Docente do Módulo e FASS apresenta pesquisa de doutorado em congresso nos Estados Unidos
Divina de fátima dos Santos
Doutora em Psicologia Clínica
Professora Divina apresenta pesquisa de doutorado em congresso nos Estados Unidos
A Profa. Dra. Divina de Fátima dos Santos, docente do Centro Universitário Módulo e da Faculdade São Sebastião – FASS participou do 21º IAGG Congresso Mundial de Gerontologia e Geriatria, realizado na cidade de São Francisco (Califórnia), nos Estados Unidos, entre os dias 23 e 27/07.
O evento deste ano reuniu aproximadamente 6.000 pessoas de 75 países e contou com a participação de pesquisadores de várias Universidades públicas e privadas do Brasil. Entre estes pesquisadores estava a Dra. Divina de Fátima dos Santos, Professora do Módulo e da FASS – Faculdade São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo. Seu trabalho contou com a colaboração da Dra. Renata Plaza Teixeira (IFSP-Campus Cubatão) e orientação da Dra. Ceneide Cerveny (PUC-SP). A pesquisa foi realizada na cidade de Caraguatatuba e defendida em 2015 na PUC-SP
Segundo a Profa. Divina, participar de um congresso desse porte oportuniza o intercâmbio de diferentes profissionais nas mais variadas áreas que envolvem o envelhecimento humano. Seu trabalho foi bastante elogiado, devido à sua complexidade de realização e dos efeitos emocionais benéficos constatados entre todos os sujeitos envolvidos no estudo de cunho intergeracional e interdisciplinar, uma vez que envolveu o encontro de gerações distintas por meio da escrita terapêutica. Além disso, trata-se de um trabalho que envolveu a Educação, a Psicologia, a Gerontologia, a Sociologia, dentre outras áreas do conhecimento, o que exigiu grande esforço para a sua realização.
A participação no congresso permitiu estabelecer novas amizades e ampliar o network, bem como rever grandes amigos e amigas pesquisadoras como a Dra. Sonia Fuentes, que apresentou sua pesquisa de pós-doutoramento e nomes famosos, tais como o médico Dr. Alexandre Kalache, cuja atuação na gerontologia tem grande destaque. Tivemos a oportunidade de conhecer muitos trabalhos, cuja preocupação visou unir as diferentes idades. Experiências que promovem o encontro de gerações têm se tornando de suma importância visto que a população idosa no Brasil e no Mundo vem crescendo a cada dia, portanto trabalhos nessa linha precisam ser estimulados e apoiados.
Devido a complexidade e grandiosidade do congresso o mesmo ocorreu simultaneamente no Complexo Moscone Center e no Marriot Hotel próximo à Market Street – na área central de San Francisco próximo à região do Embarcadero.
O evento reuniu grandes nomes de todas as áreas que envolvem a geriatria e a gerontologia, além de estudantes de diferentes áreas em formação. Muitos idosos protagonizaram suas atuações em suas comunidades revelando que precisamos saber envelhecer com saúde e de forma integrada com outras gerações de maneira respeitosa.
O manual do congresso contou com mais de 382 páginas e cerca de 8.000 resumos de pesquisadores de diferentes países, fato que de certa maneira fez com que os participantes do congresso levassem várias horas para que pudessem escolher de quais atividades desejavam participar, já que tudo parecia muito interessante. Uma constatação foi que os profissionais e pesquisadores brasileiros estão produzindo pesquisas de alto nível e de grande destaque em âmbito internacional. A programação completa do evento pode ser conferida no:
Dentre as inúmeras apresentações do evento, uma que muito agradou o público foi a presença de vários animais “terapeutas” que são utilizados tanto para o tratamento direcionado à preservação da memória em idosos quanto para o tratamento de crianças com deficiência; também foram apresentados animais robôs, criação de uma equipe do Japão com a mesma finalidade.
Psicóloga Divina
Doutora em Psicologia Clínica
- divina.multiply@gmail.com
Cartas Intergeracionais: efeitos e signifiados
Divina de fátima dos Santos
Doutora em psicologia clínica
Cartas Intergeracionais: efeitos e signifiados
O Brasil tem atualmente 11,8% da população de idosos, e é previsto que em 2025 seja a 6ª maior população de idosos do mundo. Por este motivo, diversos recursos de trabalho para esta população vêm sendo desenvolvidos, uma dessas são as práticas Intergeracionais (BODSTEIN; LIMA; BARROS, 2014).
Para Goldfarb e Lopes (2006 apud Santos, Cerveny e Silveira, 2012), a aproximação de diferentes gerações, inclusive entre crianças e idosos, pode promover e facilitar crescimentos para ambos, enfraquecendo os preconceitos e estimulando o desejo de viver plenamente a vida cultural e social.
Escrever cartas na escola é uma prática comum para as crianças no Ensino Fundamental, apesar de parecer coisa ultrapassada na atualidade devido a tecnologia, o uso quase exclusivo de computadores e celulares com internet. Portanto, pode-se questionar a função da escrita de cartas neste contexto. De acordo com Santos, Cerveny e Silveira (2012, p. 112) “escrever cartas constitui-se uma das inúmeras maneiras possíveis de entrar em contato com outras pessoas com as quais podemos iniciar ou manter um relacionamento”.
Em um centro de referência para a terceira idade de Caraguatatuba foi realizado o projeto “Encontro de Gerações”, baseado em trocas mensais de correspondências entre idosos que frequentam o centro e crianças na faixa de 10 anos que são estudantes do ensino fundamental da rede municipal de ensino (SANTOS; CERVENY; SILVEIRA, 2012).
A troca de cartas promoveu a autoria, além de ativar a imaginação das crianças e dos idosos. A prática também se torna um recurso de estimulação da memória, na medida em que os idosos escrevem sobre suas experiências passadas. “Escrever dá “vida” e significado a um pequeno pedaço de papel tecnicamente sem valor, além de tornar presente os ausentes” (SANTOS; CERVENY; SILVEIRA, 2012, p. 113).
De acordo com Pennebaker e Beall (1986 apud Santos, Cerveny e Silveira, 2012) a escrita funciona como um recurso de ressignificação de si e dos outros pela influência no comportamento das pessoas, uma vez que passam a acreditar mais em si mesmas. As palavras escritas são relatos que podem revelar sentimentos e significados. Não são recursos inventados pela psicologia, mas disparam aspectos cognitivos, afetivos e emocionais, mobilizam relações potentes, pois são abertas e abrem os processos de significação.
A partir disto, sugere-se que a troca de Cartas Intergeracionais se qualifica como uma tecnologia psicossocial, pois é um processo que estabelece relações “intercessoras”, ou seja, produz algo entre os sujeitos, é um processo que existe para os idosos e para as crianças e não teria existência sem o momento da relação em processo. Portanto, este processo caracteriza-se como uma tecnologia psicossocial pela potência de agenciar o encontro, de possibilitar trocas, relações de acolhimento e estabelecimento de vínculo (MERHY; FRANCO, 2003).
Dito de outra forma, a utilização de um processo sistematizado, que consiste na troca de correspondências entre idosos de uma instituição e criança de uma escola, é um “processo de construção social, política, cultural, subjetiva”, que configura “um novo sentido para as práticas assistenciais, tendo como consequência o impacto nos resultados a serem obtidos” (MERHY; FRANCO, 2003, p. 09).
Esta tecnologia psicossocial poderia ser aplicada, por exemplo, nos atuais Centro de Convivência do Idoso (CCI). Neste serviço, são organizados grupos de convivência, com uma média de 20 participantes, e encontros de duas horas semanais. As atividades são planejadas com o objetivo de contribuir para o processo de envelhecimento saudável, autonomia, sociabilidade e fortalecimento de vínculos.
Atividades Intergeracionais são conhecidas pelos trabalhadores deste serviço, contudo a novidade está nas cartas como dispositivo, e no “manejo” do vínculo entre as crianças e os idosos que é viabilizado. Este processo pode contribuir para o desenvolvimento da autonomia, na medida em que o idoso escreve sozinho as suas cartas, escolhe o conteúdo da comunicação, e lê as que são endereçadas a ele. Além disso, muitas memórias podem ser evocadas e, novos sentidos produzidos.
REFERÊNCIAS
BODSTEIN, Airton; LIMA, Valéria Vanda Azevedo de; BARROS, Angela Maria Abreu de. A vulnerabilidade do idoso em situações de desastres: necessidade de uma política de resiliência eficaz. Ambiente & Sociedade, v.17, n.2, pp.157-174, 2014.
MERHY, Emerson Elias; FRANCO, Túlio Batista. Por uma composição técnica do trabalho centrada nas tecnologias leves e no campo relacional. Saúde em debate, v. 27, n.65, Rio de Janeiro, 2003.
SANTOS, Divina de Fátima dos; CERVENY, Ceneide Maria de Oliveira; SILVEIRA, Nadia Dumara Ruiz. Vivendo, escrevendo e reescrevendo a vida: Encontros Intergeracionais. Revista Portal da Divulgação, n. 28, ano III, p. 111-117, 2012. Disponível em: . Acesso em 25 mai. 2016.
Fonte: Plataforma Psicossociais
Divina de fátima dos Santos
Doutora em psicologia clínica
Oficina para produção de documentos escritos
Divina de fátima dos Santos
Doutora em Psicologia Clínica
Oficina para produção de documentos escritos
O Conselho Regional de Psicologia do Vale do Paraíba e Litoral Norte do Estado de São Paulo em parceria com a UNIBR Faculdade São Sebastião, realizou no sábado dia 22/06/2013, no auditório da Faculdade, na cidade de São Sebastião, um encontro com os psicólogos da região com o objetivo de promover mais uma capacitação e orientação destinada a estes profissionais, no que se refere à produção de documentos escritos, muitos deles sigilosos, que são de responsabilidade direta do profissional da área da psicologia.
O palestrante deste encontro foi o psicólogo, psicoterapeuta e educador social Leandro Gabarra que é conselheiro e coordenador da subsede de Ribeirão Preto e membro da Comissão de Ética (COE) do CRP.
A Oficina
A oficina contou com um público interessado, participativo e com muito desejo em esclarecer dúvidas diversas. Participaram do evento: psicólogos e profissionais de outras áreas interessadas no assunto.
O CRP tem procurado fazer vários encontros com essa temática em diferentes regiões do estado, numa tentativa de aprofundar o debate e ampliar o conhecimento dos diferentes tipos de documentos escritos que podem ser realizados por psicólogos. A ideia, de certa forma, visa dar subsídios necessários à escrita para a elaboração de um bom documento técnico com cuidado teórico e ético.
Segundo o conselheiro Leandro, as recomendações do CRP visam que os documentos produzidos por psicólogos possuam uma linguagem direta, clara, coesa e que, ao mesmo tempo, não exponham nem prejudiquem o usuário de serviços de saúde e, ao mesmo tempo, não tragam problema ao profissional. Ele esclareceu também que cabe ao psicólogo saber diferenciar a escrita técnica para outros profissionais da saúde com a escrita para usuários e familiares.
Leandro pontuou que existem vários documentos que são produzidos por psicólogos, alguns realizados individualmente e outros produzidos conjuntamente com uma equipe multidisciplinar, ou seja, documentos escritos em conjunto com assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e médicos. Eles podem ser produzidos em postos de saúde, clínicas e hospitais particulares ou públicos, organizações não governamentais, escolas, planos de saúde etc. Em geral, podem ser realizados para fazer encaminhamentos, laudos técnicos, pareceres, relatórios e atestados e que devem ser formatados de formas diferentes. Esclareceu em que momento cada um é produzido e com qual finalidade, pontuando suas principais características.
Finalmente, ele enfatizou ainda sobre a necessidade de um comprometimento ético, ressaltando a importância da utilização do Código de Ética Profissional e do conhecimento de todas as Resoluções e Portarias do Conselho Federal de Psicologia que norteiam a categoria. Lembrou ainda que o profissional da Psicologia possui grande prestígio e reconhecimento em todo o país; portanto, necessita estar atento as suas atitudes, suas falas, ponderações e documentos escritos, para continuar a ter o respeito de todos.
Psicóloga Divina
Doutora em Psicologia Clínica
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Os desafios e as oportunidades de se longeviver
Divina de fátima dos Santos
Doutora em Psicologia Clínica
Os desafios e as oportunidades de se longeviver
Hoje se vive mais e em condições de vida muito superiores que nossos antepassados. Seremos ainda mais velhos que nossos avós, e não podemos ignorar que seremos nós os velhos do futuro e, que, precisamos urgentemente pensar e planejar que tipo de velhice desejamos para nós.
O Conselho Regional de Psicologia – Subsede Vale do Paraíba e Litoral Norte, em parceria com o Centro Universitário Módulo, realizou no último dia 01 de outubro de 2012, data em que se comemora o Dia Internacional da Pessoa Idosa, uma Roda de Conversa sobre a temática “Longevidade – Desafios e Oportunidades”.
Estiveram presentes no auditório da universidade cerca de 200 pessoas entre professores e estudantes de diferentes áreas como educação física, enfermagem, pedagogia, biologia e matemática, e profissionais que já atuam na área do envelhecimento humano, como é o caso de Terapeutas Ocupacionais, Assistentes Sociais e Psicólogos, além de familiares e pessoas da comunidade interessados no tema. Destacamos a presença do Sr. Sebastião Passarelli da cidade de São Sebastião e membro do diretório estadual da pessoa idosa, da Sra. Cida Waack, atual presidente do Conselho Municipal do Idoso da cidade de Caraguatatuba e da Professora e representante da Universidade Módulo, Sra. Maria Antonia de Lima Ribeiro Furgeri que intermediou a parceria e a realização deste importante evento na cidade.
O crescimento da expectativa de vida e de seus reflexos na estrutura econômica do Brasil
No encontro, tivemos como palestrante o jornalista e Mestre em Economia pela PUC-SP, Jorgemar Soares Felix, que apresentou vários dados sobre a economia do envelhecimento e da necessidade de planejamento tanto de políticas públicas em todas as esferas (municipal, estadual e federal) em relação ao envelhecimento da população, quanto de cada ser humano para que atinja essa importante etapa da vida de forma saudável. Ele fez algumas ponderações a respeito do crescimento da expectativa de vida e de seus reflexos na estrutura econômica do Brasil e do mundo na esfera individual e na sociedade como um todo.
Ele abordou também a temática da aposentadoria, a realidade do INSS e as dificuldades de se manter o sistema de aposentadoria no modelo atual, explicando que quando o atual sistema de aposentadoria foi criado, a população não vivia tanto quanto vive hoje e, que um novo modelo possivelmente deverá ser repensado para o futuro dando exemplos de modelos da Europa, do Japão, dos Estados Unidos e do nosso vizinho Chile. O aumento da expectativa de vida foi uma conquista da humanidade, afinal hoje se vive mais e em condições de vida muito superiores que nossos antepassados. Mas tudo indica que seremos ainda mais velhos que nossos avós, e não podemos ignorar que seremos nós os velhos do futuro e, que, precisamos urgentemente pensar e planejar que tipo de velhice desejamos para nós. Por outro lado, ao longo dos anos e na medida em que envelhecemos necessitamos de cuidados diferenciados principalmente nos que se refere a algumas doenças crônicas, alimentação e autocuidado.
Ser idoso hoje, suas implicações emocionais e de saúde
Já a psicóloga e Mestre em Gerontologia pela PUC-SP, Isabella Quadros, fez os presentes refletirem sobre o que é ser idoso hoje, suas implicações emocionais e de saúde na família, e sobre a necessidade de se ter e manter uma rede de amizade ampla, próxima e fiel. Ela afirmou que embora a responsabilidade do cuidado do idoso ainda seja predominantemente entendida como sendo da família, é preciso refletir e ponderar sobre qual família falamos, já que o conceito de família mudou e está cada vez mais complexo. É preciso verificar o quanto os membros mais jovens de uma família estão dispostos a investir nos membros mais velhos, principalmente se o velho requer alguns cuidados mais elaborados e específicos. Ela lembrou os presentes dando exemplos concretos do desprezo dado ao velho e do quanto as pessoas negam o próprio envelhecimento, num mundo que supervaloriza o belo e a juventude. Lembrou também que procedimentos cirúrgicos (como as plásticas) têm limitações; portanto, é preciso encarar o processo de envelhecimento e os limites decorrentes desse processo de forma mais madura.
Trabalhar com o público “envelhescente”
A coordenadora da mesa, Divina de Fátima dos Santos, que também é psicóloga e mestre em gerontologia, fechou a noite apresentando aos presentes alguns dados atualizados sobre as possibilidades de mercado de trabalho para os profissionais que desejam trabalhar com o público “envelhescente” e da urgente necessidade de profissionalização na área, uma vez que, o mercado ainda é muito carente nesse sentido, pois o número de geriatras, gerontólogos e profissionais que de fato têm interesse em trabalhar com esse público é pequeno. Ela destacou que a principal queixa da população idosa de hoje é que, em geral, os profissionais da saúde tendem a infantilizá-los e que não dirigem a palavra a eles diretamente; isso tem provocado um certo descontentamento e desconforto entre a população nessa faixa etária.
A representante do Conselho Regional de Psicologia do Vale do Paraíba e Litoral Norte, Rejane Galvão, esclareceu que a entidade deseja ampliar o debate sobre envelhecimento com a comunidade, os profissionais e os interessados no assunto e que o CRP tem empenhado grande esforço na promoção de encontros sobre o tema, como várias rodas de conversa em diferentes cidades, assim ampliando o debate e o respeito para com os idosos: amanhã, os velhos seremos nós e se desejamos ser respeitados na nossa velhice, temos que desde já promover o debate e a reflexão sobre ela.
Durante o encontro, notamos que o público mostrou-se muito interessados no tema, manifestando suas preocupações com a própria velhice ou com membros de suas famílias, já que muitos convivem com seus avós ou bisavós ou ainda porque estão acompanhando a velhice de seus próprios pais.
A noite foi muito proveitosa quanto às reflexões realizadas e os palestrantes receberam inúmeras solicitações para que novos debates sejam realizados na cidade sobre o assunto em pauta.
Psicóloga Divina
Doutora em Psicologia Clínica
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Semana do Idoso em Caraguatatuba: Celebração à velhice
Divina de fátima dos Santos
Doutora em Psicologia Clínica
Semana do Idoso em Caraguatatuba 2012: Celebração à velhice
A cidade de Caraguatatuba, no Litoral Norte do estado de São Paulo vem se tornando referência no litoral norte e região. Deste modo, ela prestou uma grande homenagem a todos os idosos do município: ao longo de 10 dias (de 22/09/2012 a 01/10/2012) fez uma extensa agenda com uma programação sobre temas relacionados à velhice, envolvendo todas as secretarias municipais e convocando a população idosa, os familiares e todos que direta ou indiretamente estão envolvidos com as questões da longevidade.
Sob a coordenação da Sra. Ivy Malerba e da Sra. Zally Queiroz, da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso, a programação contou com atividades sociais, educativas, esportivas, culturais, de lazer, de saúde e de cidadania que foram realizadas em diferentes pontos da cidade, visando esclarecer a população de que envelhecer é parte do ciclo vital humano e de que todos estarão sujeitos a essa importante e tão esperada fase da vida. O principal objetivo foi promover e despertar a consciência da população sobre o processo de envelhecimento visando uma velhice mais harmoniosa e equilibrada, mesmo que as limitações decorrentes desse processo se façam presentes. Mas também objetivou despertar a população idosa no sentido de ser mais participativa, convocando-a a ocupar os diferentes espaços que o município disponibiliza a esse segmento populacional.
Em todas as atividades que foram cuidadosamente programadas, o público se fez presente e participou com grande entusiasmo. Muitos idosos chegaram a declarar o quanto estavam felizes e renovados por serem os protagonistas e de poderem participar de várias atividades com seus familiares e amigos, além de sentirem-se valorizados por ocuparem um importante papel na sociedade. Como sabemos, nossa sociedade é plural e conviver com pessoas de diferentes características – sejam elas etárias, geracionais, étnicas, religiosas, sociais, econômicas ou de gênero – é essencial para a formação dos cidadãos e para a promoção de uma sociedade mais respeitosa, equilibrada e saudável
Um dos pontos fortes da festividade foi o envolvimento das escolas municipais na programação. Elas foram convidadas a trabalhar com seus alunos sobre o processo de envelhecimento, objetivando envolver os pequenos numa educação humanitária e assim educar para o envelhecimento. Sabemos que muitas pessoas têm medo da velhice e de envelhecer já que existe um estigma negativo dessa fase da vida que é muito comum no mundo atual. Assim, envolver as escolas na semana de celebração aos idosos é um grande passo em direção ao futuro não apenas das crianças, mas também de suas famílias e de toda a sociedade.
Durante a programação, as Escolas Municipais Prof. João Batista Gardelin e Profa. Aida de Almeida Castro Grazioli – que já participam do projeto “Encontro de Gerações”, coordenado por Divina de Fátima dos Santos – receberam o coral composto por idosas do Centro de Convivência da Terceira Idade Estrela do Mar do município de Caraguatatuba. Elas apresentaram um rico repertório musical, contagiando e conquistando a todos e promovendo um encontro intergeracional. As crianças proporcionaram grande alegria às componentes do coral, aos professores e aos demais presentes, cantando juntos com as idosas: a emoção foi geral. Ao longo da semana as professoras, juntamente com os pequenos, confeccionaram cartões e mensagens que foram entregues às integrantes do coral e, também, aos idosos que frequentam o Centro de Referência da Melhor Idade – CREMI.
As atividades se encerraram no dia 01 de Outubro – data em que se comemora o Dia Internacional da Pessoa Idosa – com inúmeras apresentações de diferentes grupos da terceira idade que deram o tom e o colorido às apresentações de vídeos, dança, música e teatro que foram prestigiadas por uma grande e entusiasmada plateia que pode apreciar as várias apresentações juntamente com seus familiares e amigos.
Vale lembrar que toda essa programação só foi possível porque contou com uma grande equipe de profissionais e envolveu praticamente todas as secretarias do município, a FUNDACC, o conselho Municipal do Idoso e inúmeros colaboradores e voluntários. O objetivo primordial do evento foi celebrar a data, valorizar a pessoa idosa, educar a população conscientizando-a que envelhecer faz parte do ciclo vital e que a melhor forma de enfrentar o preconceito é promover a educação da população em geral.
Psicóloga Divina
Doutora em Psicologia Clínica
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II Mostra Estadual destaca trabalhos inovadores em Psicologia no estado de SP
Divina de fátima dos Santos
Doutora em Psicologia Clínica
II Mostra Estadual destaca trabalhos inovadores em Psicologia no estado de SP
Mais de 90 trabalhos inscritos, sendo que 50 deles estão em atividade. Esse foi o número de iniciativas que integraram a II Mostra Estadual de Práticas Inovadoras em Psicologia: Intersetorialidade, Defesa e Promoção dos Direitos Humanos / Prêmio Madre Cristina, que aconteceu em 2 e 3 de dezembro, em São Paulo. Trabalhos desenvolvidos em hospitais, penitenciárias, clínicas, associações de bairro, escolas e também de estudantes em estágio integraram as iniciativas inscritas. “Tudo isso nos faz crer que uma nova forma de se fazer Psicologia está em curso”, afirmou Luis Fernando de Oliveira Saraiva, Conselheiro do CRP SP na abertura do evento.
Abertura
Cerca de 200 pessoas estiveram presentes. Na abertura, a Conselheira do CFP Marilene Proença destacou as inúmeras possibilidades que a Psicologia tem de se inserir no contexto social, através de ideias e ações inovadoras; além da importância da Madre Cristina para a Psicologia. “Ela é símbolo dessa luta em São Paulo, principalmente nos anos de chumbo da ditadura militar”, afirmou. Nascida em Jaboticabal (interior paulista) em 1916, Madre Cristina, que se formou em Psicologia, foi uma fervorosa defensora dos direitos sociais e humanos, que fez história ao defender seus ideais de um mundo justo e igualitário. O Prêmio Madre Cristina integrou a II Mostra e foi entregue aos melhores trabalhos.
A Conselheira Presidente do CRP SP, Carla Biancha Angelucci afirmou que a opção do CRP SP foi por organizar uma mostra que tivesse um caráter integrador, com espaço para o diálogo e o compartilhar, de forma a perceber diferenças e construir novos apontamentos. “É importante que sejamos provocadas por áreas e experiências que não conhecemos. Para avançar e reconhecer identidades é que decidimos por uma mostra intersetorial. Precisamos compreender como se efetiva os direitos humanos no cotidiano”, defendeu. Biancha completou dizendo que nesse momento isso se faz ainda mais necessário, diante da divulgação das violações aos direitos humanos detectadas no relatório da 4ª Inspeção Nacional.
Ainda na abertura, o filósofo, arquiteto, professor e escritor Luiz Fuganti destacou que a Psicologia ultrapassa a clínica, os consultórios. “A área tem um papel a cumprir em diferentes âmbitos da sociedade: família, escola, justiça. Para detectar e verificar o que não vai bem na sociedade”, acredita.
O sábado, dia 3, foi reservado para o compartilhamento de ideias e iniciativas em Rodas de Conversa que trataram de temas que permearam os trabalhos inscritos como preconceito, violência no Estado, clínica nos dias de hoje e a institucionalização da vida. A Mostra finalizou com o Prêmio Madre Cristina oferecido aos dez trabalhos que se destacaram na atividade.
Doutoranda em pós de psicologia clínica é premiada
O projeto A escrita terapêutica nos encontros integeracionais, pesquisa de doutorado desenvolvida pela pós-graduanda Divina de Fátima dos Santos (Pós em Psicologia Clínica), vence o Prêmio Madre Cristina, do Conselho Regional de Psicologia-SP. Dos 90 trabalhos inscritos na 2ª Mostra Estadual de Práticas Inovadoras em Psicologia, realizada dias 2 e 3/12, em São Paulo, o projeto da doutoranda da PUC-SP ficou entre os 10 selecionados para receber o Prêmio Madre Cristina. O estudo de Divina (à esq., na foto) foi realizado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Aida de Almeida Castro Grazioli e no Centro de Referência da Melhor Idade (Cremi), ambos em Caraguatatuba (173 Km da capital).
A Escrita terapêutica nos encontros intergeracionais é parte de um trabalho desenvolvido no Projeto: Encontro de Gerações – Oficina da Escrita = Cartas e, faz parte da pesquisa de Doutorado da Divina de Fátima dos Santos, sob orientação da Profa. Dra. Ceneide Cerveny da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP
Premiados
Confira abaixo os premiados (as):
Titulo: GESTÃO DE RISCOS NO TRANSPORTES: NOVAS PERSPECTIVAS E DESAFIOS PARA A PSICOLOGIA Autor: VANESSA PEREIRA CANDIDO
Co-autores: LARISSA SILVA, ANA PEREIRA, NATALIA APARECIDA RAMOS GALVÃO, FABIANA CAMPOS.
Local: TEVAP – TERMINAL DE CARGA E DESCARGA DE COMBUSTÍVEIS DO VALE DO PARAÍBA, SÃO JOSÉ DOS CAMPOS. EMPRESA TARGET.
Titulo: MEMÓRIAS DO BAIRRO MONTE SERRAT: ENTRE A PSICOLOGIA E A ARTE Autor: VINICIUS CLEMENTE DIAS
Co-autores: EMÍLIO NOLASCO DE CARVALHO, GABRIEL TEIXEIRA DE MEDEIROS, RAYSSA YUSSIF ABOU NASSIF, RUBENS BIAS PINTO
Local: BAIRO DO MONTE SERRAT, LOCALIZADO NA REGIÃO CENTRAL DE SANTOS/SP
Titulo: PROJETO DE REGISTRO HISTÓRICO AUDIOVISUAL DAS ATIVIDADES DO CRAS Autor: PAULO ROBERTO SILVEIRA BUENO FILHO
Co-autores: NOVO MUNDO FILMES; PROFISSIONAIS/ESTAGIÁRIOS DO CRAS; PARTICIPANTES PROJETOS.
Local: CENTRO DE REFERÊNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL (CRAS) “IRMÃ BEATRIZ HELENA DE BARROS LEITE”; RUA CRISTÓVÃO COLOMBO, 265; CEP 16400775; TEL. (14) 35235483; LINS/SP.
Titulo: A SAÚDE DO TRABALHADOR NO ÂMBITO DA ECONOMIA SOLIDÁRIA: POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA EM UMA ASSOCIAÇÃO DE CATADORES Autor: KARINA SOARES SANTOS
Co-autores: BRUNA RAFAEL FRANSATTO, MÁRCIA CRISTINA LOURO FARES, NEY PAIXÃO, LEANDRO TEIXEIRA MENDES
Local: ASSOCIAÇÃO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DO MUNICÍPIO DE DIADEMA
Titulo: CAPS NA RUA – ENCONTROS MARCADOS PELA DIFERENÇA! Autor: ANDRÉA CARLA DE SOUZA ATILANO
Co-autores: N/T
Local: GUARULHOS
Titulo: OFICINA BONECA FLOR – INTERVENÇÃO E PREVENÇÃO À SAÚDE MENTAL DA GESTANTE Autor: MICHELE CARMONA ACHING
Co-autores: TEREZA MARQUES DE OLIVEIRA TANIA MARA MARQUES GRANATO
Local: ONG HABITARE EM PARCERIA COM O ALOJAMENTO SOCIAL DO AMPARO MATERNAL
Titulo: ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA NO CENTRO HOSPITALAR DO SISTEMA PENITENCIÁRIO Autor: TERESA LEOPOLDO E SILVA DE OLIVEIRA
Co-autores: SANDRA REGINA DE OLIVEIRA RODRIGUES DOS REIS FABIANE MATIAS SCHWENKOW MARIA DAS GRAÇAS SATURNINO DE LIMA WILZE LARA BRUSCATO
Local: CENTRO HOSPITALAR DO SISTEMA PENITENCIARIO – SÃO PAULO
Titulo: GRUPOS DE SALA DE ESPERA NO AMBIENTE DE UM FÓRUM Autor: MARIA COSTANTINI
Co-autores: CLAUDIA GUZZARDI ALTIERI e TANIA ALDRIGHI
Local: FÓRUM DAS VARAS ESPECIAIS DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DA CAPITAL – TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO
Titulo: PLANTÃO PSICOLÓGICO NA DELEGACIA DA MULHER: UM LUGAR DE EMPODERAMENTO Autor: ROBERTO EVANGELISTA
Co-autores: MICHELLE GOLDICH RENATA GALVÃO MAURANO JANAINA SA LIMA JULIANA FRANCISCO DO AMARAL MARILIA MORAIS ROSON DANIEL FERRO CARAPETO
Local: DELEGACIA DE DEFESA DA MULHER
Titulo: A ESCRITA TERAPÊUTICA NOS ENCONTROS INTEGERACIONAIS Autor: DIVINA DE FATIMA DOS SANTOS
Co-autores: CENEIDE MARIA DE OLIVEIRA CERVENY
Local: ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSORA AIDA DE ALMEIDA CASTRO GRAZIOLI E, CREMI – CENTRO DE REFERENCIA DA MELHOR IDADE, AMBOS LOCALIZADOS NA CIDADE DE CARAGUATATUBA – LITORAL NORTE DE SÃO PAULO
Psicóloga Divina
Doutora em Psicologia Clínica
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Pessoas idosas em Moçambique: com a palavra, Teresinha da Silva
Divina de fátima dos Santos
Doutora em Psicologia Clínica
Pessoas idosas em Moçambique: com a palavra, Teresinha da Silva
Divina de Fátima dos Santos
Flamínia Manzano Moreira Lodovici
Nesta entrevista em Maputo, Moçambique, Teresinha da Silva reflete sobre a problemática das pessoas idosas naquela região africana, além de relatar sobre sua prática e atuação profissional, ambas ligadas aos Direitos Humanos. Aborda também aspectos de sua vida pessoal, destacando a necessidade de maior respeito não apenas às pessoas idosas, mas entre todos os seres humanos, independentemente de idade, gênero, etnia e religião.
Ter a oportunidade de entrevistar, de viva voz, Teresinha da Silva foi uma grata surpresa, pois embora seja ela uma mulher de grande reconhecimento na área da Gerontologia internacional, e especialmente em Moçambique, recebeu-nos com muita simplicidade, revelando-se acolhedora às nossas perguntas e esbanjando simpatia. Mesmo sendo uma pessoa bastante ocupada e com agenda lotada, acolheu-nos no escritório e depois em casa, mostrando-nos um pouco de sua vida cotidiana, que no presente se volta para preocupações em particular com a da mulher idosa que lhe é próxima, a moçambicana. Revelou-nos também histórias de suas origens e nos mostrou a coleção particular de objetos da cultura africana, o que testemunha seu apego à vasta paisagem local, o sentimento de uma espécie de unidade-diversidade dirigida ao conjunto de produções de seus artistas. Nesta entrevista, pudemos depreender como ela é sensível aos dramas humanos, coletivos ou privados; tivemos, pois, a oportunidade de conhecer uma verdadeira guerreira no sentido mais apropriado da palavra.
Ela é profissional de grande referência em toda a África Austral, tanto em Moçambique quanto na comunidade internacional acerca de assuntos ligados aos Direitos Humanos, ao envelhecimento e à defesa de direitos de gênero. Teresinha dá voz a minorias excluídas e luta pelo respeito ao próximo, sendo reconhecida em vários países pelo seu trabalho. Participou de alguns encontros no Brasil, em congressos oficiais a convite da assessoria da Presidência da República.
Confira a entrevista completa aqui!
Psicóloga Divina
Doutora em Psicologia Clínica
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