Famílias intergeracionais sob o mesmo teto estão sob o olhar analítico dos profissionais de psicologia

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Famílias intergeracionais sob o mesmo teto estão sob o olhar analítico dos profissionais de psicologia

O número de famílias com várias gerações dividindo o mesmo teto tem sido cada vez maior, tornando-se objeto de estudo de um grande número de profissionais da psicologia com  diferentes pesquisas em várias cidades do Brasil.

É cada vez maior o número de pesquisas com a temática da longevidade e do envelhecimento humano nos grandes eventos e congressos em diferentes partes do Brasil. Não foi diferente no XXXIV Congresso Interamericano de Psicologia, que este ano, acorreu entre os dias 15 a 19 de Julho de 2013 na bela cidade de Brasília. O evento teve a participação de pesquisadores de vários países da América Latina, da Europa, dos Estados Unidos, do Canadá e até mesmo da Rússia, o que favoreceu o intercâmbio de pesquisadores e assuntos. O evento contou com inúmeros simpósios, mesas redondas, pôsteres, conferências, atividades culturais, premiações e visitas a diferentes entidades de Brasília e de seu entorno. Com uma programação intensa e diversificada, foi bem difícil escolher o que ver.

A psicologia possui grandes áreas de estudo e pesquisa e, em encontros como este, pode-se ampliar o conhecimento nos mais variados temas desta ciência. Os estudos sobre as questões do envelhecimento humano que até recentemente eram bastante tímidos nesses eventos, vêm conquistando maior espaço a cada ano.

Ceneide Cerveny, Rosa Macedo e Divina

A psicogerontologia é uma área relativamente nova entre os psicólogos e há muito a crescer. Para isto, é necessário conquistar mais interessados em pesquisar sobre a velhice, o envelhecimento e seus impactos psicológicos e sociais, uma vez que a longevidade é crescente em nosso país, fruto das conquistas sociais e da melhoria da qualidade de vida entre os brasileiros. O número de famílias com várias gerações dividindo o mesmo teto, coisa não muito comum anos atrás tem sido cada vez maior. Neste congresso conhecemos um grande número de profissionais da psicologia preocupados com essa temática e que vem elaborando diferentes pesquisas em várias cidades do Brasil. Destacamos alguns destes estudos a seguir, os quais tiveram seu registro fotográfico:  da esquerda para a direita, Divina de Fátima dos Santos, Denise Maciel Lobão, Cristina Maria de Souza Brito Dias e Natália Ramos.

A Dra. Denise Maciel Lobão apresentou um estudo intitulado “aprendizagem intergeracional entre idosos e acadêmicos”, no qual relatou sobre o grande entusiasmo de estudantes de psicologia ao trabalharem com idosos e sobre a superação de preconceitos de parte a parte, uma vez que, segundo ela, no início, os jovens universitários tinham resistência e receio em trabalhar com esse público; no entanto com essa iniciativa, estudantes e idosos cresceram juntos e até passaram a fazer novos projetos de integração social. A Dra. Denise é professora de psicologia do desenvolvimento na Universidade Federal do Rio Grande (RS). Ela pesquisa e orienta seus alunos na temática do envelhecimento.

O mesmo ocorreu com a Professora da Universidade Católica de Pernambuco, Dra. Cristina Maria de Souza Brito Dias, que apresentou duas pesquisas desenvolvidas por seus alunos. Na primeira, intitulada “Saúde e qualidade de vida: concepção do idoso mais velho”, os estudantes entrevistaram pessoas acima dos 80 anos com o objetivo de verificar como estes compreendiam o próprio conceito de velhice e como avaliavam sua saúde. A segunda, intitulada “Apoio social e saúde na perspectiva do indivíduo idoso”, foi realizada por meio da análise de como os idosos se apoiam e se veem amparados socialmente; neste caso a pesquisadora apontou que as redes de apoio mais citadas foram as amizades, os familiares e os amigos, que são os grandes fatores responsáveis para um bom envelhecer. A Dra. Cristina apresentou ainda um estudo de sua autoria, sobre uma proposta de intervenção psicoeducativa com avós que criam seus netos e a relação de ansiedade e depressão entre eles, apontando pontos positivos e negativos desta relação.

A Professora Micheli C. Favaretto da Universidade de Cuiabá (MT), apresentou um estudo desenvolvido por seus alunos no CRAS – Boa Esperança de Cuiabá cujo objetivo foi trabalhar a auto estima de um grupo da terceira idade com diferentes atividades; ela relatou sobre a significativa melhora psicológica e de qualidade da saúde de seus frequentadores idosos e do quanto os alunos vem se motivando em trabalhar com este seguimento da população.

Já a doutoranda em psicologia da Pontifícia Universidade de São Paulo, Divina de Fátima dos Santos (foto), apresentou uma pesquisa realizada com idosos acima dos 70 anos, em diferentes cidades do Estado de São Paulo, na qual investigou sobre a imagem social e a identidade na velhice na atualidade. O título foi “Essa imagem refletida no espelho não é minha”. Essa pesquisa comporá um livro (Manual da Longevidade) em fase de elaboração e coordenado pela pesquisadora e professora da PUC-SP Dra. Ceneide Cerveny que contará com vários colaboradores e pesquisadores que abordarão a temática do envelhecimento humano.

A pesquisadora portuguesa Dra. Natália Ramos, da Universidade Aberta de Lisboa, apresentou um importante estudo intitulado “Relações intergeracionais e envelhecimento: solidariedade e desafios contemporâneos”. Ela, e seus colegas pesquisadores portugueses, escreveram um livro intitulado “A voz dos Avós: Migração, Memória e Patrimônio Cultural” (Cidade de Coimbra, 2012) e, muito gentilmente, convidou pesquisadores brasileiros participar do próximo encontro que ocorrerá em Portugal sobre a temática “A voz dos avós”.  Com esse mesma tema, tivemos a apresentação do trabalho intitulado “As avós entre o real e o ideal, na perspectiva transgeracional” que foi apresentado pelos pesquisadores Prof. Paulo Almeida da Universidade Estadual do Ceará, Profa. Julia Bucher-Maluschke da PUC de Brasília e Profa. Juliana Araújo da Universidade de Fortaleza (CE).

Em um congresso com tantos temas igualmente interessantes e pesquisadores de diferentes lugares, foi bem gratificante conhecer um pouco do que vem sendo estudado por nossos colegas e nos alegra saber que é crescente o número de estudantes que estão se interessando pelas questões do envelhecimento, até porque, trata-se de uma importante fase da vida a qual devemos garantir um lugar de destaque não apenas na sociedade como nos meios acadêmicos. Portanto, muitas outras pesquisas necessitam ser realizadas nesta área, por se tratar de uma fase da vida de grande relevância para a psicologia contemporânea.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

III Encontro de Gerações – Caraguatatuba

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

III Encontro de Gerações - Caraguatatuba

Os participantes trocaram cartas ao longo do ano de 2012 e no final do período letivo tivemos o encontro entre seus membros. Esse dia foi muito esperado por ambos, pois foi o momento de conhecer pessoalmente seu correspondente após várias trocas mensais de cartas entre eles. 

No último dia 30 de novembro de 2012, ocorreu mais um encontro entre os idosos do CREMI – Centro de Referência da Melhor Idade e as crianças do ensino fundamental de escolas municipais da cidade de Caraguatatuba, situada no Litoral Norte de São Paulo. Eles participaram do projeto “Encontros de Gerações” que já está no seu terceiro ano de realização e que tem se tornado muito bem sucedido na região.

Os participantes deste projeto trocaram cartas ao longo do ano de 2012 e no final do período letivo tivemos o encontro entre seus membros. Esse dia foi muito esperado por ambos, pois foi o momento de conhecer pessoalmente seu correspondente após várias trocas mensais de cartas entre eles. Vale lembrar que esse trabalho conta com o apoio de muitas pessoas entre professores, estudantes e familiares tanto das crianças quanto dos idosos, além da Secretaria da Educação, da Secretaria da Pessoa com Deficiência e do Idoso e do Conselho do Idoso do município de Caraguatatuba-SP e, faz parte de uma pesquisa de Doutorado em Psicologia coordenado pela pesquisadora Divina de Fátima dos Santos na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

 

O dia do encontro foi cercado de muitas emoções de parte a parte. Também é crescente o desejo dos correspondentes de continuarem participando do projeto e assim ganharem novos amigos por meio da escrita de cartas. Notamos que essa troca de correspondência vem fortalecendo os laços não apenas entre os interlocutores, mas também entre seus familiares que sistematicamente solicitam a continuidade do trabalho entre estes dois segmentos da sociedade.

O número de interessados em participar do projeto vem aumentando a cada ano e, assim, pode-se dizer que o mesmo vem ganhando forças para tornar-se parte do projeto pedagógico das escolas envolvidas, o que já vem sendo estudado pelos seus gestores locais. Dessa forma podemos dizer que todos saíram ganhando com o processo, uma vez que ficou patente a grande alegria e satisfação dos participantes.

Com o aumento da longevidade humana e a crescente complexidade da vida moderna que muitas vezes dificultam o convívio pleno entre pessoas de diferentes idades, o estímulo de trabalhos que promovam o encontro de gerações vem ganhando força em diferentes partes do país e, no caso do projeto de troca de cartas que vem sendo realizado no município de Caraguatatuba, tem se mostrado muito eficiente para promover o encontro não apenas entre crianças e idosos, mas também entre seus idealizadores e os gestores locais.

A ideia é unir para ampliar o diálogo, a tolerância, o respeito e promover uma sociedade harmoniosa para todas as idades.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Objeto de pesquisa de mestrado é destaque na coluna de Lucila Cano

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Objeto de pesquisa de mestrado é destaque na coluna de Lucila Cano

A colunista abordou o tema do trabalho derivado da pesquisa de mestrado que fora produzido pela Doutora Divina. Reproduzimos a matéria abaixo.

Original:

https://educacao.uol.com.br/colunas/lucila-cano/2012/08/17/palavras-que-estimulam.htm

PALAVRAS QUE ESTIMULAM

Por Lucila Cano
17 de agosto de 2012

Crianças e idosos estão nos extremos da vida. São os mais necessitados de atenção, afeto e compreensão. São os mais vulneráveis ao cotidiano desrespeitoso dos tempos atuais.

Crianças e idosos são um desafio e uma oportunidade para reaprendermos a viver em harmonia. Eles são os protagonistas do projeto Encontro de Gerações, de Divina de Fátima dos Santos, psicóloga e mestre em Gerontologia pela PUC-SP.

O projeto se sustenta na troca de correspondências entre crianças e idosos e na mudança de atitudes e de construção de valores que decorrem dessa interação.

Realizado em Caraguatatuba (SP) ao longo de 2011, o Encontro de Gerações foi premiado na II Mostra Estadual de Práticas Inovadoras em Psicologia, promovida pelo Conselho Regional de Psicologia de São Paulo em dezembro passado.

Experiência e mais prêmios

A proposta de aproximar crianças e idosos surgiu quando Divina atuava na área de Educação de Jovens e Adultos (EJA) em escola do SESI-SP. Na época, ela já se dedicava ao estudo do envelhecimento. Sua pesquisa de mestrado na PUC-SP – “Relações Intergeracionais: palavras que estimulam” – se pautava pelo uso de cartas como forma de comunicação entre crianças e idosos.

A pesquisa foi conduzida por meio de entrevistas com idosos, conteúdos de cartas escritas por estudantes do curso de EJA em fase de alfabetização, com idades entre 18 anos e 72 anos, e crianças do ensino regular de uma das unidades do SESI-SP, na faixa dos 8 anos aos 10 anos.

Havia uma preocupação inicial de melhorar a leitura e a escrita dos alunos, mas alguns fatores contribuíram para ampliar o âmbito do trabalho. Além de aspectos emocionais, relacionados à sua vida pessoal, Divina queria saber por que tantos idosos das aulas de EJA queriam aprender a escrever. Ela também queria entender a forma de interação entre as crianças e os idosos, para poder identificar os significados dessa troca.

Alguns dos temas abordados foram religiosidade, sonhos, palavras certas, o mundo do trabalho e a aposentadoria, a comunicação pictográfica e por símbolos, a troca de olhares. Eles renderam discussões e reflexões. A troca de cartas beneficiou a interação, a mudança de atitudes e a construção de valores éticos para a vida escolar, familiar e social de ambas as partes, crianças e idosos.

Com essa pesquisa, que antecedeu o Encontro de Gerações, Divina obteve o seu diploma de mestrado e conquistou o primeiro lugar em dois eventos de Gerontologia, um no Chile e outro em São Paulo.

Próximos passos

Uma etapa significativa do Encontro de Gerações ocorreu em 2 de dezembro de 2011. Após quase um ano de troca de cartas, idosos e crianças se conheceram pessoalmente. De um lado, eram 54 frequentadores do Centro de Convivência da Melhor Idade (Cremi), onde Divina atua como voluntária, e de outro, 51 alunos da Escola Municipal Professora Aída A. C. Grazioli.

Segundo a pesquisadora, “a correspondência serve para que tanto idosos quanto crianças se expressem, falem de suas vidas, expectativas, dificuldades. Um aspecto positivo é o quanto os idosos se sentem valorizados, porque percebem que a sua experiência é significativa na relação com as crianças. Mães de crianças que participaram do projeto relataram melhoras no relacionamento familiar e até no processo pedagógico, porque muitas delas superaram dificuldades com a escrita”.

Para a tese de doutorado em Psicologia Clínica, também pela PUC-SP, Divina segue trabalhando no projeto, em Caraguatatuba. Além da Escola Aída A. C. Grazioli, conta com os alunos do 4º ano da Escola Municipal Prof. João Batista Gardelin. Ao todo, participam da troca de cartas 60 idosos e 60 crianças do ensino fundamental de ambas as escolas.

Nas palavras de sua idealizadora, “o Encontro de Gerações estimula o convívio respeitoso de parte a parte. Além das mudanças de comportamento no convívio social, familiar e escolar, essa interação favorece a prática de valores, como a tolerância e o respeito, entre pessoas de idades e classes sociais distintas”.

———-

* Homenagem a Engel Paschoal (7/11/1945 a 31/3/2010), jornalista e escritor, criador desta coluna.

 

———-
Lucila Cano é jornalista especializada em projetos editoriais, consultoria
empresarial e produção de textos sobre Responsabilidade Social e Ética (a coluna).

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

II Mostra Estadual destaca trabalhos inovadores em Psicologia no estado de SP

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

II Mostra Estadual destaca trabalhos inovadores em Psicologia no estado de SP

Mais de 90 trabalhos inscritos, sendo que 50 deles estão em atividade. Esse foi o número de iniciativas que integraram a II Mostra Estadual de Práticas Inovadoras em Psicologia: Intersetorialidade, Defesa e Promoção dos Direitos Humanos / Prêmio Madre Cristina, que aconteceu em 2 e 3 de dezembro, em São Paulo. Trabalhos desenvolvidos em hospitais, penitenciárias, clínicas, associações de bairro, escolas e também de estudantes em estágio integraram as iniciativas inscritas. “Tudo isso nos faz crer que uma nova forma de se fazer Psicologia está em curso”, afirmou Luis Fernando de Oliveira Saraiva, Conselheiro do CRP SP na abertura do evento.

Abertura

Cerca de 200 pessoas estiveram presentes. Na abertura, a Conselheira do CFP Marilene Proença destacou as inúmeras possibilidades que a Psicologia tem de se inserir no contexto social, através de ideias e ações inovadoras; além da importância da Madre Cristina para a Psicologia. “Ela é símbolo dessa luta em São Paulo, principalmente nos anos de chumbo da ditadura militar”, afirmou. Nascida em Jaboticabal (interior paulista) em 1916, Madre Cristina, que se formou em Psicologia, foi uma fervorosa defensora dos direitos sociais e humanos, que fez história ao defender seus ideais de um mundo justo e igualitário. O Prêmio Madre Cristina integrou a II Mostra e foi entregue aos melhores trabalhos.

A Conselheira Presidente do CRP SP, Carla Biancha Angelucci afirmou que a opção do CRP SP foi por organizar uma mostra que tivesse um caráter integrador, com espaço para o diálogo e o compartilhar, de forma a perceber diferenças e construir novos apontamentos. “É importante que sejamos provocadas por áreas e experiências que não conhecemos. Para avançar e reconhecer identidades é que decidimos por uma mostra intersetorial. Precisamos compreender como se efetiva os direitos humanos no cotidiano”, defendeu. Biancha completou dizendo que nesse momento isso se faz ainda mais necessário, diante da divulgação das violações aos direitos humanos detectadas no relatório da 4ª Inspeção Nacional.
Ainda na abertura, o filósofo, arquiteto, professor e escritor Luiz Fuganti destacou que a Psicologia ultrapassa a clínica, os consultórios. “A área tem um papel a cumprir em diferentes âmbitos da sociedade: família, escola, justiça. Para detectar e verificar o que não vai bem na sociedade”, acredita.

O sábado, dia 3, foi reservado para o compartilhamento de ideias e iniciativas em Rodas de Conversa que trataram de temas que permearam os trabalhos inscritos como preconceito, violência no Estado, clínica nos dias de hoje e a institucionalização da vida. A Mostra finalizou com o Prêmio Madre Cristina oferecido aos dez trabalhos que se destacaram na atividade.

Doutoranda em pós de psicologia clínica é premiada

O projeto A escrita terapêutica nos encontros integeracionais, pesquisa de doutorado desenvolvida pela pós-graduanda Divina de Fátima dos Santos (Pós em Psicologia Clínica), vence o Prêmio Madre Cristina, do Conselho Regional de Psicologia-SP. Dos 90 trabalhos inscritos na 2ª Mostra Estadual de Práticas Inovadoras em Psicologia, realizada dias 2 e 3/12, em São Paulo, o projeto da doutoranda da PUC-SP ficou entre os 10 selecionados para receber o Prêmio Madre Cristina. O estudo de Divina (à esq., na foto) foi realizado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Aida de Almeida Castro Grazioli e no Centro de Referência da Melhor Idade (Cremi), ambos em Caraguatatuba (173 Km da capital).

A Escrita terapêutica nos encontros intergeracionais é parte de um trabalho desenvolvido no Projeto: Encontro de Gerações – Oficina da Escrita = Cartas e, faz parte da pesquisa de Doutorado da Divina de Fátima dos Santos, sob orientação da Profa. Dra. Ceneide Cerveny da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP

Premiados

Confira abaixo os premiados (as):

Titulo: GESTÃO DE RISCOS NO TRANSPORTES: NOVAS PERSPECTIVAS E DESAFIOS PARA A PSICOLOGIA Autor: VANESSA PEREIRA CANDIDO
Co-autores: LARISSA SILVA, ANA PEREIRA, NATALIA APARECIDA RAMOS GALVÃO, FABIANA CAMPOS.
Local: TEVAP – TERMINAL DE CARGA E DESCARGA DE COMBUSTÍVEIS DO VALE DO PARAÍBA, SÃO JOSÉ DOS CAMPOS. EMPRESA TARGET.

Titulo: MEMÓRIAS DO BAIRRO MONTE SERRAT: ENTRE A PSICOLOGIA E A ARTE Autor: VINICIUS CLEMENTE DIAS
Co-autores: EMÍLIO NOLASCO DE CARVALHO, GABRIEL TEIXEIRA DE MEDEIROS, RAYSSA YUSSIF ABOU NASSIF, RUBENS BIAS PINTO
Local: BAIRO DO MONTE SERRAT, LOCALIZADO NA REGIÃO CENTRAL DE SANTOS/SP

Titulo: PROJETO DE REGISTRO HISTÓRICO AUDIOVISUAL DAS ATIVIDADES DO CRAS Autor: PAULO ROBERTO SILVEIRA BUENO FILHO
Co-autores: NOVO MUNDO FILMES; PROFISSIONAIS/ESTAGIÁRIOS DO CRAS; PARTICIPANTES PROJETOS.
Local: CENTRO DE REFERÊNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL (CRAS) “IRMÃ BEATRIZ HELENA DE BARROS LEITE”; RUA CRISTÓVÃO COLOMBO, 265; CEP 16400775; TEL. (14) 35235483; LINS/SP.

Titulo: A SAÚDE DO TRABALHADOR NO ÂMBITO DA ECONOMIA SOLIDÁRIA: POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA EM UMA ASSOCIAÇÃO DE CATADORES Autor: KARINA SOARES SANTOS
Co-autores: BRUNA RAFAEL FRANSATTO, MÁRCIA CRISTINA LOURO FARES, NEY PAIXÃO, LEANDRO TEIXEIRA MENDES
Local: ASSOCIAÇÃO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DO MUNICÍPIO DE DIADEMA

Titulo: CAPS NA RUA – ENCONTROS MARCADOS PELA DIFERENÇA! Autor: ANDRÉA CARLA DE SOUZA ATILANO
Co-autores: N/T
Local: GUARULHOS

Titulo: OFICINA BONECA FLOR – INTERVENÇÃO E PREVENÇÃO À SAÚDE MENTAL DA GESTANTE Autor: MICHELE CARMONA ACHING
Co-autores: TEREZA MARQUES DE OLIVEIRA TANIA MARA MARQUES GRANATO
Local: ONG HABITARE EM PARCERIA COM O ALOJAMENTO SOCIAL DO AMPARO MATERNAL

Titulo: ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA NO CENTRO HOSPITALAR DO SISTEMA PENITENCIÁRIO Autor: TERESA LEOPOLDO E SILVA DE OLIVEIRA
Co-autores: SANDRA REGINA DE OLIVEIRA RODRIGUES DOS REIS FABIANE MATIAS SCHWENKOW MARIA DAS GRAÇAS SATURNINO DE LIMA WILZE LARA BRUSCATO
Local: CENTRO HOSPITALAR DO SISTEMA PENITENCIARIO – SÃO PAULO

Titulo: GRUPOS DE SALA DE ESPERA NO AMBIENTE DE UM FÓRUM Autor: MARIA COSTANTINI
Co-autores: CLAUDIA GUZZARDI ALTIERI e TANIA ALDRIGHI
Local: FÓRUM DAS VARAS ESPECIAIS DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DA CAPITAL – TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO

Titulo: PLANTÃO PSICOLÓGICO NA DELEGACIA DA MULHER: UM LUGAR DE EMPODERAMENTO Autor: ROBERTO EVANGELISTA
Co-autores: MICHELLE GOLDICH RENATA GALVÃO MAURANO JANAINA SA LIMA JULIANA FRANCISCO DO AMARAL MARILIA MORAIS ROSON DANIEL FERRO CARAPETO
Local: DELEGACIA DE DEFESA DA MULHER

Titulo: A ESCRITA TERAPÊUTICA NOS ENCONTROS INTEGERACIONAIS Autor: DIVINA DE FATIMA DOS SANTOS
Co-autores: CENEIDE MARIA DE OLIVEIRA CERVENY
Local: ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSORA AIDA DE ALMEIDA CASTRO GRAZIOLI E, CREMI – CENTRO DE REFERENCIA DA MELHOR IDADE, AMBOS LOCALIZADOS NA CIDADE DE CARAGUATATUBA – LITORAL NORTE DE SÃO PAULO

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

II Encontro de Gerações Caraguatatuba

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

II Encontro de Gerações Caraguatatuba

A manhã de sexta-feira do dia 2 de Dezembro de 2011 prometia. Todos os presentes estavam muito ansiosos pela expectativa de finalmente conhecerem a pessoa com a qual trocaram correspondências (cartas). Afinal, ao longo do ano, ao escrever ou ler cada nova correspondência, novas emoções, desabafos, sorrisos, alegrias, desilusões e encantamentos, entre tantas outras emoções, apareciam. Assim o ano passou e o apego pelo correspondente foi sendo vagarosamente construído. Ao longo do ano, acompanhamos várias falas como:

“Hoje minha cabeça está ‘fervendo’, mas preciso me acalmar para escrever para a minha ‘netinha’. Preciso da sua ajuda”.
Palavras de uma senhora do CREMI, momento antes de sentar-se e responder a carta da sua interlocutora.

“Eu tô adorando receber a carta deste menino, acho que ele já é um homenzinho, ele me dá dicas [descreve] de como ele é, então, acho que deve ser um garoto bem forte”
Palavras de outro idoso ao ler uma das cartas recebidas por ele ao longo do ano.

“Você sabe quem é o vovô que me escreveu neste ano?”, perguntou curioso um garotinho assim que desceu do ônibus na chegada ao local de encontro.

São exemplos de fala de alguns participantes. O trabalho da escrita de cartas vem conquistando novas adesões a cada nova correspondência recebida pelos participantes.
Assim, o dia do encontro foi muito aguardado, por todos, gestores e profissionais tanto da Escola Municipal Profa. Aida de Almeida Castro Grazioli quanto do CREMI, mas principalmente entre idosos e crianças.

JOGOS DE ADIVINHAÇÃO

As cadeiras do salão foram organizadas de modo que, os presentes pudessem se olhar e tentar se descobrir a partir de alguns comandos dados pela coordenadora do projeto que sugeriam coisas que pudessem estar escritas nas cartas. Assim, todos foram convidados a se olhar e procurar pelo correspondente. Então lançaram-se frases como: “Quem nasceu na cidade de Caraguatatuba?”, “Quem é de outro estado?”, “Quem correspondeu-se com um menino?”, “Quem correspondeu-se com uma menina?”, “Quem está no projeto pelo segundo ano?”, etc.

Assim criou-se um clima de detetive e de atenção, pois foi necessário pensar nas informações reveladas nas cartas de seus interlocutores e deter-se em alguns detalhes. Na troca de olhares alguns se descobriram e emocionaram-se. Na medida em que a manhã foi passando e os correspondentes revelados, notou-se forte emoção de parte a parte.

Uma das participantes disse: “Eu queria tanto falar um montão de coisas a minha menina, mas na hora só consegui abraçá-la. Eu fiquei muda e meu corpo tremia tanto! Não sei o que me aconteceu. Assim que a vi [a menina] tinha certeza de que era ela a minha correspondente.”

Outro idoso afirmou: “Eu sabia que era ele! Desde que ele chegou aqui!”

Descontração e Música

O encontro ainda contou com momentos de descontração proporcionados pelo Sr. Luiz, de 92 anos, que também participa do projeto desde 2010 e que com sua gaita alegrou a garotada com diferentes músicas, enquanto as crianças esperavam a vez de entrar no ônibus para voltar para a escola ou até, aproveitavam para dançar ao som da gaita. Ele foi muito aplaudido, ao mesmo tempo em que teve de responder sobre curiosidades quanto ao instrumento, desconhecido pela maioria.

Outras Mídias

O Conselho Regional de Psicologia também repercutiu o encontro por meio de seu portal na internet, destacando a reação entre crianças e idosos, além de perfilar a realizadora do projeto. A matéria pode ser acessada aqui:

Apoio

Este trabalho só aconteceu porque existiram várias parcerias, envolvendo muitas pessoas e exigindo muita organização e logística. Assim é fundamental citar alguns nomes que acreditaram na proposta desde o início: Marta Borges, Coordenadora do CREMI, e toda sua equipe de profissionais de diferentes setores; as professoras que trabalharam diretamente com as crianças na elaboração das cartas, Eliana Aparecida Oliveira, Tânia C. Espírito Santo e Katia Aparecida Viana, assim como a coordenadora pedagógica Renata das Neves Silva e a gestora escolar Silvia C. S. Eimert e sua vice Sra. Cassiana S. Welester, além de inúmeras outras pessoas que direta ou indiretamente participaram em diferentes momentos do processo no momento da elaboração das respostas e do envio das cartas aos correspondentes.

O projeto conta ainda com o apoio da secretária municipal da educação Sra. Rute M. Pozzi Casati, do secretário municipal de Assistência Social Sr. Antônio Cornélio de Morais Filho e da presidente do Conselho do Idoso Sra. Cida Waack, todos da cidade de Caraguatatuba, além das famílias dos idosos e das crianças.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Semana do Idoso em Caraguatatuba 2011: Envelhecer é viver

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Semana do Idoso em Caraguatatuba 2011: Envelhecer é viver

Caraguatatuba promove evento com objetivo de eliminar a invisibilidade da pessoa que envelhece. Aliás, essa é a maior queixa de grande parte dos idosos do litoral Norte de São Paulo.

A cidade de Caraguatatuba no litoral Norte de São Paulo vem se destacando na região e se tornando exemplo a ser seguido pelas cidades vizinhas no que se refere ao tratamento dado a pessoa idosa. Neste ano de 2011, com apoio de várias entidades, tivemos uma intensa agenda dedicada aos eventos comemorativos para a semana do idoso. Dessa forma, as autoridades locais, organizadores e parceiros ampliaram o calendário do município destinado ao tema.

O objetivo do evento foi chamar a atenção da população local no sentido de eliminar a invisibilidade da pessoa que envelhece. Aliás, essa é a maior queixa de grande parte dos idosos. Eles afirmam que, conforme vão envelhecendo vão sendo esquecidos e ignorados por boa parte da sociedade e, muitas vezes, inclusive, pelos próprios familiares. A prefeitura da cidade, por meio das suas secretarias da Educação, da Saúde, dos Esportes, da Assistência Social e do Turismo, entre outras secretarias, promoveu uma grande mobilização na cidade, para quebrar essa “invisibilidade” e despertar nas pessoas a sensibilidade para entender que envelhecer faz parte do processo humano: estamos todos envelhecendo e, certamente, seremos velhos algum dia, basta deixar o tempo passar. Assim sendo, se desejamos ser respeitados nas nossas velhices, devemos já educar e conscientizar as pessoas sobre o assunto.

Início das atividades

Os eventos comemorativos da semana da pessoa idosa tiveram início no dia 17/09/2011 no Centro Esportivo da cidade, com uma grande festa, pois nesse dia, além da abertura oficial, ocorreram várias atividades esportivas. Um dos objetivos foi a realização da eliminatória de diferentes modalidades esportivas, cujas competições integram os jogos do JOREMI – Jogos Regionais Municipais do Idoso – que se estenderam até o final do dia 18/09/2011. Dessa forma, com a realização das competições, definiram-se os representantes da cidade de Caraguatatuba no JORI – Jogos Regionais do Idoso.

Segundo os organizadores, a proposta de realizar os jogos juntamente com a comemoração da semana do idoso, visava sensibilizar as pessoas sobre a necessidade de praticarem algum esporte, de manterem-se ativos e, dessa forma, prevenirem doenças e promover uma melhor qualidade de vida como um todo, assim estimulando as pessoas de todas as idades participantes desse evento a iniciarem alguma modalidade esportiva que melhor se adequasse ao estilo de vida de cada um, não necessariamente visando uma competição.

O terceiro dia de atividades ocorreu no CREMI – Centro de Referência da Melhor Idade – sob a coordenação de Marta Borges que contou com toda a sua equipe de profissionais e vários voluntários. Com uma equipe bastante dedicada à causa do idoso, todos foram sensíveis de modo a preparar inúmeras atividades para seus frequentadores, bem como para seus familiares. Todos foram convidados a participar de vivências estimuladoras que incluíram atividades recreativas, ginásticas e produções manuais com o objetivo de elevar a autoestima dos idosos, e assim torná-los mais participativos tantos em seus lares como na sociedade. Estas atividades provocaram momentos de autorreflexão e estimularam a ação e a participação social de forma mais relevante em suas vidas.

Mas não foi só isso, nesse dia, o CREMI recebeu a visita das crianças da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) da cidade, que fizeram várias apresentações de dança e música para os presentes. As apresentações foram de tal sensibilidade e delicadeza que provocaram grandes emoções aos presentes. Alguns idosos chegaram a falar que ao assistir as apresentações das crianças ficaram mais fortalecidos e com mais vontade de conquistar desejos adormecidos, inclusive voltando a sonhar. “Nada é impossível!” disse Sr. Francisco (78 anos) após ver a apresentação das crianças.

Com o apoio da Secretaria do Esporte, os moradores dos bairros mais afastados do centro da cidade, como as regiões sul (Bairro Travessão) e norte (Bairro Massaguaçu), também vivenciaram diferentes atividades recreativas e esportivas. Os idosos puderam participar de todos os eventos com seus familiares e amigos, neste caso, o objetivo foi envolver a família de forma a estimular e aproximar pessoas de diferentes idades e interesses. Para que todos pudessem participar, professores e organizadores realizaram atividades variadas e interativas.

Uma lembrança àqueles comumente esquecidos

Uma das queixas pontuadas por vários idosos membros do Conselho dos Idosos, como a sua atual presidente, a Sra. Cida Waak, foi em relação aos idosos das casas asilares que normalmente são esquecidos tanto pela sociedade quanto por muito de seus próprios familiares. Segundo sua fala, a semana do idoso deveria também contemplar o despertar para a consciência das pessoas nestas condições.

Para contemplar essa necessidade, os organizadores do evento programaram uma tarde de visita ao Lar Pró Mais Vida e ao Lar Vila Vicentina. Sob o comando das professoras de Dança Sênior, Maria José, e de Ginástica, Amanda Marques, com a participação de muitos idosos frequentadores do CREMI e a colaboração dos responsáveis dos locais foi promovida uma tarde de atividades diferenciadas como músicas e brincadeiras envolvendo e incluindo os residentes destas instituições, o que tornou a tarde mais agradável e descontraída. A visita foi aprovada pela maioria dos internos presentes, já que alguns deles informaram que raramente recebem visitas de familiares e que o encontro trouxe um pouco de alegria aos residentes. Alguns se emocionaram e solicitaram a nós que o encontro da tarde se repita em outras oportunidades. “Você precisa vir aqui nos visitar mais vezes para conversar mais com a gente” disse um senhor, que vive ali a apenas seis meses, à psicóloga Divina dos Santos e, muito emocionado apertou com bastante força a sua mão no momento de se despedir, num gesto claro de agradecimento. O CCTI – Centro de Convivência da Terceira Idade reservou o dia de sábado (24/09/2011) para desenvolver suas atividades para com os idosos, seus familiares e toda a comunidade local. Nesse dia, a ordem foi se descontrair, relaxar e melhorar as relações sociais e a qualidade de vida com atividades que favoreçam as novas relações.

No dia 27/09/2011, a festa foi na Praça Candido Mota e contou com a participação de todos os idosos, familiares, convidados e pessoas que passavam pela praça. A Universidade Aberta da Terceira Idade do Centro Universitário Módulo marcou presença com uma exposição de quadros e a performance do coral com seus alunos para os presentes.

A proposta visava chamar a atenção dos populares e moradores locais convidando-os a participarem do evento para fazê-los compreender que independentemente da idade das pessoas, o mais importante é a sua vivacidade, os seus desejos e os seus sonhos. Sim! Os idosos também sonham. Assim sendo, o objetivo era que os participantes desse evento, que tivessem em seu meio uma pessoa idosa, como avô, avó, bisavô, bisavó ou vizinho, passassem a olhar com um olhar mais respeitoso para essa pessoa. Afinal, o desejo dos “envelhecentes” é poder viver com dignidade, independentemente da idade e da classe social. Assim, todos ali presentes puderam participar de jogos, brincadeiras, palestras informativas e inúmeras outras atividades apresentadas na praça, tomando consciência de seus papeis no mundo atual.

Após esta intensa programação, a finalização das atividades foi no dia internacional da pessoa idosa (01/10/2011) com um grande baile promovido pela Associação dos Aposentados da cidade em grande estilo, agitando toda a comunidade.

A proposta visava chamar a atenção dos populares e moradores locais convidando-os a participarem do evento para fazê-los compreender que independentemente da idade das pessoas, o mais importante é a sua vivacidade, os seus desejos e os seus sonhos. Sim! Os idosos também sonham. Assim sendo, o objetivo era que os participantes desse evento, que tivessem em seu meio uma pessoa idosa, como avô, avó, bisavô, bisavó ou vizinho, passassem a olhar com um olhar mais respeitoso para essa pessoa. Afinal, o desejo dos “envelhecentes” é poder viver com dignidade, independentemente da idade e da classe social. Assim, todos ali presentes puderam participar de jogos, brincadeiras, palestras informativas e inúmeras outras atividades apresentadas na praça, tomando consciência de seus papeis no mundo atual.

Após esta intensa programação, a finalização das atividades foi no dia internacional da pessoa idosa (01/10/2011) com um grande baile promovido pela Associação dos Aposentados da cidade em grande estilo, agitando toda a comunidade.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

A escrita como possibilidade coeducativa: aproximando gerações

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

A escrita como possibilidade coeducativa: aproximando gerações

DIVINA F. SANTOS
NADIA D. R. SILVEIRA

Re s u m o

Este artigo é resultado de um estudo sobre o conteúdo de cartas, utilizadas como forma de comunicação entre idosos e crianças, com o objetivo de verificar o modo de interação vivenciado entre eles e identificar os significados desta vivência intergeracional. Trata-se de uma pesquisa qualitativa baseada nos dados coletados das cartas escritas nos anos de 2008 e 2009, por estudantes do curso da Educação de Jovens e Adultos (EJA), com idades variando entre 18 e 72 anos em fase de alfabetização, e pelas crianças do ensino regular com idades entre 8 e 10 anos de uma das unidades da rede Sesi-SP – Serviço Social da Indústria de São Paulo. Para este estudo foram selecionados seis alunos idosos da EJA, na condição de avós, e seus respectivos correspondentes, as crianças. A análise dos dados aponta que a troca de cartas promove a interação dos estudantes e favorece o processo de mudança de atitudes e de construção de valores éticos importantes na vida escolar, familiar e social, tanto dos idosos quanto das crianças participantes. Os resultados constatados indicam que essa vivência propicia ou facilita um convívio mais saudável entre diferentes gerações no âmbito da escola e em outros espaços sociais da vida cotidiana, frequentados tanto pelos idosos quanto pelas crianças.

Palavras-chave: relações intergeracionais; coeducação entre gerações; crianças e idosos – pesquisa – São Paulo/SP.

Este trabalho se originou de pesquisa realizada a partir da vivência de uma experiência pedagógica de troca de cartas entre alunos de uma das unidades escolares da rede do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), mais especificamente entre alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e crianças do ensino regular, o que resultou na dissertação de mestrado “Relações intergeracionais: palavras que estimulam”, apresentada na PUC-SP (SANTOS, 2010).

Embora se reconheça o uso de cartas como prática educacional de grande valor, o foco de interesse deste estudo se direcionou para a perspectiva intergeracional, com o objetivo de analisar as relações entre alunos de diferentes idades, as preocupações e expectativas que os cercam neste contexto, os resultados deste relacionamento como estimuladores à construção de uma convivência respeitosa, pautada em valores éticos e morais entre cidadãos de diferentes idades, resultados estes observados tanto na escolarização formal como no âmbito familiar e social de modo geral.

A aproximação de diferentes gerações, sobretudo entre jovens e idosos, pode promover e favorecer o crescimento emocional de ambos, enfraquecendo os preconceitos e estimulando o desejo de viver plenamente a vida cultural e social. A relevância dessa aproximação entre gerações tem implicações sociais e emocionais, que muitas vezes atuam como auxiliar para melhorar a autoestima (GOLDFARB e LOPES, 2006, p. 1.378).

A partir das reflexões apresentadas, e destacando o novo papel que se espera da escola na atualidade, torna-se perceptível o valor da vivência intergeracional, como no caso da experiência em pauta, que revela o significado da coeducação entre crianças e idosos, o que permitiu, por meio da realização de um processo diferenciado de comunicação por intermédio de cartas, desencadear novas formas de relacionamento e consciência em relação ao mundo em que vivem.

Confira a revista completa aqui!

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Homenagem às mães, avós, bisavós e tataravós

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Homenagem às mães, avós, bisavós e tataravós

Os idosos participantes do CREMI fazem questão de registrar com muita alegria de que viver é muito bom.

No mês das mães, o CREMI- Centro de Referência da Melhor Idade da cidade de Caraguatatuba/SP fez uma grande festa que reuniu mães, avós, bisavós, tataravós, seus familiares e amigos. Todos os participantes tiveram a oportunidade de relembrar momentos do passado e celebrar o futuro ao declarar amor à vida.

Entre as homenagens tivemos danças, teatros, músicas e até um repentista que se revezaram no palco para que os presentes pudessem apreciar e se divertir, juntamente com seus filhos, netos e bisnetos.

Notamos que o fortalecimento do convívio intergeracional e do respeito mútuo tem valorizado e proporcionado orgulho entre os envelhescentes de suas próprias idades. Os idosos participantes do CREMI fazem questão de registrar com muita alegria de que viver é muito bom e que sentem-se privilegiados em poder dividir com os amigos presentes mais este momento. Outros disseram que é preciso ter fé, ser perseverante, além de não desanimar diante das inúmeras dificuldades, pois, uma pessoa positiva e feliz supera mais facilmente os desafios do dia a dia.

“Sinto-me privilegiada por poder participar deste momento, afinal já tenho 84 anos, sei que meu tempo esta acabando, mas permanecerei viva através dos meus netos e bisnestos. Isso me dá ânimo para continuar vivendo” disse a Sra. Aparecida Garcia.

O tataravô Sr. Luiz da Silva de 94 anos tocou sua gaita e declamou poesias a todas as mulheres presentes e agradeceu à coordenadora do CREMI, a Sra. Marta Borges, pela organização do evento.

 A Sra. Cida Waak de 83 anos, presidente do conselho do idoso da cidade, brincou com as amigas “Se você somar as idades desta mesa verá que somos mais de meio milhar”, ou seja, mais de 500. “Eu vivo cada minuto da minha vida com muito trabalho e muito prazer”.

Mas vale lembrar que poder estar ao lado de tantas pessoas interessantes, experientes e conhecedoras de uma riquíssima cultura, também proporciona aos mais jovens um grande aprendizado de vida que certamente permitirá que eles se prepararem também para o futuro e o envelhecimento. Afinal, ainda não sabemos o quanto viveremos, mas sabemos que queremos continuar a viver.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica