O luto pela covid como processo coletivo

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Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

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O luto pela covid como processo coletivo

Em entrevista ao portal Brasil de Fato, Mariana Tavares destaca a importância dos cuidados paliativos e propões uma reflexão sobre a lógica individualista

Por Raíssa Lopes 

Mariana Tavares é psicóloga, especialista em Psicoterapia Contemporânea e em Recursos Humanos em Saúde. Integra o Conselho de Psicologia de Minas Gerais (CRP-MG) e recentemente se especializou em cuidados paliativos pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG).

Escreveu o artigo “Luto complicado e pandemia: possibilidades de intervenções paliativas”, juntamente com Raqueline Assunção, Renato Barreto, e sob orientação de Glaucia Tavares.

O estudo traça reflexões importantes sobre o que a pandemia de covid-19 pode revelar a respeito de como as sociedades ocidentais entendem a saúde e como se relacionam com a morte.

O Brasil é um dos piores países para morrer, porque não se preocupa com a morte

Saindo da noção da saúde mental como um processo inteira e unicamente individual, a especialista chama a atenção para a influência da realidade social na vida dos sujeitos. Em conversa com o Brasil de Fato, também reforça o poder indispensável das políticas públicas para superar coletivamente os traumas expostos e criados pelo coronavírus.

“Não dá pra ignorar, passar por cima. A gente vai precisar de uma política do luto”, diz.

Leia a entrevista:

Brasil de Fato – O que são cuidados paliativos? Por que são importantes e de que forma estão relacionados à pandemia de covid-19?

Mariana Tavares – Os cuidados paliativos representam um campo da saúde ainda não completamente regulamentado. Existem escassos serviços no Brasil e essa concepção é um pouco mais desenvolvida em outros países. A definição de cuidados paliativos é, inclusive, muito recente.

Cuidados paliativos constituem uma assistência feita por uma equipe com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do paciente e da família diante de uma doença ameaçadora à vida. Deseja prevenir e aliviar o sofrimento das pessoas frente a essas doenças.

Não são realizados apenas nos casos em que as pessoas estão perto de morrer, é uma concepção mais ampla. Existem cuidados paliativos com pessoas acamadas, por exemplo, mas também os relacionados à garantia de uma boa qualidade do fim da vida.

A nossa sociedade – inclusive profissionais de saúde – lida muito mal com a morte

Existe uma visão pejorativa dos cuidados paliativos como se fossem bobagem, como se fossem nada… Essa visão preconceituosa é muito prejudicial, porque está dizendo que a qualidade da morte não é relevante. Por isso é importante entender que a qualidade da morte tem a ver com a qualidade da vida.

O Brasil é um dos piores países para morrer, justamente porque tem uma baixa preocupação com a qualidade da morte. Isso tem a ver com a ideia de que a medicina vai apenas salvar vidas, e com a dificuldade de lidar com a morte. A morte é vista como um fracasso. Existe todo um medo, um tabu nas sociedades ocidentais.

E aí vem o pessoal dos cuidados paliativos tentando garantir uma morte, ou um cuidado, não somente centrados na tecnologia, na medicina. O modo de morrer de antigamente, com o doente em casa, cercado pelos familiares, foi migrando para uma morte solitária, dentro de um box de CTI, com a pessoa sozinha e em agonia.

O suporte social comunitário ajuda na prevenção do luto complicado

Então o mundo dos cuidados paliativos vai procurar fornecer assistência psicológica para a família, incentivar as conversas com o “eu te amo”, “eu te perdoo”… É uma visão muito maior do que é enfrentar essa terminalidade. A nossa sociedade lida muito mal com a morte, e os profissionais de saúde lidam muito mal com a morte. A gente é mal formado para pensar sobre.

A covid vem e nos dá um tapa na cara. Evidencia e desnuda tudo. A morte por covid traz todos esses componentes: solidão; despreparo das equipes na lida e no diálogo com a família; ausência desse raciocínio [de que a morte não é um fracasso] nas unidades de saúde e hospitais; sofrimento enorme para os profissionais e familiares.

E agora são justamente os profissionais os intermediários entre família e paciente durante a morte.

Exatamente. A carga sobre eles está enorme, porque são profissionais criados para salvar vidas, nessa suposição de que a morte seria uma derrota, e o tempo todo estão sendo confrontados com essa frustração. Está difícil para o sistema como um todo.

E o luto dentro dessa situação? Porque existe o luto por perder pessoas amadas, mas especialistas também apontam para o luto por perder um emprego, por mudar o modo de agir…

O luto é a perda de um vínculo, não necessariamente a perda de uma pessoa e nem necessariamente por morte. Imagine então a quantidade de luto que está por aí… Pessoas que iam se casar, que perderam emprego, renda, o medo de quem tem que trabalhar de contaminar seus familiares. É uma série de sofrimentos invisíveis.

Ao mesmo tempo, o luto é uma vivência muito individual. Existem teorias mais antigas que tentam dizer que o luto possui um determinado tempo, percorre certas fases. Elas criam quase que uma normativa sobre o luto.

É preciso pensar como promover conforto e sobrevivência para enfermeiras

É o luto sendo um processo do sujeito, e aí o modo como o sujeito o enfrenta seria próprio de cada um, de acordo com cada estrutura de personalidade. O que é possível fazer sobre isso? Quase nada. É mandar para a psicóloga. E eu acho que não, no momento não é o caso de vermos o luto como um processo absolutamente subjetivo.

Existe um conceito de luto complicado, que é quando a pessoa enfrenta mal, não dá conta de retomar a vida, adoece, deprime. Esse luto é comum em mortes violentas, solitárias, injustas, precoces. E a morte pela covid tem várias dessas características – é uma má morte, tem dor, sofrimento, falta de ar, é solitária, sem despedida.

Então nós fomos investigar se existem formas de prevenir o luto complicado, já que o luto é tão singular, tão de cada um… E sim, tem jeito.

Estudamos vários artigos, de países diferentes, e o que encontramos, resumimos em dois pontos: é possível precaver ao melhorar a qualidade da morte e garantir suporte social. E é nesse contexto que os cuidados paliativos são enormemente relevantes.

Como seria isso?

Na melhoria da qualidade da morte entram, por exemplo, os dispositivos eletrônicos. A telemedicina, as videoconferências com os familiares, os grupos com psicólogos focados nas conversas com a família etc.

O trauma causado pela pandemia vai durar muitos anos, mesmo após a vacina

Sobre o suporte social… Uma das coisas que mais alivia a morte nas sociedades são os rituais. Eles existem como uma forma de nos consolar, abrandar a dor, criar um efeito simbólico entre a pessoa amada que partiu e quem fica. Foi outra coisa que a covid cortou, né? Os velórios devem ser rápidos e sem aglomeração até mesmo para aqueles que não morreram pela covid.

Além dessas características de má morte, temos uma situação que o ritual não pode auxiliar. É preciso, então, criar maneiras de suprir essa falta da ritualização tal como a gente conhece.

Tipo criar um ambiente em casa para celebrar e se despedir da pessoa que se foi?

Aí é que está. Não com as pessoas sozinhas, não com ações individuais. É exatamente onde entra um suporte social comunitário, para tirar essa morte da situação de invisibilidade.

Existem projetos da sociedade civil que se atentam a isso, como o @reliquia.rum, da Debora Diniz [antropóloga], o @inumeraveismemorial e o Santinho. Eles visam prover homenagens que apontem a singularidade de quem morreu.

A pandemia da covid nos mostra de cara que não somos tão autossuficientes

Porque é particular, mas também é público. É preciso ressaltar: o luto pela covid não é um processo apenas individual, é um processo coletivo.

Em outros países e em algumas cidades daqui, todo dia é realizado um minuto de silêncio, é tocada uma música, ou passa algo na televisão sobre as pessoas que faleceram. É para dizer que não, essas pessoas não estão despercebidas, e nem sozinhas.

E ações como essa auxiliam na prevenção do luto complicado.

E o luto dos profissionais da saúde? Eles são um caso à parte, pois além de lidarem com o paciente e família, o Brasil é um dos países com o maior número de mortes de profissionais do setor na pandemia. É medo de morrer, de perder os amigos e colegas de trabalho…

O suporte social tem a ver com políticas públicas de enfrentamento para esse sofrimento e para o sofrimento da população no geral.

A respeito das enfermeiras e enfermeiros, é preciso pensar como promover conforto e sobrevivência para esses profissionais. Nem que seja com auxílio financeiro, ou talvez uma aposentadoria mais precoce…

Algo que demonstrasse o valor e o interesse por essas pessoas, ao invés de ficar nessa de tratá-los como heróis, como aqueles que se sacrificam e que morrem pelo outro. Eles são pessoas, que estão trabalhando duramente, com dramas e que não têm garantia. Por exemplo, os filhos dessas mulheres enfermeiras ficam com quem?

O que quero dizer é que em várias áreas haveria formas de pensar políticas públicas: mulheres, crianças, profissionais; pode-se rastrear onde estão os mortos e ver quais assistências específicas o SUS [Sistema Único de Saúde] e o Suas [Sistema Único de Assistência Social] podem fornecer; deve-se refletir o que pode ser feito na educação, na segurança pública.

É necessário questionar como está sendo pensado o conjunto de políticas como suporte para o sofrimento causado pela pandemia. E o trauma vai durar muitos anos ainda, mesmo após a vacina. A gente precisa criar uma política do luto. Não dá para ignorar, para passar por cima.

Como lidar com essa sensação de perda iminente que a pandemia gera?

Não existe uma resposta. Podemos falar do que está acontecendo… Estamos em risco e podemos ver que, enquanto sociedade, já estávamos vivendo um processo negacionista.

A negação é um mecanismo psíquico descrito por Freud. É fingir que não vê. E vemos que essa está sendo uma das formas de lidar com o medo. Só que é um “fingir que não vê” em massa. O comportamento de massa é abrir mão do seu raciocínio e transferir sua capacidade de pensar para um líder. Esse líder, como estudado há muito tempo, manipula por meio dos afetos [da emoção].

Outra forma de lidar é ter comportamento fóbico e obsessivo e se trancar dentro de casa, achar que está infectado o tempo todo, se lavar o tempo todo com álcool.

O que deveria combater isso é informação justa, correta, fidedigna, confiável, que possibilitasse a cada um se posicionar. Sempre que acontece um desastre e morre muita gente de uma vez, o papel dos líderes, dos governantes, é dar a real. É ter ações baseadas na razão. É promover esquemas de compreensão para que a população seja tranquilizada e para que haja uma normativa mais unificada possível. E é exatamente o que não está acontecendo.

Essa é a primeira pandemia do século XX. Até então, éramos uma geração acostumada a ter controle de episódios do tipo, com ferramentas e tecnologias suficientes. Você acha que a covid impacta a nossa geração de uma forma diferente do que as pandemias anteriores impactaram as gerações mais antigas?

Primeiro que é uma pandemia que atingiu todos os continentes e as outras não atingiram. Com a globalização, em poucos dias a pandemia se consolidou e se multiplicou para o mundo inteiro.

E a gente está sustentado numa sociedade tecnológica, científica e narcísica – que crê que dá conta de tudo e que supõe que tem o controle. Uma sociedade que vinha, inclusive, desenvolvendo modos de prolongamento da vida por muito tempo.

Somos uma sociedade com dificuldade de lidar com o sofrimento e com a finitude

É um choque que coloca em questão a onipotência da humanidade, e nos dá essa castração, mostrando que não, não somos os “todos poderosos”. [A covid] nos mostra de cara que não somos tão autossuficientes.

Questiona o estilo de vida capitalista, diz que a gente precisa aprender a lidar com a falta de respostas e ficar mais humilde enquanto espécie. Aprender que nós somos um dos componentes da natureza, e não os donos dela.

Além dos desafios científicos da vacina, da exploração ambiental e natureza, mostra que somos uma sociedade com dificuldade de lidar com a dor, com o sofrimento e com a finitude.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Pessoas idosas em Moçambique: com a palavra, Teresinha da Silva

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Pessoas idosas em Moçambique: com a palavra, Teresinha da Silva

Divina de Fátima dos Santos
Flamínia Manzano Moreira Lodovici

Nesta entrevista em Maputo, Moçambique, Teresinha da Silva reflete sobre a problemática das pessoas idosas naquela região africana, além de relatar sobre sua prática e atuação profissional, ambas ligadas aos Direitos Humanos. Aborda também aspectos de sua vida pessoal, destacando a necessidade de maior respeito não apenas às pessoas idosas, mas entre todos os seres humanos, independentemente de idade, gênero, etnia e religião.

Ter a oportunidade de entrevistar, de viva voz, Teresinha da Silva foi uma grata surpresa, pois embora seja ela uma mulher de grande reconhecimento na área da Gerontologia internacional, e especialmente em Moçambique, recebeu-nos com muita simplicidade, revelando-se acolhedora às nossas perguntas e esbanjando simpatia. Mesmo sendo uma pessoa bastante ocupada e com agenda lotada, acolheu-nos no escritório e depois em casa, mostrando-nos um pouco de sua vida cotidiana, que no presente se volta para preocupações em particular com a da mulher idosa que lhe é próxima, a moçambicana. Revelou-nos também histórias de suas origens e nos mostrou a coleção particular de objetos da cultura africana, o que testemunha seu apego à vasta paisagem local, o sentimento de uma espécie de unidade-diversidade dirigida ao conjunto de produções de seus artistas. Nesta entrevista, pudemos depreender como ela é sensível aos dramas humanos, coletivos ou privados; tivemos, pois, a oportunidade de conhecer uma verdadeira guerreira no sentido mais apropriado da palavra.

Ela é profissional de grande referência em toda a África Austral, tanto em Moçambique quanto na comunidade internacional acerca de assuntos ligados aos Direitos Humanos, ao envelhecimento e à defesa de direitos de gênero. Teresinha dá voz a minorias excluídas e luta pelo respeito ao próximo, sendo reconhecida em vários países pelo seu trabalho. Participou de alguns encontros no Brasil, em congressos oficiais a convite da assessoria da Presidência da República.

 

Confira a entrevista completa aqui!

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Portal entrevista Divina de Fátima dos Santos, que pesquisou a vivência entre diferentes gerações por meio da escrita.

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Portal entrevista Divina de Fátima dos Santos, que pesquisou a vivência entre diferentes gerações por meio da escrita.

Da infância próxima à avó às aulas na escola do SESI (Serviço Social da Indústria) na área de Educação de Jovens e Adultos (EJA), a psicóloga e pedagoga Divina de Fátima dos Santos foi aos poucos traçando seu caminho em direção ao estudo do envelhecimento.

Sua pesquisa de mestrado – intitulada “Relações Intergeracionais: palavras que estimulam” – foi defendida em maio de 2010 e focou o conteúdo de cartas, utilizadas como forma de comunicação entre idosos e crianças. Divina queria saber a forma de interação vivenciada entre eles, para identificar os significados dessa troca.

A metodologia utilizada foi qualitativa, baseada em entrevistas com idosos e nos dados coletados das cartas escritas por estudantes do curso da EJA, com idades variando entre 18 e 72 anos, em fase de alfabetização, e por crianças do ensino regular com idades entre 8 e 10 anos que frequentavam uma das unidades da rede SESI-SP.

Os assuntos abordados nas cartas deram abertura para inúmeras discussões. Para facilitar a compreensão do leitor, Divina as nomeou como: religiosidade, sonhos, as palavras certas, o mundo do trabalho e a aposentadoria, a alteridade, a comunicação pictográfica e por símbolos e a troca de olhares. Segundo ela, todos igualmente envolventes, pois provocaram reflexões tanto por parte das crianças quanto por parte dos idosos.

Ela explicou que a troca de cartas promoveu a interação dos estudantes e favoreceu o processo de mudança de atitudes e de construção de valores éticos importantes na vida escolar, familiar e social tanto dos idosos quanto das crianças participantes.

Para ela, as alterações ocorridas por meio dessas vivências podem propiciar ou facilitar um convívio mais saudável entre diferentes gerações no âmbito da escola e nos mais diferentes espaços sociais da vida cotidiana. Estas constatações indicam a importância de estudos interdisciplinares com foco na questão da intergeracionalidade, comentou.

Pesquisadora muito focada em seus estudos, Divina revela ainda que a passagem pelo mestrado em Gerontologia na PUC-SP modificou completamente sua vida pessoal e trouxe diversos benefícios para o campo profissional. Agora, enfrenta com paixão os desafios de um doutorado em Psicologia Clínica, também na PUC-SP. Divina elogia ainda a orientação da professora doutora Nadia Dumara Ruiz Silveira, com quem pode contar em diversos momentos delicados, fundamental para o reconhecimento de seu trabalho no meio acadêmico e profissional.

Portal: Por que decidiu fazer mestrado em gerontologia?
Foram vários fatores. Na maior parte da minha infância e juventude me relacionei com pessoas idosas e me sentia muito bem. Os idosos me compreendiam mais que as pessoas da minha idade. O fato de trabalhar com EJA – Educação de Jovens e Adultos – no SESI foi outro fator, pois, em minha sala de aula, a maioria dos alunos tinha idade bastante avançada, e eu fiquei intrigada por ver tantos idosos em busca da aprendizagem da escrita. Outra coisa que influenciou foi o fato de meu pai ter tido Alzheimer: eu senti que necessitava saber mais sobre essa última fase da vida.

Portal: Como se decidiu pelo seu tema de pesquisa?
O tema foi sendo construído aos poucos e eu me decidi por ele ao longo do mestrado. Os inúmeros textos lidos ajudaram. Acho que a releitura do livro “O Sorriso Etrusco”, em aula (já tinha lido alguns anos antes), me tocou pelo tema sobre os avós. O principal motivo, no entanto, foi o trabalho de trocas de cartas entre meus alunos idosos da EJA e as crianças da minha escola. A ideia inicial era melhorar a leitura e escrita de todos os alunos, porém a experiência caminhou em outra direção. Os colegas de curso me ajudaram a descobrir que eu tinha o tema da pesquisa em mãos, mas só pude ver isso ao compartilhar reflexões com os colegas da Gerontologia na disciplina de Metodologia. Na época não percebia a importância do meu trabalho, mas só depois, ao ver o resultado alcançado e a ressonância do mesmo entre todos os envolvidos, compreendi e valorizei o estudo.

Portal: Que desdobramentos esta pesquisa teve na prática?
A escola, os professores, pais e alunos foram todos tocados pelos resultados do trabalho. De modo geral o trabalho foi reconhecido tanto na academia quanto em relação à sua importância social e educativa.

Portal: O que o mestrado e a pesquisa contribuíram para a sua vida pessoal e profissional?
Nossa! Não tenho como avaliar o crescimento pessoal, sou outra pessoa. Já quanto ao crescimento profissional, posso garantir que sou muito mais sensível e melhorei muito minha forma de trabalhar em todos os segmentos. Além disso, escrevi artigos com esta temática, fui convidada para debates e congressos. Acho que um mestrado sempre abre novas perspectivas no campo profissional.

Portal: Quais são seus próximos passos na vida acadêmica a partir deste mestrado? E na vida profissional?
Bem, já iniciei meu doutoramento em psicologia clínica e estou adorando. No doutorado farei a continuação do mestrado, porém com uma visão psicológica do encontro de gerações. Como queria continuar meus estudos na PUC, tive que mudar de área, lamento não existir doutorado em Gerontologia na PUC-SP. Sei que tenho ainda muito a aprender, mas na psicologia também estudo o envelhecimento. Eu pretendo dar consultoria na área e também quero voltar a dar aulas. Só está faltando oportunidade.

Portal: O que diria para quem está começando a estudar na área?
Aproveite ao máximo cada aula, leia tudo que puder, seja por indicação de professores ou de colegas, seja por curiosidade própria. Vale a pena! Ao final descobrimos que temos muito a aprender e a estudar.

Maiores informações sobre a pesquisa, contatar a autora pelo e-mail: divina.multiply@gmail.com

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica