Web-conferência Direitos Humanos e meio ambiente sob a perspectiva da Justiça Ambiental

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Web-conferência Direitos Humanos e meio ambiente sob a perspectiva da Justiça Ambiental

Contribuindo ativamente com a II Semana dos Direitos Humanos e Inclusão, a professora Divina organizou a Web-conferência “Direitos Humanos e meio ambiente sob a perspectiva da Justiça Ambiental” mediada pelo professor Antônio Roberto Alves Felippe e que contou com a participação da advogada Caroline Pereira dos Santos que também é mestranda em Ciência Ambiental pela Universidade de São Paulo. A atividade abordou questões relacionadas aos direitos humanos e ao meio ambiente sob a ótica da Justiça Ambiental.

O evento foi aberto aos estudantes do Centro Universitário Módulo, bem como a todos os interessados pelos temas que foram analisados e discutidos.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Desconstruindo Tabus: Um diálogo sobre a diversidade sexual e de gênero

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Professora Divina participa de mesa redonda: "Desconstruindo Tabus: Um diálogo sobre a diversidade sexual e de gênero" com Ayla Camargo

Durante a noite do dia 9 de maio de 2022 ocorreu no auditório do Centro Universitário Módulo, uma mesa redonda mediada pelas professoras Sandra F. Faustino dos Santos e Divina de Fátima dos Santos e que contou com a participação da socióloga e pedagoga Ayla Camargo e que tinha como tema: “Desconstruindo Tabus: Um diálogo sobre a diversidade sexual e de gênero”.

Ayla concedeu uma valiosa contribuição ao debate da noite ao apresentar aos alunos de pedagogia e de psicologia temas que envolvem seu objeto de pesquisa aplicado nas questões sociais mais latentes atualmente, como gênero e sexualidade, expondo como essas questões ainda são tidos como tabus e que precisam ter sua estigmatização superada. 

A socióloga conduziu sua apresentação com maestria ímpar, demonstrando muito conhecimento que eram aplicados com a delicadeza que o tema demanda, sem economizar em dados históricos, abordando períodos diversos como antiguidade grega e até a cultura de povos indígenas durante a época da colonização do Brasil com a vinda dos europeus para a para a América do Sul, mostrando, assim que culturalmente, os papéis sociais de homens e mulheres foram construídos e modificados ao longo da história. 

Ayla ainda alertou sobre a utilização da imagem da mulher de forma objetivada na mídia e sobre o quanto pesa a exploração do corpo e da sexualidade feminina, levando a banalização de sua imagem. A socióloga ainda expôs o fenômeno que ainda oprime mulheres e meninas que ainda sofrem para tentar atender a um determinado padrão social que é exigido seja culturalmente, religiosamente ou advindo de outros fatores determinantes.

É sempre muito valiosa a contribuição de profissionais tão brilhantes como Ayla Camargo, sendo extremamente importante esse tipo de debate na formação de psicólogos(as) e pedagogos(as) que passarão a assimilar que a diversidade faz parte da humanidade e que isso nos enriquece culturalmente, nos impedindo de perpetuar preconceitos completamente ultrapassados. 

Além da exposição de Ayla, durante a noite houve uma apresentação teatral musicada e que foi brilhantemente apresentada pelos alunos de pedagogia, estudantes da disciplina de libras, realizaram uma atividade musicada e dançada que agregou muito ao evento, que contou, ainda com sorteio de livros aos presentes: estudantes, convidados e toda a comunidade interna e externa que prestigiaram a noite.

Imagens do evento seguem abaixo.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Conscientização sobre a síndrome de down e autismo

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Conscientização sobre a síndrome de down e autismo

Ocorreu no último dia 23 de março, o evento cultural de conscientização sobre a síndrome de down e autismo, realizado pelas professoras Sandra de Fátima Faustino dos santos e Divina de Fátima dos Santos. O evento contou com a colaboração dos estudantes dos cursos de Psicologia e Pedagogia do Centro Universitário Módulo, bem como de toda comunidade externa, atingindo um total de 250 participantes que ocuparam o pátio do campus Martim de Sá durante a atividade.

A performance se deu em forma de coreografia orientada Profa. Ms. Sandra de Fátima Faustino dos Santos (Pedagoga, Arte-educadora, Professora de Inclusão e Libras do Módulo). A programação ainda contou com uma performance teatralizada e musicada executada pelos estudantes. No evento estavam presentes ex-alunos autistas e Surdos da comunidade local.

Abaixo, imagens do evento

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Conferência – Mulher: Bicho perigoso com Priscila Siqueira

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Conferência - Mulher: Bicho perigoso com Priscila Siqueira

No Dia Internacional da Mulher (08 de março de 2022), marca-se a luta das mulheres por igualdade, respeito e visibilidade social. O Núcleo de Direitos Humanos e Inclusão, juntamente com os professores dos cursos de Psicologia e Pedagogia do Centro Universitário Módulo, organizaram uma conferência sobre o tema “Mulher: Bicho perigoso”, proferida pela professora, jornalista e escritora Priscila Siqueira e, contou com a mediação dos professores Antônio Roberto Alves Felippe e Divina de Fátima dos Santos. A atividade ocorreu no Auditório do Centro Universitário Módulo.

            Priscila discorreu, de forma entusiasmada, sobre direitos e avanços conquistados pelas mulheres, como por exemplo, direito ao voto. Ressaltou a violência ao longo da história, sempre presente em suas vidas. Ela apresentou alguns dados estatísticos de órgãos governamentais, confirmando a triste realidade. De acordo com Siqueira, a sociedade patriarcal e machista considera a mulher como um ser perigoso, atribuindo a ela uma perversidade proveniente de um pretenso papel sedutor, motivo pelo qual a mulher é sempre responsabilizada por todo tipo de desvarios e reveses que possam vir a ocorrer nessa sociedade. Assim, a mulher tem seus direitos cerceados e seu protagonismo social apagado. Quando se é mulher, negra ou indígena no Brasil, existe dupla violência e desrespeito, dados estes que vêm crescendo a cada dia e que nos últimos três anos tornou-se um problema de saúde pública.

A cultura misógina pôde ser claramente observada nos últimos dias a partir da lamentável atuação do Deputado Estadual do Estado de São Paulo, Artur do Val, que, com a enganosa finalidade de ajudar as vítimas da guerra da Ucrânia, proferiu verdadeiras barbaridades em um áudio vazado, no qual ele afirma que as mulheres ucranianas seriam “fáceis porque são pobres”.

             Esse tipo de mentalidade acaba contribuindo com a violência contra as mulheres, que são vitimizadas diariamente por agressões e assédios de toda ordem, seja física, verbal, moral, econômica ou psicológica, além de agravar o já demasiado alto índice de feminicídio registrado em nosso país. O Brasil está entre os países mais violentos para uma mulher viver.

          No correr da conferência, Priscila utilizou de meios como a vivência psicodramática, com exibição de representações lúdicas de um casamento e um baile de debutantes, cujas mulheres são retratadas em roupas brancas que carregam um alto nível de simbolismo como pureza, inocência e submissão, signos que são ecos de uma sociedade que já foi forjada de maneira patriarcal e misógina.

A  seguir algumas imagens da conferência.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

O impacto da resiliência para a aprendizagem

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

O impacto da resiliência para a aprendizagem

A atividade ocorreu por meio de palestra e debate com os integrantes desta Web-conferência que abordaram temas sobre o PÓS-COVID E O IMPACTO DA RESILIÊNCIA PARA A APRENDIZAGEM, assuntos de grande interesse face ao momento em que vivemos e à necessidade de encontrarmos forças para transformar nossas vidas, tanto no aspecto acadêmico quanto do ponto de vista familiar, social e profissional.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Pesquisa, ciência e formação profissional

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Pesquisa, ciência e formação profissional

A atividade ocorreu por meio de palestras e debates com os integrantes desta Web-conferência que abordaram o tema PESQUISA, CIÊNCIA E FORMAÇÃO PROFISSIONAL, assuntos de grande relevância tanto para estudantes quanto para professores que pretendem conhecer estes temas e sua aplicabilidade profissional.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Semana de Integração e Acolhida – Protocolos e práticas de saúde frente à COVID

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Semana de Integração e Acolhida - Protocolos e práticas de saúde frente à COVID

A atividade ocorreu por meio de palestra e debates com os integrantes desta Web-conferência que abordaram temas sobre os Protocolos e Práticas de Saúde frente a COVID, tema necessário para que possamos retornar as atividades acadêmicas com segurança e tranquilidade.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Web-seminário: Novas práticas, novos fazeres – Residência Pedagógica

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Web-seminário: Novas práticas, novos fazeres - Residência Pedagógica

Neste web-seminário foram apresentados os trabalhos realizados pelos estudantes de Pedagogia do que são bolsistas da RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA, programa fomentado pela CAPES e que ocorre em parceria com escolas públicas municipais de Ubatuba e Caraguatatuba.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Web-seminário: Novas práticas, novos fazeres – PIBID

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Web-seminário: Novas práticas, novos fazeres - PIBID

Neste web-seminário foram apresentados os trabalhos realizados pelos estudantes de Pedagogia que são bolsistas do PIBID, programa fomentado pela CAPES e que ocorre em parceria com escolas públicas municipais de Ubatuba e Caraguatatuba.

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica

Sobre os efeitos psíquicos das aulas online em alunos e professores

Divina de fátima dos Santos

Doutora em Psicologia Clínica

Sobre os efeitos psíquicos das aulas online em alunos e professores

Do Uol
Por Christian Dunker

 

Findo o semestre no qual fomos jogados abruptamente no ensino online podemos agora começar um pequeno balanço desta experiência. Assim como o auxílio a renda revelou a existência de milhões de trabalhadores “invisíveis”, a passagem massiva dos alunos para aulas por meio de plataformas digitais, como o Zoom, Meets ou Teams, mostrou nosso etnocentrismo digital.

Se o etnocentrismo antropológico nos faz pensar que a nossa cultura é sempre a melhor medida padrão para o julgamento das outras, o etnocentrismo digital envolve o pressuposto de que todos os alunos têm condições ideais de pressão e temperatura para uso de recursos digitais. Como se todos que estão diante de uma tela dispusessem do mesmo tipo de máquina, com bandas de transmissão estáveis e velozes, com condições de ambiente, como luminosidade e isolamento acústico que temos, por exemplo, em um escritório padrão.

Foi, portanto, uma surpresa quando descobrimos que quase 10% dos alunos do curso de Psicologia da USP, tradicionalmente um dos maiores PIBs per capta desta universidade, simplesmente não tinha computador e um número ainda mais expressivo acessava a internet por meio de telefone celular.

Lembremos que uma das noções formadoras da escolarização no ocidente moderno foi justamente a disciplina que uniformizava a experiência de aprendizagem. Isso implicava mesmos horários de entrada e de saída, períodos regulares para recreio, avaliações referidas a uma tarefa comum, classes distribuídas por idade. Sair de casa e ir à escola tornou-se um gesto formativo de nossa separação subjetiva entre a vida privada, onde as regras variam segundo o capricho das famílias, e o espaço público, onde mesmas leis valem para todos. Tudo isso aprendemos indiretamente, como uma espécie de meta-aprendizagem, como conjunto de condições para que o saber se transmita segundo um certo regime de verdade e de autoridade.

Se a escola opera uma espécie de experiência de igualdade, por seu próprio dispositivo de funcionamento, as aulas online trazem à luz as idiossincrasias privadas. Podemos desligar a câmera e sair um pouco quando a aula está chata, podemos ser interrompidos por demandas familiares, acompanhados por animais de estimação, podemos nos vestir apenas para a parte superior dos corpos.

Por outro lado, o efeito câmera traz o desagradável efeito de que podemos estar sendo “olhados” por todos, o que não é o caso na situação presencial. Para adolescentes, isso pode ser terrivelmente invasivo. Estar diante de câmeras evoca em nós um espontâneo efeito de pose ou de auto-observação, neste momento da vida é importante poder “desaparecer”. Ainda que isso não seja exatamente possível, do ponto de vista objetivo, a disposição igualizante do formato carteiras atrás, professor(a) à frente, isto acaba se realizando subjetivamente, com raros, e às vezes temíveis, momentos de participação, quando “todos os olhares se voltam para você”.

Excetuando-se este ponto, as vantagens de conforto parecem superar amplamente os custos de deslocamentos e alocação de pessoas em uma sala. Contudo, neste ponto o testemunho foi unânime: aulas online são cansativas, não rendem, dificultam sustentar a atenção e parecem não “render” nem em termos cognitivos nem de memorização, como nas “aulas de verdade”.

Isso talvez possa ser pensado à luz da hipótese mais geral, que desenvolvi em meu último livro [1], de que o conhecimento é um caso particular de nossas relações de reconhecimento, ou seja, para que um determinado saber se torne significativo e possa ser propriamente incorporado, devemos contar com as relações de reconhecimento que subjazem a relação de aprendizagem.

Relações de reconhecimento envolvem tanto a maneira como somos lidos e posicionados pelo aparato escolar, de natureza institucional, quanto a forma como somos reconhecidos no interior da escola como comunidade. Reconhecer envolve tanto os meios que me ligam ao outro, a linguagem, os discursos e sua história, quanto os agentes e ainda os atos de reconhecimento que gradualmente sedimentam as regras pelas quais produzimos valor e sentido. A experiência de ensino online corrompe seriamente esta segunda dimensão da escola e sobrevaloriza a dimensão de conhecimento como uma experiência profundamente individual.

A linguagem digital envolve várias reduções. O outro se reduz a uma imagem bidimensional de 10 ou 20 centímetros, nossos atos de fala podem ser interrompidos por uma falha na transmissão ou na emissão, não conseguimos olhar exatamente nos olhos daquele com quem falamos (se assim o fizermos temos que olhar para a câmera e enquanto fazemos isso perdemos de vista, literalmente, a imagem do outro). Isso favorece que muitos alunos simplesmente abandonem a escola, ao passo que outros, com dificuldades em sustentar suas presenças e sua corporeidade em sala de aula, agora voltem a se interessar pela escola.

Do outro lado, professoras e professores têm diante de si um pesadelo didático. É como cantar sem “retorno”. Não sabemos se os alunos estão entendendo, gostando ou repudiando o que dizemos. Não temos como ajustar a velocidade de passagem de um tema para outro, nem como sentir a “temperatura” e os efeitos do que estamos dizendo para aquela turma, naquele dia, sob aquelas circunstâncias específicas do encontro. Estamos voando no escuro, ou melhor, no espelho, pois temos que nos contentar, muitas vezes em olhar para nossa própria imagem falante na tela.

Isso desperta um dos vícios narcísicos dos professores, a tendência a auto-observação exigente e cruel. Durante uma apresentação, todos nós temos que lidar ao mesmo tempo com a relação de transmissão de conteúdo, de apresentação dos tópicos e de articulação de ideias e com uma espécie de posição que nos sobrevoa em auto-observação e autoavaliação. É aquela voz que aparece quando, durante um jogo de tênis ou de futebol , erramos uma jogada e em vez de nos concentrarmos no lance seguinte desperdiçamos nossas forças ouvindo de nós mesmos coisas como: “sou um idiota mesmo”, “errei este lance fácil de novo”, “o que vão pensar de mim?” Isso é potencializado pela possibilidade real de que os pais “entrem na situação de aula” e vigiem o trabalho dos professores. Tudo isso converge para que a avaliação da situação concorra com o próprio acontecimento da situação, mais ou menos como quando vamos a um show ou visitamos um museu e passamos o tempo todo atrás da tela.

Ter que acompanhar-se falando ou em voo cego telefônico ou às dezenas de fotinhos de alunos é uma alternativa do tipo quanto pior, pior. Mesmo a conversa paralela, que tantas vezes perturba a aula, é uma espécie de feedback sobre a recepção de nossa mensagem. Assim como na clínica o silêncio do outro lado pode ser percebido não apenas como desatenção, mas como ausência potencial.

O contexto de avaliação, tão importante em vários momentos, também está sujeito a variações importantes, perguntas difíceis podem ser respondidas com um celular. Já se tem notícia de um campeão de maratona de matemática, produto de uma banca doméstica de adultos engenheiros e estatísticos. Ou seja, a partilha entre o público e o privado que determina o espaço escolar, às vezes com os muros da escola nos protegendo da intrusão da indústria cultural e de interesses que aumentam a desvantagem entre aqueles que dispõem de massivos recursos culturais de apoio e os que lutam por mesmas oportunidades.

Estamos aqui diante do problema da distribuição desigual do acesso ao universo digital e à tecnologia em geral, como ponto sensível para o aumento das dificuldades educativas no Brasil. Esta questão se tornará mais aguda com a chegada dos exames para ingresso nas universidades. Se o direito à educação é uma prerrogativa geral de redução da desigualdade, isso não replica a diferença de oportunidades de acesso a tecnologia. Quando falamos em acesso a livros, cadernos e material gráfico, isso significa algo bastante diferente de quando se dispõe de banda larga, memória de armazenamento, máquinas potentes e cursos paralelos de informática. O sentimento de injustiça, derivado da nebulosa sensação de que “estamos perdendo alguma coisa” pode concorrer aqui para a progressão de nossa ansiedade, que já não é pequena.

REFERÊNCIA

[1] Dunker, C.I.L. (2020) Paixão da Ignorância. São Paulo: Contracorrente.           

Psicóloga Divina

Doutora em Psicologia Clínica