Brilho e Alegria na Festa Junina do CREMI em Caragutatuba

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Festa Junina CREMI 2012- Brilho e Alegria

Por se tratar de uma festa folclórica e popular, ela ajuda na manutenção da memória e revitaliza as energias dos participantes, aproximando todos num verdadeiro encontro intergeracional.

O mês de junho tradicionalmente é o período das festas juninas e suas festividades acontecem por todo o país com muitas danças, fogueiras e diversão. Assim também é no CREMI – Centro de Referência da Melhor Idade em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo.
Os frequentadores do CREMI aguardam ansiosos por esse dia, pois para a maior parte deles, é o momento de reviver a alegria do passado e emocionar-se novamente nos dias de hoje com muita música, dança e guloseimas, como milho, canjica, arroz doce, pipoca, quentão e paçoca.

Várias quadrilhas compostas por idosos e profissionais – Educadores, Terapeutas Ocupacionais, Assistentes Sociais, Voluntários, Ajudantes, etc. – se apresentaram no último dia 22 de junho, tudo com muita alegria e dança. Não faltou diversão.

“Adoro me fantasiar para esta festa, me sinto como uma garotinha”, disse uma animada senhora. “Eu não sei dançar, mas estou me divertindo vendo as quadrilhas”, disse um morador da Vila Dignidade (residencial para idosos do Município), que aproveitou o momento para fazer convite a todos para conhecerem o local, afirmando que gosta muito da sua nova casa: ”Lá é bem legal e tranquilo, vão nos visitar.”

É importante esclarecer que por se tratar de uma festa folclórica e popular, ela ajuda na manutenção da memória e revitaliza as energias dos participantes; portanto, trata-se de um importante evento para ser comemorado com toda a família, aproximando todos num verdadeiro encontro intergeracional que necessita ser mantido vivo.

Vale lembrar que a festa Junina do CREMI contou com o apoio de todos os funcionários e vários voluntários que trabalharam muito para que tudo ocorresse com muito brilho e alegria. Além disso, o evento contou com o patrocínio da Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso, da Secretaria da Educação, da Secretaria da Assistência Social e do Conselho do Idoso da Cidade de Caraguatatuba. Parabenizamos os organizadores do evento pela valorização e respeito à pessoa idosa.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

II Mostra Estadual destaca trabalhos inovadores em Psicologia no estado de SP

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

II Mostra Estadual destaca trabalhos inovadores em Psicologia no estado de SP

Mais de 90 trabalhos inscritos, sendo que 50 deles estão em atividade. Esse foi o número de iniciativas que integraram a II Mostra Estadual de Práticas Inovadoras em Psicologia: Intersetorialidade, Defesa e Promoção dos Direitos Humanos / Prêmio Madre Cristina, que aconteceu em 2 e 3 de dezembro, em São Paulo. Trabalhos desenvolvidos em hospitais, penitenciárias, clínicas, associações de bairro, escolas e também de estudantes em estágio integraram as iniciativas inscritas. “Tudo isso nos faz crer que uma nova forma de se fazer Psicologia está em curso”, afirmou Luis Fernando de Oliveira Saraiva, Conselheiro do CRP SP na abertura do evento.

Abertura

Cerca de 200 pessoas estiveram presentes. Na abertura, a Conselheira do CFP Marilene Proença destacou as inúmeras possibilidades que a Psicologia tem de se inserir no contexto social, através de ideias e ações inovadoras; além da importância da Madre Cristina para a Psicologia. “Ela é símbolo dessa luta em São Paulo, principalmente nos anos de chumbo da ditadura militar”, afirmou. Nascida em Jaboticabal (interior paulista) em 1916, Madre Cristina, que se formou em Psicologia, foi uma fervorosa defensora dos direitos sociais e humanos, que fez história ao defender seus ideais de um mundo justo e igualitário. O Prêmio Madre Cristina integrou a II Mostra e foi entregue aos melhores trabalhos.

A Conselheira Presidente do CRP SP, Carla Biancha Angelucci afirmou que a opção do CRP SP foi por organizar uma mostra que tivesse um caráter integrador, com espaço para o diálogo e o compartilhar, de forma a perceber diferenças e construir novos apontamentos. “É importante que sejamos provocadas por áreas e experiências que não conhecemos. Para avançar e reconhecer identidades é que decidimos por uma mostra intersetorial. Precisamos compreender como se efetiva os direitos humanos no cotidiano”, defendeu. Biancha completou dizendo que nesse momento isso se faz ainda mais necessário, diante da divulgação das violações aos direitos humanos detectadas no relatório da 4ª Inspeção Nacional.
Ainda na abertura, o filósofo, arquiteto, professor e escritor Luiz Fuganti destacou que a Psicologia ultrapassa a clínica, os consultórios. “A área tem um papel a cumprir em diferentes âmbitos da sociedade: família, escola, justiça. Para detectar e verificar o que não vai bem na sociedade”, acredita.

O sábado, dia 3, foi reservado para o compartilhamento de ideias e iniciativas em Rodas de Conversa que trataram de temas que permearam os trabalhos inscritos como preconceito, violência no Estado, clínica nos dias de hoje e a institucionalização da vida. A Mostra finalizou com o Prêmio Madre Cristina oferecido aos dez trabalhos que se destacaram na atividade.

Doutoranda em pós de psicologia clínica é premiada

O projeto A escrita terapêutica nos encontros integeracionais, pesquisa de doutorado desenvolvida pela pós-graduanda Divina de Fátima dos Santos (Pós em Psicologia Clínica), vence o Prêmio Madre Cristina, do Conselho Regional de Psicologia-SP. Dos 90 trabalhos inscritos na 2ª Mostra Estadual de Práticas Inovadoras em Psicologia, realizada dias 2 e 3/12, em São Paulo, o projeto da doutoranda da PUC-SP ficou entre os 10 selecionados para receber o Prêmio Madre Cristina. O estudo de Divina (à esq., na foto) foi realizado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Aida de Almeida Castro Grazioli e no Centro de Referência da Melhor Idade (Cremi), ambos em Caraguatatuba (173 Km da capital).

A Escrita terapêutica nos encontros intergeracionais é parte de um trabalho desenvolvido no Projeto: Encontro de Gerações – Oficina da Escrita = Cartas e, faz parte da pesquisa de Doutorado da Divina de Fátima dos Santos, sob orientação da Profa. Dra. Ceneide Cerveny da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP

Premiados

Confira abaixo os premiados (as):

Titulo: GESTÃO DE RISCOS NO TRANSPORTES: NOVAS PERSPECTIVAS E DESAFIOS PARA A PSICOLOGIA Autor: VANESSA PEREIRA CANDIDO
Co-autores: LARISSA SILVA, ANA PEREIRA, NATALIA APARECIDA RAMOS GALVÃO, FABIANA CAMPOS.
Local: TEVAP – TERMINAL DE CARGA E DESCARGA DE COMBUSTÍVEIS DO VALE DO PARAÍBA, SÃO JOSÉ DOS CAMPOS. EMPRESA TARGET.

Titulo: MEMÓRIAS DO BAIRRO MONTE SERRAT: ENTRE A PSICOLOGIA E A ARTE Autor: VINICIUS CLEMENTE DIAS
Co-autores: EMÍLIO NOLASCO DE CARVALHO, GABRIEL TEIXEIRA DE MEDEIROS, RAYSSA YUSSIF ABOU NASSIF, RUBENS BIAS PINTO
Local: BAIRO DO MONTE SERRAT, LOCALIZADO NA REGIÃO CENTRAL DE SANTOS/SP

Titulo: PROJETO DE REGISTRO HISTÓRICO AUDIOVISUAL DAS ATIVIDADES DO CRAS Autor: PAULO ROBERTO SILVEIRA BUENO FILHO
Co-autores: NOVO MUNDO FILMES; PROFISSIONAIS/ESTAGIÁRIOS DO CRAS; PARTICIPANTES PROJETOS.
Local: CENTRO DE REFERÊNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL (CRAS) “IRMÃ BEATRIZ HELENA DE BARROS LEITE”; RUA CRISTÓVÃO COLOMBO, 265; CEP 16400775; TEL. (14) 35235483; LINS/SP.

Titulo: A SAÚDE DO TRABALHADOR NO ÂMBITO DA ECONOMIA SOLIDÁRIA: POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA EM UMA ASSOCIAÇÃO DE CATADORES Autor: KARINA SOARES SANTOS
Co-autores: BRUNA RAFAEL FRANSATTO, MÁRCIA CRISTINA LOURO FARES, NEY PAIXÃO, LEANDRO TEIXEIRA MENDES
Local: ASSOCIAÇÃO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DO MUNICÍPIO DE DIADEMA

Titulo: CAPS NA RUA – ENCONTROS MARCADOS PELA DIFERENÇA! Autor: ANDRÉA CARLA DE SOUZA ATILANO
Co-autores: N/T
Local: GUARULHOS

Titulo: OFICINA BONECA FLOR – INTERVENÇÃO E PREVENÇÃO À SAÚDE MENTAL DA GESTANTE Autor: MICHELE CARMONA ACHING
Co-autores: TEREZA MARQUES DE OLIVEIRA TANIA MARA MARQUES GRANATO
Local: ONG HABITARE EM PARCERIA COM O ALOJAMENTO SOCIAL DO AMPARO MATERNAL

Titulo: ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA NO CENTRO HOSPITALAR DO SISTEMA PENITENCIÁRIO Autor: TERESA LEOPOLDO E SILVA DE OLIVEIRA
Co-autores: SANDRA REGINA DE OLIVEIRA RODRIGUES DOS REIS FABIANE MATIAS SCHWENKOW MARIA DAS GRAÇAS SATURNINO DE LIMA WILZE LARA BRUSCATO
Local: CENTRO HOSPITALAR DO SISTEMA PENITENCIARIO – SÃO PAULO

Titulo: GRUPOS DE SALA DE ESPERA NO AMBIENTE DE UM FÓRUM Autor: MARIA COSTANTINI
Co-autores: CLAUDIA GUZZARDI ALTIERI e TANIA ALDRIGHI
Local: FÓRUM DAS VARAS ESPECIAIS DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DA CAPITAL – TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO

Titulo: PLANTÃO PSICOLÓGICO NA DELEGACIA DA MULHER: UM LUGAR DE EMPODERAMENTO Autor: ROBERTO EVANGELISTA
Co-autores: MICHELLE GOLDICH RENATA GALVÃO MAURANO JANAINA SA LIMA JULIANA FRANCISCO DO AMARAL MARILIA MORAIS ROSON DANIEL FERRO CARAPETO
Local: DELEGACIA DE DEFESA DA MULHER

Titulo: A ESCRITA TERAPÊUTICA NOS ENCONTROS INTEGERACIONAIS Autor: DIVINA DE FATIMA DOS SANTOS
Co-autores: CENEIDE MARIA DE OLIVEIRA CERVENY
Local: ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSORA AIDA DE ALMEIDA CASTRO GRAZIOLI E, CREMI – CENTRO DE REFERENCIA DA MELHOR IDADE, AMBOS LOCALIZADOS NA CIDADE DE CARAGUATATUBA – LITORAL NORTE DE SÃO PAULO

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

II Encontro de Gerações Caraguatatuba

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

II Encontro de Gerações Caraguatatuba

A manhã de sexta-feira do dia 2 de Dezembro de 2011 prometia. Todos os presentes estavam muito ansiosos pela expectativa de finalmente conhecerem a pessoa com a qual trocaram correspondências (cartas). Afinal, ao longo do ano, ao escrever ou ler cada nova correspondência, novas emoções, desabafos, sorrisos, alegrias, desilusões e encantamentos, entre tantas outras emoções, apareciam. Assim o ano passou e o apego pelo correspondente foi sendo vagarosamente construído. Ao longo do ano, acompanhamos várias falas como:

“Hoje minha cabeça está ‘fervendo’, mas preciso me acalmar para escrever para a minha ‘netinha’. Preciso da sua ajuda”.
Palavras de uma senhora do CREMI, momento antes de sentar-se e responder a carta da sua interlocutora.

“Eu tô adorando receber a carta deste menino, acho que ele já é um homenzinho, ele me dá dicas [descreve] de como ele é, então, acho que deve ser um garoto bem forte”
Palavras de outro idoso ao ler uma das cartas recebidas por ele ao longo do ano.

“Você sabe quem é o vovô que me escreveu neste ano?”, perguntou curioso um garotinho assim que desceu do ônibus na chegada ao local de encontro.

São exemplos de fala de alguns participantes. O trabalho da escrita de cartas vem conquistando novas adesões a cada nova correspondência recebida pelos participantes.
Assim, o dia do encontro foi muito aguardado, por todos, gestores e profissionais tanto da Escola Municipal Profa. Aida de Almeida Castro Grazioli quanto do CREMI, mas principalmente entre idosos e crianças.

JOGOS DE ADIVINHAÇÃO

As cadeiras do salão foram organizadas de modo que, os presentes pudessem se olhar e tentar se descobrir a partir de alguns comandos dados pela coordenadora do projeto que sugeriam coisas que pudessem estar escritas nas cartas. Assim, todos foram convidados a se olhar e procurar pelo correspondente. Então lançaram-se frases como: “Quem nasceu na cidade de Caraguatatuba?”, “Quem é de outro estado?”, “Quem correspondeu-se com um menino?”, “Quem correspondeu-se com uma menina?”, “Quem está no projeto pelo segundo ano?”, etc.

Assim criou-se um clima de detetive e de atenção, pois foi necessário pensar nas informações reveladas nas cartas de seus interlocutores e deter-se em alguns detalhes. Na troca de olhares alguns se descobriram e emocionaram-se. Na medida em que a manhã foi passando e os correspondentes revelados, notou-se forte emoção de parte a parte.

Uma das participantes disse: “Eu queria tanto falar um montão de coisas a minha menina, mas na hora só consegui abraçá-la. Eu fiquei muda e meu corpo tremia tanto! Não sei o que me aconteceu. Assim que a vi [a menina] tinha certeza de que era ela a minha correspondente.”

Outro idoso afirmou: “Eu sabia que era ele! Desde que ele chegou aqui!”

Descontração e Música

O encontro ainda contou com momentos de descontração proporcionados pelo Sr. Luiz, de 92 anos, que também participa do projeto desde 2010 e que com sua gaita alegrou a garotada com diferentes músicas, enquanto as crianças esperavam a vez de entrar no ônibus para voltar para a escola ou até, aproveitavam para dançar ao som da gaita. Ele foi muito aplaudido, ao mesmo tempo em que teve de responder sobre curiosidades quanto ao instrumento, desconhecido pela maioria.

Outras Mídias

O Conselho Regional de Psicologia também repercutiu o encontro por meio de seu portal na internet, destacando a reação entre crianças e idosos, além de perfilar a realizadora do projeto. A matéria pode ser acessada aqui:

Apoio

Este trabalho só aconteceu porque existiram várias parcerias, envolvendo muitas pessoas e exigindo muita organização e logística. Assim é fundamental citar alguns nomes que acreditaram na proposta desde o início: Marta Borges, Coordenadora do CREMI, e toda sua equipe de profissionais de diferentes setores; as professoras que trabalharam diretamente com as crianças na elaboração das cartas, Eliana Aparecida Oliveira, Tânia C. Espírito Santo e Katia Aparecida Viana, assim como a coordenadora pedagógica Renata das Neves Silva e a gestora escolar Silvia C. S. Eimert e sua vice Sra. Cassiana S. Welester, além de inúmeras outras pessoas que direta ou indiretamente participaram em diferentes momentos do processo no momento da elaboração das respostas e do envio das cartas aos correspondentes.

O projeto conta ainda com o apoio da secretária municipal da educação Sra. Rute M. Pozzi Casati, do secretário municipal de Assistência Social Sr. Antônio Cornélio de Morais Filho e da presidente do Conselho do Idoso Sra. Cida Waack, todos da cidade de Caraguatatuba, além das famílias dos idosos e das crianças.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Semana do Idoso em Caraguatatuba 2011: Envelhecer é viver

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Semana do Idoso em Caraguatatuba 2011: Envelhecer é viver

Caraguatatuba promove evento com objetivo de eliminar a invisibilidade da pessoa que envelhece. Aliás, essa é a maior queixa de grande parte dos idosos do litoral Norte de São Paulo.

A cidade de Caraguatatuba no litoral Norte de São Paulo vem se destacando na região e se tornando exemplo a ser seguido pelas cidades vizinhas no que se refere ao tratamento dado a pessoa idosa. Neste ano de 2011, com apoio de várias entidades, tivemos uma intensa agenda dedicada aos eventos comemorativos para a semana do idoso. Dessa forma, as autoridades locais, organizadores e parceiros ampliaram o calendário do município destinado ao tema.

O objetivo do evento foi chamar a atenção da população local no sentido de eliminar a invisibilidade da pessoa que envelhece. Aliás, essa é a maior queixa de grande parte dos idosos. Eles afirmam que, conforme vão envelhecendo vão sendo esquecidos e ignorados por boa parte da sociedade e, muitas vezes, inclusive, pelos próprios familiares. A prefeitura da cidade, por meio das suas secretarias da Educação, da Saúde, dos Esportes, da Assistência Social e do Turismo, entre outras secretarias, promoveu uma grande mobilização na cidade, para quebrar essa “invisibilidade” e despertar nas pessoas a sensibilidade para entender que envelhecer faz parte do processo humano: estamos todos envelhecendo e, certamente, seremos velhos algum dia, basta deixar o tempo passar. Assim sendo, se desejamos ser respeitados nas nossas velhices, devemos já educar e conscientizar as pessoas sobre o assunto.

Início das atividades

Os eventos comemorativos da semana da pessoa idosa tiveram início no dia 17/09/2011 no Centro Esportivo da cidade, com uma grande festa, pois nesse dia, além da abertura oficial, ocorreram várias atividades esportivas. Um dos objetivos foi a realização da eliminatória de diferentes modalidades esportivas, cujas competições integram os jogos do JOREMI – Jogos Regionais Municipais do Idoso – que se estenderam até o final do dia 18/09/2011. Dessa forma, com a realização das competições, definiram-se os representantes da cidade de Caraguatatuba no JORI – Jogos Regionais do Idoso.

Segundo os organizadores, a proposta de realizar os jogos juntamente com a comemoração da semana do idoso, visava sensibilizar as pessoas sobre a necessidade de praticarem algum esporte, de manterem-se ativos e, dessa forma, prevenirem doenças e promover uma melhor qualidade de vida como um todo, assim estimulando as pessoas de todas as idades participantes desse evento a iniciarem alguma modalidade esportiva que melhor se adequasse ao estilo de vida de cada um, não necessariamente visando uma competição.

O terceiro dia de atividades ocorreu no CREMI – Centro de Referência da Melhor Idade – sob a coordenação de Marta Borges que contou com toda a sua equipe de profissionais e vários voluntários. Com uma equipe bastante dedicada à causa do idoso, todos foram sensíveis de modo a preparar inúmeras atividades para seus frequentadores, bem como para seus familiares. Todos foram convidados a participar de vivências estimuladoras que incluíram atividades recreativas, ginásticas e produções manuais com o objetivo de elevar a autoestima dos idosos, e assim torná-los mais participativos tantos em seus lares como na sociedade. Estas atividades provocaram momentos de autorreflexão e estimularam a ação e a participação social de forma mais relevante em suas vidas.

Mas não foi só isso, nesse dia, o CREMI recebeu a visita das crianças da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) da cidade, que fizeram várias apresentações de dança e música para os presentes. As apresentações foram de tal sensibilidade e delicadeza que provocaram grandes emoções aos presentes. Alguns idosos chegaram a falar que ao assistir as apresentações das crianças ficaram mais fortalecidos e com mais vontade de conquistar desejos adormecidos, inclusive voltando a sonhar. “Nada é impossível!” disse Sr. Francisco (78 anos) após ver a apresentação das crianças.

Com o apoio da Secretaria do Esporte, os moradores dos bairros mais afastados do centro da cidade, como as regiões sul (Bairro Travessão) e norte (Bairro Massaguaçu), também vivenciaram diferentes atividades recreativas e esportivas. Os idosos puderam participar de todos os eventos com seus familiares e amigos, neste caso, o objetivo foi envolver a família de forma a estimular e aproximar pessoas de diferentes idades e interesses. Para que todos pudessem participar, professores e organizadores realizaram atividades variadas e interativas.

Uma lembrança àqueles comumente esquecidos

Uma das queixas pontuadas por vários idosos membros do Conselho dos Idosos, como a sua atual presidente, a Sra. Cida Waak, foi em relação aos idosos das casas asilares que normalmente são esquecidos tanto pela sociedade quanto por muito de seus próprios familiares. Segundo sua fala, a semana do idoso deveria também contemplar o despertar para a consciência das pessoas nestas condições.

Para contemplar essa necessidade, os organizadores do evento programaram uma tarde de visita ao Lar Pró Mais Vida e ao Lar Vila Vicentina. Sob o comando das professoras de Dança Sênior, Maria José, e de Ginástica, Amanda Marques, com a participação de muitos idosos frequentadores do CREMI e a colaboração dos responsáveis dos locais foi promovida uma tarde de atividades diferenciadas como músicas e brincadeiras envolvendo e incluindo os residentes destas instituições, o que tornou a tarde mais agradável e descontraída. A visita foi aprovada pela maioria dos internos presentes, já que alguns deles informaram que raramente recebem visitas de familiares e que o encontro trouxe um pouco de alegria aos residentes. Alguns se emocionaram e solicitaram a nós que o encontro da tarde se repita em outras oportunidades. “Você precisa vir aqui nos visitar mais vezes para conversar mais com a gente” disse um senhor, que vive ali a apenas seis meses, à psicóloga Divina dos Santos e, muito emocionado apertou com bastante força a sua mão no momento de se despedir, num gesto claro de agradecimento. O CCTI – Centro de Convivência da Terceira Idade reservou o dia de sábado (24/09/2011) para desenvolver suas atividades para com os idosos, seus familiares e toda a comunidade local. Nesse dia, a ordem foi se descontrair, relaxar e melhorar as relações sociais e a qualidade de vida com atividades que favoreçam as novas relações.

No dia 27/09/2011, a festa foi na Praça Candido Mota e contou com a participação de todos os idosos, familiares, convidados e pessoas que passavam pela praça. A Universidade Aberta da Terceira Idade do Centro Universitário Módulo marcou presença com uma exposição de quadros e a performance do coral com seus alunos para os presentes.

A proposta visava chamar a atenção dos populares e moradores locais convidando-os a participarem do evento para fazê-los compreender que independentemente da idade das pessoas, o mais importante é a sua vivacidade, os seus desejos e os seus sonhos. Sim! Os idosos também sonham. Assim sendo, o objetivo era que os participantes desse evento, que tivessem em seu meio uma pessoa idosa, como avô, avó, bisavô, bisavó ou vizinho, passassem a olhar com um olhar mais respeitoso para essa pessoa. Afinal, o desejo dos “envelhecentes” é poder viver com dignidade, independentemente da idade e da classe social. Assim, todos ali presentes puderam participar de jogos, brincadeiras, palestras informativas e inúmeras outras atividades apresentadas na praça, tomando consciência de seus papeis no mundo atual.

Após esta intensa programação, a finalização das atividades foi no dia internacional da pessoa idosa (01/10/2011) com um grande baile promovido pela Associação dos Aposentados da cidade em grande estilo, agitando toda a comunidade.

A proposta visava chamar a atenção dos populares e moradores locais convidando-os a participarem do evento para fazê-los compreender que independentemente da idade das pessoas, o mais importante é a sua vivacidade, os seus desejos e os seus sonhos. Sim! Os idosos também sonham. Assim sendo, o objetivo era que os participantes desse evento, que tivessem em seu meio uma pessoa idosa, como avô, avó, bisavô, bisavó ou vizinho, passassem a olhar com um olhar mais respeitoso para essa pessoa. Afinal, o desejo dos “envelhecentes” é poder viver com dignidade, independentemente da idade e da classe social. Assim, todos ali presentes puderam participar de jogos, brincadeiras, palestras informativas e inúmeras outras atividades apresentadas na praça, tomando consciência de seus papeis no mundo atual.

Após esta intensa programação, a finalização das atividades foi no dia internacional da pessoa idosa (01/10/2011) com um grande baile promovido pela Associação dos Aposentados da cidade em grande estilo, agitando toda a comunidade.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

A escrita como possibilidade coeducativa: aproximando gerações

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

A escrita como possibilidade coeducativa: aproximando gerações

DIVINA F. SANTOS
NADIA D. R. SILVEIRA

Re s u m o

Este artigo é resultado de um estudo sobre o conteúdo de cartas, utilizadas como forma de comunicação entre idosos e crianças, com o objetivo de verificar o modo de interação vivenciado entre eles e identificar os significados desta vivência intergeracional. Trata-se de uma pesquisa qualitativa baseada nos dados coletados das cartas escritas nos anos de 2008 e 2009, por estudantes do curso da Educação de Jovens e Adultos (EJA), com idades variando entre 18 e 72 anos em fase de alfabetização, e pelas crianças do ensino regular com idades entre 8 e 10 anos de uma das unidades da rede Sesi-SP – Serviço Social da Indústria de São Paulo. Para este estudo foram selecionados seis alunos idosos da EJA, na condição de avós, e seus respectivos correspondentes, as crianças. A análise dos dados aponta que a troca de cartas promove a interação dos estudantes e favorece o processo de mudança de atitudes e de construção de valores éticos importantes na vida escolar, familiar e social, tanto dos idosos quanto das crianças participantes. Os resultados constatados indicam que essa vivência propicia ou facilita um convívio mais saudável entre diferentes gerações no âmbito da escola e em outros espaços sociais da vida cotidiana, frequentados tanto pelos idosos quanto pelas crianças.

Palavras-chave: relações intergeracionais; coeducação entre gerações; crianças e idosos – pesquisa – São Paulo/SP.

Este trabalho se originou de pesquisa realizada a partir da vivência de uma experiência pedagógica de troca de cartas entre alunos de uma das unidades escolares da rede do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), mais especificamente entre alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e crianças do ensino regular, o que resultou na dissertação de mestrado “Relações intergeracionais: palavras que estimulam”, apresentada na PUC-SP (SANTOS, 2010).

Embora se reconheça o uso de cartas como prática educacional de grande valor, o foco de interesse deste estudo se direcionou para a perspectiva intergeracional, com o objetivo de analisar as relações entre alunos de diferentes idades, as preocupações e expectativas que os cercam neste contexto, os resultados deste relacionamento como estimuladores à construção de uma convivência respeitosa, pautada em valores éticos e morais entre cidadãos de diferentes idades, resultados estes observados tanto na escolarização formal como no âmbito familiar e social de modo geral.

A aproximação de diferentes gerações, sobretudo entre jovens e idosos, pode promover e favorecer o crescimento emocional de ambos, enfraquecendo os preconceitos e estimulando o desejo de viver plenamente a vida cultural e social. A relevância dessa aproximação entre gerações tem implicações sociais e emocionais, que muitas vezes atuam como auxiliar para melhorar a autoestima (GOLDFARB e LOPES, 2006, p. 1.378).

A partir das reflexões apresentadas, e destacando o novo papel que se espera da escola na atualidade, torna-se perceptível o valor da vivência intergeracional, como no caso da experiência em pauta, que revela o significado da coeducação entre crianças e idosos, o que permitiu, por meio da realização de um processo diferenciado de comunicação por intermédio de cartas, desencadear novas formas de relacionamento e consciência em relação ao mundo em que vivem.

Confira a revista completa aqui!

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Aproximando gerações pela escrita

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Aproximando gerações pela escrita

A experiência aqui descrita ocorreu como parte de um processo pedagógico realizado por meio de troca de cartas entre alunos de uma instituição de ensino localizada na periferia da cidade de São Paulo, mais especificamente, entre crianças do ensino fundamental e alunos da EJA (Educação de Jovens e Adultos) em processo de alfabetização.

Embora o uso de cartas no meio educacional não seja novidade, o foco desta vivência se direcionou não apenas para os ganhos pedagógicos, mas, principalmente, para a perspectiva intergeracional, visando aproximar estudantes de diferentes idades, períodos escolares e níveis socioeconômicos. Nossa proposta foi de favorecer e estimular a construção de uma convivência respeitosa, pautada em valores éticos e morais entre cidadãos independentes da idade, gênero e classe social. Seguimos também o pensamento de Paulo Freire (1983, p.27-8) segundo o qual “a educação tem caráter permanente. Não há seres educados e não educados. Estamos todos nos educando”.

Para Goldfarb e Lopes (2006), a aproximação de diferentes gerações, sobretudo entre jovens e idosos, pode promover e facilitar o crescimento emocional de ambos, enfraquecendo os preconceitos e estimulando o desejo de viver plenamente a vida cultural e social. A relevância desta aproximação entre gerações tem implicações sociais associadas a o sofrimento emocional e ao decorrente custo econômico provocado por um indivíduo com baixa autoestima.

Por inúmeras razões, os alunos da EJA, sobretudo os mais idosos e em fase de letramento, não tiveram oportunidade de aprender a ler e a escrever quando eram crianças e, de certa forma, sentem-se inferiorizados, com baixa autoestima e excluídos da sociedade. Esse sentimento de inferioridade provoca um retraimento que ocasiona um medo de escrever, de se colocar e de expressar o que se pensa em palavras postas no papel, pois imaginam que ninguém se interessará por suas produções.

Ao utilizar cartas como material de apoio pedagógico, muitas barreiras podem ser quebradas, pois o adulto, ao ver que uma criança escreveu a ele, sente-se na mesma “obrigação” no sentido de não decepcionar aquele pequeno ser que ainda em formação espera por sua resposta e “necessita” ser estimulado na escola, para levar os estudos a sério e para não passar pelos mesmos sofrimentos aos quais os adultos interlocutores foram submetidos ao longo de suas vidas.

Por outro lado, hoje, a comunicação das crianças, seja na internet, seja por meio de torpedos em celulares, é fragmentada e composta por inúmeros códigos eletrônicos e informais, visto que elas crescem em um mundo cercado por outras formas de comunicação igualmente válidas (CUNHA, 2002).

Ao escrever uma carta, é possível produzir um maior contato com a própria história e com a história do outro; isto possibilita a troca de informação e aproxima as pessoas no ato de compartilhar suas experiências, abrindo espaço para a imaginação e para a criatividade, bem como para a cumplicidade, além de banir o sentimento de solidão (BOLLÉME, 1988).

Um dos problemas enfrentados no mundo contemporâneo e mais precisamente nas grandes cidades é a dificuldade de convívio entre as diferentes gerações em função das inúmeras responsabilidades às quais a s pessoas estão sujeitas. Desde muito cedo, crianças cada vez menores vão à escola, e passam a conviver apenas com outras crianças de sua faixa etária e alguns poucos educadores e cuidadores adultos. Também os adolescentes ficam a maior parte do tempo nas escolas e convivem com outros jovens muitas vezes unidos pelos mesmos comportamentos, ideias e valores.

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Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Respeito? Sim! Privilégios? Não!

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Respeito? Sim! Privilégios? Não!

Esse foi o slogan da campanha que deu início às comemorações da Semana do Idoso entre os dias 21 e 26 de setembro de 2010, na Cidade de Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo. Ao todo, foram seis dias com atividades variadas, todas direcionadas ao público envelhescente.

Um dos objetivos dos organizadores do evento foi chamar a atenção das famílias e da comunidade local para esse segmento da população que vem crescendo na região, já que alguns sofrem com o abandono e o descaso de parentes, e são esquecidos e ignorados em seu meio social.

                O evento foi um verdadeiro sucesso de público do primeiro ao último dia e recebeu pessoas de toda a região. Elas foram convidadas a participar das inúmeras atividades previamente planejadas e organizadas por toda a equipe de profissionais e de voluntários do CREMI – Centro de Referência da Melhor Idade – coordenado pela Sra. Marta Borges e pela presidente do Conselho do Idoso, Sra. Cida Waak. Ambas se dedicaram pessoalmente pela realização do evento e estavam muito felizes com a participação do público.

A fonoaudióloga Mariana Tolosa e a terapeuta ocupacional Elizabeth Escaño disseram que esse tipo de evento ajuda os idosos a sentirem-se mais respeitados e valorizados, já que para a sociedade, eles muitas vezes são invisíveis. A estagiária de educação física Amanda Marques disse que adora trabalhar com a terceira idade e que com este convívio passou a valorizar coisas que antes não dava atenção. Lúcia e Marco – da secretaria de esporte de Caraguatatuba – disseram que a cada dia de trabalho com os idosos no CREMI, eles ganham força para superar seus próprios limites.

                Caraguatatuba vem se destacando no litoral norte como pioneira na valorização e nos investimentos específicos para a pessoa idosa. A cidade tem se tornado uma das mais escolhidas entre os aposentados que buscam nela um lugar agradável e acolhedor para desfrutar a vida na envelhescência.

A cerimônia oficial de abertura do evento contou com a participação do prefeito da cidade Antonio Carlos, do vice-prefeito Antonio Carlos Junior, da secretária de Assistência Social Márcia de Medeiros, assim como de alguns líderes religiosos locais e de outros representantes de setores de destaque da cidade, mas a grande estrela da noite foram os idosos que lotaram o Auditório do Clube Ilha Morena.

O dia de abertura contou com a apresentação da Dança Sênior realizada por idosos, alunos das professoras Maria José e Mara, que foram ensaiados especialmente para o evento. Alguns deles se emocionaram no momento da apresentação e por poderem mostrar aos seus familiares um pouco das coisas que estão aprendendo nos espaços que os acolhem, seja o CREMI, a Associação dos Aposentados ou o CCTI – Centro de Convivência da terceira Idade “Estrela do Mar”.

Foram inúmeras as atrações e no final da tarde do primeiro dia tivemos uma palestra sobre sustentabilidade com o biólogo André Cabral, seguida de um coquetel ao som do músico argentino Juan Bruera.

No segundo dia as festividades iniciaram bem cedo. Às 9 horas os idosos foram convidados a participarem no espaço do Clube Ilha Morena de um torneio de pesca; outros puderam fazer atividades variadas como as gincanas elaboradas pela equipe do esporte liderada por Lúcia Gardelin e sua equipe que comandaram diferentes jogos e brincadeiras. Mas não foi só isso! Os idosos puderam escrever e declamar poesias de suas autorias ao longo do dia em diferentes momentos, num estímulo pela valorização literária que revelou novos talentos.

A nutricionista Aline Roberta e a cozinheira chefe Sonia Rosa do CREMI comandaram uma equipe de profissionais e voluntários no preparo do almoço do dia oferecido a mais de 190 pessoas idosas que após degustarem a deliciosa refeição foram convidados a assistir o filme “Elza e Fred”. Após o seu término, ocorreu um debate sobre os temas abordados pelo filme que foi coordenado pela pesquisadora do Programa de Gerontologia da PUC-SP Divina Santos, o qual teve grande repercussão e ressonância entre a plateia. Após o debate, alguns idosos agradeceram a oportunidade, pois relataram que ao ver o filme, sentiram-se mais fortalecidos na busca de sua felicidade, afirmando que nunca é tarde para viver plenamente a vida.

                A inauguração da praça do idoso ocorreu no dia 23/09/10, que conta com equipamentos de exercícios para alongamentos que podem ser utilizado de forma autônoma pelos seus frequentadores. A inauguração que contou com a presença das autoridades locais e de vários idosos e ocorreu após uma caminhada ao longo da cidade.

No dia seguinte, os idosos e seus familiares puderam apreciar e curtir a noite no Teatro Mario Covas com atividades promovidas pela FUNDACC (Fundação Cultural de Caraguatatuba) e que contou com apresentações musicais, de piano, de teatro e de dança, dentre outras, todas realizadas por artistas locais e com temáticas voltadas ao público idoso e seus familiares. Um dos destaques da noite foi a dança de salão apresentada por Gloria Leontina (secretária do conselho do Idoso) e seu parceiro.

                A região também valorizou artesãos locais e, em vários dias do evento foram exibidas as bonecas caiçaras. Trata-se da imortalização dos povos caiçaras naturais da região que foram transformados em bonecas confeccionadas com produtos recicláveis, em grande parte por materiais de descarte de pesca de moradores locais. Estas bonecas, que representam as senhoras e senhores pescadores caiçaras, já receberam inúmeros prêmios no exterior devido a sua história e originalidade.

Na noite de sábado, como não poderia ser diferente, o CREMI ofereceu um baile para a terceira idade. O salão ficou lotado pelos amantes da dança; alguns idosos relataram que a música e a dança os mantêm vivos e longe da depressão.

O ultimo dia foi marcado com um almoço comemorativo de encerramento das festividades oferecido pelo presidente do CCTI (Sr. Roberto) e sua esposa (Sra. Marisa) aos idosos asilares no Clube de Convivência Estrela do Mar. Foram mais de 40 idosos que degustaram e prestigiaram o momento que também contou com danças e brincadeiras. Os idosos também homenagearam a Sra. Marta Borges pelo seu esforço e empenho juntamente com sua equipe de profissionais e de colaboradores.

O destaque das festividades da cidade foi o presente dado ao idoso da região com a inauguração da praça do idoso. Mas a maior conquista desse evento foi a grande mobilização da comunidade local e de seus familiares no respeito a velhice. Este é seguramente um exemplo a ser seguido pelos demais municípios e autoridades do país no sentido de ter um olhar diferenciado para a velhice, afinal somos todos envelhescentes.

O evento mobilizou inúmeros setores da cidade e contou com o apoio do Lions Clube de Caragua, do Conselho do Idoso, das Secretarias de Assistência Social, da Educação, do Esporte e Recreação, da Saúde e também da FUNDACC, da Associação dos Aposentados da Cidade, do CCTI e do CREMI.

Parabéns a todos aqueles que direta ou indiretamente participaram da realização deste evento num verdadeiro ato de cidadania!

Abaixo segue poema escrito e declamado no evento pela senhora Terezinha Ferreira dos Santos, freqüentadora do CREMI que revela seu sentimento quando chegou nesse local pela primeira vez. Talvez ela seja uma porta voz de muitos idosos que ali estão.

“Uma História Real”

Na manhã do dia 4 de Março

Sai de casa sem destino de lugar

Meu desespero era tanto

Chorava de soluçar.

Uma igreja eu avistei

Entrei para rezar

Depois de longa conversa

Só falava e chorava

Nenhuma palavra ouvia

De alguém pra me ajudar.

No banco da praça, em frente,

Sozinha me assentei

E de todos os lados olhei

Vi uma banca de jornal

Até lá eu caminhei

E um deles eu peguei

Seu nome é A Melhor Idade

As lagrimas enxuguei

E ainda com dificuldade

Li somente um pedacinho

E emocionada fiquei.

 

CREMI

Abre inscrições para atividades de idosos

(Bem embaixo) Próximo à Rodoviária.

Sai para procurar

O bendito lugar

Me mandaram pra lá, pra cá,

E nada de encontrar,

Desanimada fiquei.

A ultima tentativa pensai

Custou muito, mas agora acertei.

Com muita vergonha cheguei

Por grande porta de vidro entrei

E todos os lados olhei.

Um imenso salão vazio.

No momento me assustei.

De um lado do salão

Um anjo me apareceu

Muito lindo e com sorriso

Alegre me recebeu

Com o jornalzinho na mão

O motivo lhe contei

Porque fui para ali

Em silêncio me ouviu.

Me animou e me abraçou

E com muita delicadeza

Um cafezinho serviu.

Já me senti protegida

Lhe contei que não ouvia

Com muita simpatia

Em um papelzinho escreveu,

Que eu poderia voltar,

Dia e hora até marcou.

Quinta-feira dia 11, às 10 horas

Para a oficina da memória.

Não vi passar os dias

Contei todos os minutos

A minha resposta estava ali

Por isso que na Igreja, não ouvi.

Fui levada por Jesus.

Entrei para o céu em vida

Muitos anjos conheci

Professora Maria José. Mariana.

Amanda. Lucia.

Não vou citar mais nomes

Para não correr o risco

De esquecer algum

Mas amo todos vocês

Só que um todo especial.

O primeiro que encontrei

Tem um nome tão pequeno

E um coração tão grande

Gentil e carinhoso.

Com cinco letras escrevo

MARTA

Você foi enviada por Deus

Para coordenar, e nos ajudar.

Nesta terra de muitas histórias

Vou acrescentar mais uma

Que começou tão triste

Mas acabou com um final feliz

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Seminário Encontro de Gerações – Sesc Pompéia

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Seminário Encontro de Gerações - Sesc Pompéia

O relacionamento entre as gerações assumiu diferentes formas ao longo da história. Assim como as gerações são construídas socialmente e pautadas por normas e expectativas de conduta, também as relações entre elas são determinadas pelos valores culturais de cada época. Em certas culturas, prevaleceram esquemas de solidariedade entre jovens e velhos, em outras a competição apareceu com maior freqüência.

A família foi e prossegue sendo o âmbito mais provável desse encontro. Mas, na sociedade contemporânea, observa-se um certo distanciamento intergeracional no núcleo familiar, traduzido por pouco diálogo entre pais e filhos e entre avós e netos. Os espaços públicos são também pouco compartilhados, aumentando a distância afetiva entre as faixas etárias. No entanto, a partir dos anos 90, em vários países, inclusive no Brasil, tem havido um aumento significativo de ações e programas intergeracionais promovidos por entidades públicas e privadas.
O Serviço Social do Comércio SESC SP há seis anos desenvolve o programa SESC Gerações, conjunto de atividades artísticas e de lazer que tem por objetivo a integração e a co-educação entre gerações.

Pensando numa integração entre as experiências do SESC e de outras entidades, tanto por iniciativa de pesquisadores e especialistas quanto de voluntários, o SESC-SP promoveu o Seminário Encontro de Gerações, no qual todos os presentes puderam trocar suas experiências, enriquecendo-se mutuamente com os relatos, simpósios, pôsteres, estudos de casos e atividades artísticas culturais apresentadas durante o evento. O seu principal objetivo foi estimular o convívio saudável entre as gerações, como afirma a proposta da ONU (Organização das Nações Unidas): “UMA SOCIEDADE PARA TODAS AS IDADES”.

Vários países marcaram presença no encontro como: Brasil, Espanha, Peru, Argentina, México e Estados Unidos. Grandes exemplos intergeracionais promovidos nas diferentes unidades do SESC serviram também de inspiração para o evento. Assim, tivemos a oportunidade de conhecer os trabalhos realizados por meio de diferentes estratégias, tais como: arte, literatura, música, teatro, cinema, cultura, educação, arquitetura, saúde, faculdade aberta à terceira idade e diferentes cursos acadêmicos.

A abertura contou com a Dra. Sally Newman dos Estados Unidos que, proferiu uma palestra sobre diferentes trabalhos na área, realizados em seu país ao longo dos últimos 30 anos. Segundo ela existe nos EUA grande estímulo para que, ao longo de suas vidas, as pessoas desenvolvam algum tipo de trabalho voluntário e isso geralmente é realizado por boa parte dos norte-americanos: trata-se de uma atividade muito comum e reconhecida entre os cidadãos. Ela também apresentou um vídeo com alguns exemplos intergeracionais realizados por jovens e idosos e esclareceu que esses encontros em geral são bastante enriquecedores tanto para aqueles que prestam o serviço quanto para aqueles que recebem, afirmando que os reflexos são sentidos por toda a sociedade e são estimulados socialmente.

O professor Mariano Martinez da Espanha levantou os ânimos do público presente com muita criatividade e espontaneidade, trazendo inúmeros dados de como ocorrem os encontros intergeracionais na Europa e fornecendo várias informações a respeito. Ele também alertou o público sobre a necessidade de se fazer trabalho em equipe com parcerias e salientou a necessidade de fortalecimento profissional nesta área.

Na manhã seguinte tivemos uma conferência bastante produtiva com a presença do médico geriatra Santiago Pszemiarower (Argentina), do também médico e educador Rafael Chura (Peru), da demógrafa Liliana Rodriguez (México) e do Psicólogo e referência brasileira na área da GerontologiaJosé Ferrigno (Brasil). Cada um expôs como ocorrem os trabalhos sobre envelhecimento e encontros de gerações nos seus respectivos países. Inclusive Ferrigno destacou o pioneirismo da professora Suzana Medeiros quanto à implantação de estudos e pesquisas na área do envelhecimento humano.

O programa de Gerontologia da PUC e a Universidade Aberta da Terceira Idade, marcaram forte presença no evento e, contou com inúmeros profissionais em diferentes mesas. A Profa. Elizabeth Mercadante coordenou os trabalhos apresentados nas duas tardes do evento e que apresentaram relatos de experiências.

O público pode conhecer os mais variados exemplos de trabalhos práticos todos muito enriquecedores e esclarecedores e que trouxeram verdadeiros exemplos de cidadania, de coragem e de muita luta. Entre eles, tivemos exemplos de grande destaque relatados pelos profissionais no próprio SESC de diferentes estados do Brasil.

As ex-alunas do programa em gerontologia Maria de Fátima Agostinho e Gisele Maria Schramm falaram sobre suas experiências profissionais que envolveram estudo das relações de avós e netos em conflito com a justiça e que se tornaram dissertações de mestrado. Todos os trabalhos merecem destaques, bem como revelaram forte dedicação e esperança sobre as relações familiares e pessoais.

Tivemos a oportunidade também acompanhar uma grande quantidade de trabalhos realizados em diferentes estados por profissionais que tiveram a oportunidade de relatar suas pesquisas aos presentes na forma oral ou de pôster. Nós da PUC novamente marcamos presença. Divina de Fátima dos Santos apresentou uma comunicação oral sobre o tema “Relações Intergeracionais: compartilhando palavras escritas” e Ana Tomazoni apresentou um pôster sobre o tema “Uma vivência interdisciplinar na educação dos Sentidos”; porém, vale destacar que foram inúmeras as apresentações e todas foram muito envolventes e motivadoras.

Mas não foi só isso! Tivemos um grande encerramento com as belas e objetivas palavras proferidas por Paulo de Salles Oliveira, autor de vários livros, entre eles “Vidas compartilhadas: cultura e co-educação entre gerações na vida cotidiana”. Com muita sabedoria e serenidade, encerrou o evento em grande estilo sem deixar de estimular a continuidade dos trabalhos de todos ali presente.

Para relaxar, ao longo do encontro, tivemos vários momentos de descontração recheados por músicas, poesias e danças.

Parabéns a toda equipe do SESC e organizadores do Seminário e em especial ao Professor Ferrigno, grande anfitrião que não escondeu sua alegria pela realização e sucesso deste maravilhoso encontro que certamente deixou muitas sementes que germinarão em outras regiões por meio dos participantes deste encontro.


Todos os presentes ao final do encontro sentiram-se renovados e fortalecidos no sentido de continuar seus trabalhos agora com novas idéias a partir das inúmeras sugestões e experiências ali apresentadas.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Prêmio internacional: 4ª edição do Concurso Una sociedad para todas las edades

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Prêmio internacional: 4ª edição do Concurso Una sociedad para todas las edades

A doutora Divina de Fátima dos Santos (Pós em Gerontologia) foi uma das premiadas da 4ª edição do Concurso Una sociedad para todas las edades, promovido pela Rede Latino Americana de Gerontologia. O concurso, que tem como objetivo incentivar as organizações e indivíduos que trabalham na promoção dos idosos na América Latina e no Caribe, recebeu inscrições de trabalhos da Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, Equador, México, Peru, Uruguai e Venezuela.

Dia Internacional da Pessoa Idosa

A celebração fez parte do Dia Internacional da Pessoa Idosa (Día Internacional de las Personas de Edad) onde foram premiados os finalistas da quarta edição do concurso Una Sociedad Para Todas Las Edades, que vem sendo realizado desde 2005 graças ao apoio de toda comunidade latino-americana de gerontologia.

A quarta edição do concurso recebeu 70 aplicações proventientes de países como Argentina, Brasil, Colombia, Costa Rica, Cuba, Chile, Ecuador, México, Perú, Uruguay y Venezuela.

Premiações

O Brasil foi representado logo no primeiro prêmio do concurso, com o trabalho: “Aproximando Gerações Pela Escrita: Palavras Que Estimulam” de Divina De Fátima dos Santos e Maria De Lourdes Franchi Lima. O segundo prêmio ficou com a chilena Lorena Astudillo Pérez, responsável pelo trabalho “Movimiento Pro Emancipación de la Mujer Chilena – MEMCH”.

 

 

 

Para mais informações acesse:

https://www.gerontologia.org/portal/archivosUpload/archivosConcurso2010/Personas_Naturales_Primer_Premio_2010.pdf

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Portal entrevista Divina de Fátima dos Santos, que pesquisou a vivência entre diferentes gerações por meio da escrita.

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Portal entrevista Divina de Fátima dos Santos, que pesquisou a vivência entre diferentes gerações por meio da escrita.

Da infância próxima à avó às aulas na escola do SESI (Serviço Social da Indústria) na área de Educação de Jovens e Adultos (EJA), a psicóloga e pedagoga Divina de Fátima dos Santos foi aos poucos traçando seu caminho em direção ao estudo do envelhecimento.

Sua pesquisa de mestrado – intitulada “Relações Intergeracionais: palavras que estimulam” – foi defendida em maio de 2010 e focou o conteúdo de cartas, utilizadas como forma de comunicação entre idosos e crianças. Divina queria saber a forma de interação vivenciada entre eles, para identificar os significados dessa troca.

A metodologia utilizada foi qualitativa, baseada em entrevistas com idosos e nos dados coletados das cartas escritas por estudantes do curso da EJA, com idades variando entre 18 e 72 anos, em fase de alfabetização, e por crianças do ensino regular com idades entre 8 e 10 anos que frequentavam uma das unidades da rede SESI-SP.

Os assuntos abordados nas cartas deram abertura para inúmeras discussões. Para facilitar a compreensão do leitor, Divina as nomeou como: religiosidade, sonhos, as palavras certas, o mundo do trabalho e a aposentadoria, a alteridade, a comunicação pictográfica e por símbolos e a troca de olhares. Segundo ela, todos igualmente envolventes, pois provocaram reflexões tanto por parte das crianças quanto por parte dos idosos.

Ela explicou que a troca de cartas promoveu a interação dos estudantes e favoreceu o processo de mudança de atitudes e de construção de valores éticos importantes na vida escolar, familiar e social tanto dos idosos quanto das crianças participantes.

Para ela, as alterações ocorridas por meio dessas vivências podem propiciar ou facilitar um convívio mais saudável entre diferentes gerações no âmbito da escola e nos mais diferentes espaços sociais da vida cotidiana. Estas constatações indicam a importância de estudos interdisciplinares com foco na questão da intergeracionalidade, comentou.

Pesquisadora muito focada em seus estudos, Divina revela ainda que a passagem pelo mestrado em Gerontologia na PUC-SP modificou completamente sua vida pessoal e trouxe diversos benefícios para o campo profissional. Agora, enfrenta com paixão os desafios de um doutorado em Psicologia Clínica, também na PUC-SP. Divina elogia ainda a orientação da professora doutora Nadia Dumara Ruiz Silveira, com quem pode contar em diversos momentos delicados, fundamental para o reconhecimento de seu trabalho no meio acadêmico e profissional.

Portal: Por que decidiu fazer mestrado em gerontologia?
Foram vários fatores. Na maior parte da minha infância e juventude me relacionei com pessoas idosas e me sentia muito bem. Os idosos me compreendiam mais que as pessoas da minha idade. O fato de trabalhar com EJA – Educação de Jovens e Adultos – no SESI foi outro fator, pois, em minha sala de aula, a maioria dos alunos tinha idade bastante avançada, e eu fiquei intrigada por ver tantos idosos em busca da aprendizagem da escrita. Outra coisa que influenciou foi o fato de meu pai ter tido Alzheimer: eu senti que necessitava saber mais sobre essa última fase da vida.

Portal: Como se decidiu pelo seu tema de pesquisa?
O tema foi sendo construído aos poucos e eu me decidi por ele ao longo do mestrado. Os inúmeros textos lidos ajudaram. Acho que a releitura do livro “O Sorriso Etrusco”, em aula (já tinha lido alguns anos antes), me tocou pelo tema sobre os avós. O principal motivo, no entanto, foi o trabalho de trocas de cartas entre meus alunos idosos da EJA e as crianças da minha escola. A ideia inicial era melhorar a leitura e escrita de todos os alunos, porém a experiência caminhou em outra direção. Os colegas de curso me ajudaram a descobrir que eu tinha o tema da pesquisa em mãos, mas só pude ver isso ao compartilhar reflexões com os colegas da Gerontologia na disciplina de Metodologia. Na época não percebia a importância do meu trabalho, mas só depois, ao ver o resultado alcançado e a ressonância do mesmo entre todos os envolvidos, compreendi e valorizei o estudo.

Portal: Que desdobramentos esta pesquisa teve na prática?
A escola, os professores, pais e alunos foram todos tocados pelos resultados do trabalho. De modo geral o trabalho foi reconhecido tanto na academia quanto em relação à sua importância social e educativa.

Portal: O que o mestrado e a pesquisa contribuíram para a sua vida pessoal e profissional?
Nossa! Não tenho como avaliar o crescimento pessoal, sou outra pessoa. Já quanto ao crescimento profissional, posso garantir que sou muito mais sensível e melhorei muito minha forma de trabalhar em todos os segmentos. Além disso, escrevi artigos com esta temática, fui convidada para debates e congressos. Acho que um mestrado sempre abre novas perspectivas no campo profissional.

Portal: Quais são seus próximos passos na vida acadêmica a partir deste mestrado? E na vida profissional?
Bem, já iniciei meu doutoramento em psicologia clínica e estou adorando. No doutorado farei a continuação do mestrado, porém com uma visão psicológica do encontro de gerações. Como queria continuar meus estudos na PUC, tive que mudar de área, lamento não existir doutorado em Gerontologia na PUC-SP. Sei que tenho ainda muito a aprender, mas na psicologia também estudo o envelhecimento. Eu pretendo dar consultoria na área e também quero voltar a dar aulas. Só está faltando oportunidade.

Portal: O que diria para quem está começando a estudar na área?
Aproveite ao máximo cada aula, leia tudo que puder, seja por indicação de professores ou de colegas, seja por curiosidade própria. Vale a pena! Ao final descobrimos que temos muito a aprender e a estudar.

Maiores informações sobre a pesquisa, contatar a autora pelo e-mail: divina.multiply@gmail.com

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica