos grupos chegou a visitar nascentes mortas. Alguns dos rios só enchem com a chuva e devido à época da seca, estavam minguando. “Eles registraram tudo e falavam, espontaneamente, sobre o sonho de revitalizar essas nascentes”, diz Gonçalves.

 A atividade, no entanto, foi além da conversa. Neste ano, já formados, alguns dos alunos se aproximaram de agentes regionais do Ibama para revitalizar a área.

“Eles se engajaram, começaram a conversar com os pais e avós sobre a situação, para falar da influência da ação do homem na natureza. Os mais antigos pensam que a natureza está morrendo porque é assim mesmo e eles agora querem explicar”, relata, orgulhosa

Histórias de bisavó

A ideia que originou a atividade dos relatos deriva da experiência familiar de Maria Isabel. A professora cresceu em meio a área rural do município de Seabra, vizinho a Boninal. Os pais viviam do trabalho no campo, plantando tabaco. A cidade grande era um lugar quase imaginário, um mundo distante, que ela e os amigos buscavam ao desafiar os limites que o marasmo do campo lhes impunha.

“O mundo da gente [na área rural] é muito diferente. Quando era pequena, não tinha livros, só os didáticos da escola. No meu primeiro contato [com literatura], fiquei deslumbrada. A leitura transformou a minha vida”, conta.

Sem possuir televisão e contando apenas com alguns poucos livros, Maria Isabel cresceu ouvindo histórias da mãe, que contava sobre os povoados locais e sobre a bisavó Iaiá Lia, parteira e rezadeira que acabou veio a ser uma líder negra da comunidade.

Tornando-se viúva antes de completar 30 anos, Iaiá criou os filhos fazendo partos. Não era remunerada com dinheiro, mas com insumos como com galinhas, pratos de feijão ou qualquer porção de alimento. Analfabeta, ela transmitia seu conhecimento à família e a outros moradores na base da conversa

Como Lia morreu poucos meses depois de Maria Isabel nascer, a professora não a conheceu. Suas histórias, porém, permaneceram e abriram seus horizontes.

“Essa contação de história foi meu primeiro conhecimento de mundo. Analfabeta, era ela a pessoa que ensinava. O projetou surgiu para trazer esses saberes das mulheres negras como um conhecimento filosófico”, explica a docente. “O povo daqui também tem e faz filosofia”

A educação como ferramenta de transformação social

A conscientização quanto às origens é apenas uma das diversas características do projeto. O escopo principal, explica a professora, é fazer com que os alunos entendam que têm direito a um futuro diferente de tantos conterrâneos que deixam o povoado.

 “O sistema educacional é feito para não funcionar. A gente, que está ali lutando, sabe. O mundo faz [os jovens] desprezarem o lugar em que vivem e muitos acabam indo embora para São Paulo ser peão em obras ou trabalhar como empregadas domésticas. Essa base já está tão emaranhada que eles não têm nem a perspectiva de entrar em faculdade”, conta

Maria Isabel objetiva, junto a outros professores que também ensinam na região, utilizar a escola como a fonte primária para uma transformação social, atuando para que esses jovens possam alcançar um futuro melhor. “A proposta final [do projeto] é que eles percebam seus direitos a educação, saúde e a um ambiente melhor, que são negados o tempo todo. Aqui, um jovem não tem acesso a nada, eles não têm uma biblioteca”, lamenta.

Empreender toda essa mudança social é uma questão que ainda apresenta inúmeros obstáculos, ela reconhece, mas ainda se mostra empolgada. “A escola é a única forma de transformação social, falo pela minha vida. [A educação] transforma as comunidades, que têm muita coisa para ensinar ao Brasil e ao mundo.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Inteligência emocional: 10 formas para combater a ansiedade durante o contexto da crise

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Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Inteligência emocional: 10 formas para combater a ansiedade durante o contexto da crise

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A informação de qualidade é uma arma imprescindível para que todos possam compreender com seriedade e tratar a presente crise de forma serena, atentando-se aos cuidados necessários para evitar a contração do COVID-19 e, para tanto, uma série de ações se fazem necessárias para que se consiga a devida prevenção, sendo o isolamento social a principal delas.

A necessidade de adoção do distanciamento – e isolamento social – pode se tornar bastante penosa com o correr dos dias e semanas, uma vez que não se sabe por quanto tempo durará esta crise, que já vem tomando proporções cada vez maiores ao redor do globo. Assim, uma medida que tem o propósito de preservar nossa saúde física, pode vir a ser deteriorante para a saúde mental.

Ansiedade

A ansiedade é considerada como o mal do século, pois assola pessoas de diversas faixas etárias e se manifesta de maneira alheia à posição social e cultural, tornando-se um dos principais desafios do mundo moderno. É, portanto, um dos mais relevantes males que se manifestam nos dias atuais, mesmo em situação de normalidade, podendo vir a se apresentar de maneira mais intensa em um cenário de isolamento em função da quarentena.

É fundamental  buscar meios para controlar a ansiedade, bem como manter o equilíbrio emocional nesse momento, assim, conseguir de forma conjunta empreender o enfrentamento da pandemia.

Preparamos dez sugestões para auxiliar nesse processo de autocuidado:

1 – Mantenha o contato, mas a distância

Buscar ter o mínimo de contato físico durante o atual momento é importantíssimo para conter a propagação do vírus, ou seja, é realmente necessário nos isolarmos. Assim, para que o contato social seja mantido, o uso dos meios de comunicação online se apresenta como uma ferramenta valiosa. Nos dias atuais é possível se comunicar com qualquer parte do mundo usando um celular, por meio de texto ou mesmo ligações de vídeo. Dessa forma, continuamos a nos apoiar sem estarmos expostos aos riscos do ambiente externo.

2 – Cuidado com Fake News

Devido ao alto volume de informação que dispomos hoje nas redes, é preciso ter cautela com aquilo que se consome. Buscar por informações confiáveis é fundamental para não ser pego em Fake News. Assim, recomendamos conferir as fontes de notícias oficiais, como o site da Organização Mundial de Saúde, bem como veículos de impressa. Acompanhar os telejornais já é o bastante para manter-se informado e evitar a sobrecarga de informação que pode ocorrer em redes sociais.

3 – Cuide do corpo e da mente

Manter o corpo saudável é fundamental para manter a mente sã. É importante se exercitar diariamente, da maneira que for possível, e observar os sinais emitidos pelo corpo que podem revelar a carga de tensão e estresse pela qual se está submetidos, o que pode atenuar os efeitos da ansiedade. Respire, observe seu ambiente e não se esqueça de beber água.

4 – Mantenha a mente ocupada

Focar a energia em ocupações úteis e positivas é muito importante para amenizar os efeitos do isolamento social. Assim, recomenda-se que se busque por temas relacionados à cultura e ao conhecimento, promovendo o desenvolvimento pessoal. Há muito material de qualidade espalhado pela internet, em forma de vídeo, áudio e texto.

5 – Administre a ansiedade

​​Procure administrar os gatilhos que podem desencadear a ansiedade. Escrever notas em um caderno pode ajudar a aliviar os efeitos e distrair a mente. Focar em atividades que exigem concentração também pode ser de alta valia nos momentos mais agudos

6 – Desfrute da família e amigos

Aproveite esse momento de isolamento para cuidar das relações afetivas. Ligue para aquele amigo que há tempos não se falam. Aproveite mais momentos com a família. Restabeleça pontes e canais de comunicações que estavam precisando de atenção. Aproveite as apresentações ao vivo que artistas promovem através da internet.

7 – Filtre o volume de informação

Procure dosar as cargas de informação acerca da crise do COVID-19 para não sobrecarregar a saúde mental e desestabilizar-se emocionalmente, provocando a elevação do estresse e da ansiedade, uma vez que seja de fato um tema bastante pesado, mas angustiar-se não trará qualquer benefício. Não deixe que a crise monopolize os assuntos diários.

8 – Não interrompa o uso de medicações especiais

Em casos de pessoas com histórico de males como depressão, alcoolismo, síndrome do pânico, e demais transtornos, é imprescindível que não se interrompa os tratamentos psicológicos ou psiquiátricos em qualquer circunstância, pois isso poderia trazer sérias complicações levando a recaídas perigosas. . Diversas instituições de saúde mental, bem como profissionais da área da saúde continuarão a oferecer suporte por meio de atendimentos online. Esse tipo de ajuda é fundamental no presente momento.

9 – Mantenha-se produtivo

O Remanejamento de funções que podem ser desempenhadas remotamente é muito importante nesse momento, uma vez que as contas não param de chegar e é preciso continuar trabalhando, ainda que de forma remota. Se for possível, adote o modelo de trabalho a distância, dispensando o deslocamento para escritórios, salas de aula, etc.

10 – Mude velhos hábitos

As práticas cotidianas diárias nos traziam dificuldade para viabilizar comportamentos mais saudáveis da forma como desejávamos, nos levando à procrastinação. Nesse momento de isolamento social, no entanto, é possível estabelecer novas rotinas, revendo velhas prioridades. Incluir práticas de atividade física, técnicas de relaxamento e meditação em casa pode ser fundamental para se criar um ambiente saudável. É possível encontrar diversos aplicativos e sites que auxiliam nessa tarefa.

Tempos de crise são propícios para a reflexão e reorganização. É preciso ponderar nossas prioridades e cuidarmos de nós e de nossos entes queridos. Precisamos recalcular e afastar velhas práticas que provocam o adoecimento de nosso ambiente.   A vida continua e esse tempo nebuloso também vai passar. Deixaremos esse período para trás, nos tornando pessoas fortalecidas e afetivas.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Professoras Divina de Fátima dos Santos e Sandra Faustino promovem intervenção com os alunos de Enfermagem do Módulo

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Professoras Divina de Fátima dos Santos e Sandra Faustino promovem intervenção com os alunos de Enfermagem do Módulo

Na última quarta feira de outubro (30/10), uma intervenção artística ocorria na sala de dança  do Centro Universitário Módulo. Promovida Professoras Divina de Fátima dos Santos e Sandra Faustino, com participação de estudantes matriculados no último semestre do Curso de Enfermagem, a atividade se deu após solicitação da professora de estágio Ms Lidiane Dias dos Anjos, uma vez que notou sinais de estresse emocional da equipe que se encontra em fase final de sua formação, mas que ainda precisavam concluir diversos compromissos acadêmicos para sua formação.

114 alunos, divididos em duas turmas, participaram da atividade, no período da manhã participaram 83 alunos e no período da tarde 31. A intervenção, que não atrapalhou os compromissos acadêmicos dos estudantes, contou ainda com o apoio e acompanhamento de diversos docentes do curso de Enfermagem.

A equipe do NAPP, que é formada pelas profissionais Dra. Divina de Fátima dos Santos (psicóloga) e Prof.ª Ms. Sandra de Fátima Faustino dos Santos (Arte-educadora) do Módulo produziu a atividade com toda a devida atenção e carinho, contando com um ambiente especial, em sala ampla com música ambiente que pode proporcionar aconchego para os participantes, fundamental para que os mesmos pudessem relaxar e se soltarem.

As dinâmicas desenvolvidas trabalharam a concentração e o relaxamento, por meio de trabalho com a expressão corporal, dinâmica musical que formavam o objetivo da intervenção, que foi aprovada por todos que ali estavam.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Dica Frazão: 90 anos levando a moda do Pará ao mundo

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Dica Frazão: 90 anos levando a moda do Pará ao mundo

Dica Frazão observa os prêmios acumulados durante toda uma vida - Foto: Marcos Weslley

Dona Dica Frazão como é conhecida na cidade de Santarém, estado do Pará, nasceu em 29 de setembro de 1910 e, hoje, seus 90 anos de idade, segundo suas palavras, foram intensamente vividos. Disse ser apaixonada pela vida, e pela sua grande família que inclui vários irmãos que segunda ela eram muitos ligados uns aos outros, além de orgulhar-se de seus filhos, disse ter muitos netos, e a incrível marca de trinta e dois bisnetos e dois tataranetos.

Ela foi uma mulher revolucionária na Arte e na Moda: no meio do século XX começou a costurar belos vestidos feitos de materiais da região: folhas, raízes, palha, flores, fibras… São belíssimos! Suas roupas estão no museu do Vaticano e vestem a rainha da Bélgica!

Considera-se uma autodidata e disse que foi por respeito à natureza que fez suas criações a partir das coisas que via a sua volta no meio da floresta amazônica, coisas que com muita delicadeza e criatividade transformaram-se em arte em suas mãos e viajaram o mundo, levadas por turistas de diferentes países: assim ficou conhecida e seu trabalho foi reconhecido e consagrado.

O pioneirismo de suas obras foi destacado por diversas reportagens e encontra-se em destaque em guias turístico internacionais.

Dica recebeu inúmeras homenagens e participou de vários eventos patrocinados por importantes entidades tanto do estado do Pará quanto do Brasil e do exterior e, segundo ela, recebeu em seu museu em Santarém, local que também é sua residência, personalidades ilustres e famosas. No seu museu pode-se observar uma enorme quantidade de medalhas, títulos e diplomas de honra ao mérito das mais variadas entidades que orgulhosamente

reconheceram sua dedicação, a originalidade de seu trabalho e a beleza incomum e única de tudo que criou. 

O Museu foi criado em 22 de junho de 1999, para homenagear e imortalizar tanto a própria Zica Frazão, quanto sua arte, por meio de convênio entre a prefeitura de Santarém e o Ministério da Cultura. Este museu divide espaço com seu antigo ateliê, hoje um pouco menor. A entrada é grátis, mas uma contribuição para a manutenção do museu é bem vinda. Ela disse que vez ou outra passa as horas pelo ateliê, contudo sua dedicação hoje está mais voltada para a recepção dos visitantes e turistas, coisa que ela faz com muito prazer, gentileza e atenção.

Foi a própria Dona Dica que nos guiou pelo museu (devagarinho, com o seu andador, mas contando tudo, por quase uma hora, antes do almoço dela)! Ela nos deu uma verdadeira aula sobre moda, arte, vestimentas e história. Os modelos de seus vestidos e chapéus que estão expostos em seu museu são replicas de trabalhos sob encomenda de diferentes clientes, todos exuberantes. Visitar o museu Dica Frazão deveria entrar na agenda de todos que visitam a bela cidade de Santarém, no oeste do estado do Pará!

Mas não é só isso, Dona Zica também é poeta como podemos conferir na “Lenda” que escreveu sobre o belo Rio Tapajós que banha a cidade de Santarém:

Lenda

Tapajós, conto de fadas

Uma linda perfeição

Que contada com carinho

Faz tocar os corações

Tapajós, quem o pintou

Foi a própria natureza

Usou todas as tintas,

Todas elas naturais.

O sol, o amarelo

A lua, o prateado

A noite, a sombra

O dia, o branco

A neve, a pureza

Tudo isto ajudou

A decorar sua beleza

 

Tapajós, dos meus encantos,

Entre as margens pantanosas

Veem-se lindos e gigantescos

Discos verdes navegando

Transportando suas rainhas

Vestidas de rosas e branco

A orgulhosa vitória-régia

Sorridente e orgulhosa

Aos olhos dos navegantes

Que o admiram apaixonadamente.

 

Tapajós, imenso rio,

Tua riqueza

É de nobreza

O ouro e o diamante

São jóias constantes

Tuas praias brancas

Como lençol se estende

A brisa brinca

Trepidando a areia

E formando algumas rugas

Nela pode bem se admirar

Os desfiles

Das mais lindas tartarugas

Tapajós, nome sagrado

Na história dos brasões

Lindas virgens em tuas margens

Todas elas lindas e sãs

São as filhas de Tupã

Tribos fortes e bem nutridas

Neste imenso céu de anil

Tudo isso ajudou

O orgulho do Brasil.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica